Formação

A Epidemia

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Dom Aloísio Sinésio Bohn

Numdia de verão eu andava de ônibus no centro de Roma. O ônibus estavalotado e fazia muito calor. De repente uma senhora gorda não se contevee desabafou em alta voz: “Somos demais! Somos demais! É preciso umaoutra guerra”! Um cidadão bem humorado exclamou: “Oxalá mate primeiroos mais gordos”!

Antigamente,além das guerras, a população era dizimada pela peste. São Luís Gonzagamorreu socorrendo os pesteados abandonados nas ruelas de Roma.

Antigamente!?O médico Osmar Terra, secretário de saúde do Rio Grande do Sul, teve acoragem e a honestidade de alertar a população de que as bactériastransmissoras da nova gripe se espalham entre a população e, se nãotomarmos precaução, tornar-se-á epidêmica.

Portanto,todos devemos cooperar para que o vírus seja estancado. O primeirovalor é a vida. Ela vai defendida por todas as pessoas e todos dossetores da sociedade organizada. Eis algumas orientações:

A Igreja deve cooperar com as medidas de precaução do Estado. Nós cristãos devemos colaborar de modo exemplar e responsável.

Pareinum posto de gasolina e passei pelo banheiro. Não havia sabão, nem nadapara lavar as mãos, além de água. E muita gente comendo na loja deconveniência. Observei ao dono do posto: Não deveria haver sabão oualgo assim para lavar as mãos no banheiro neste tempo de epidemia? Eledisse constrangido: “Claro padre; nós colocamos, mas o pessoal carregatudo, mas tudo mesmo”. Quanta irresponsabilidade de parte da população?

Noteique muitas igrejas e capelas já secaram a água benta, para evitarcontágio. Está muito certo. Epidemia, por definição, tem duração curta.Depois, poderemos voltar à água benta nas igrejas.

Énecessário que os celebrantes lavem as mãos com sabão antes dacelebração. E os ministros e ministras jamais distribuam a comunhão semantes lavar apropriadamente as mãos. Isto, aliás, deve ser um costumepermanente. Se alguém objetar que as normas litúrgicas não prevêem talprática, deve-se lembrar que a vida vale mais que todas as regras.

Também o costume de dar as mãos durante a celebração, a mim, aliás, tão caro, deve-se evitar.

Vejoque em todos os setores da população há pouca consciência do risco quecorremos. Os padres e ministros poderiam lembrar aos fiéis as medidasde higiene aconselhadas pelos agentes de saúde. Não poderá este ser oprimeiro dos avisos paroquiais?!

Peçamos a Deus que nos salve de uma epidemia de grandes proporções e nós, como povo ligado a Deus, possamos Viver.


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