Formação

A linguagem do coração (1Cor 13, 8)

comshalom

Madalena

Fui chamada a dar testemunho sobre o Projeto Volta Israel no Congresso Internacional sobre a Caridade, realizado em Roma na semana de lançamento da 1ª Encíclica de Bento XVI “Deus Caritas Est” (Deus é Amor). Antes de ler o testemunho pedi a Deus uma linguagem que viesse do seu coração na ocasião em que falava em público. Ao chegar em Roma, na sala Paulo VI, conheci um cardeal que me chamou e disse-me, para minha surpresa, que eu não tivesse medo e ao ler usasse a “linguagem do coração”. Fiquei feliz ao ver confirmado o meu pedido a Deus e o mesmo monsenhor falou que eu iria ver o Papa. Ao adentrar na sala onde iria encontrar-me com Bento XVI, o mesmo monsenhor ofereceu-me uma cadeira e descontraidamente falou-me – sente caridade! Após alguns instantes ouvimos um hino muito bonito que falava sobre a caridade, e embora eu não entendesse a língua em que era cantado, entendia com a linguagem do coração e chorei bastante. Lembrei-me porém que estava maquiada e enxuguei rapidamente as lágrimas. Entrei na fila para falar com o Papa e coincidentemente, o mesmo monsenhor estendeu para mim seu braço e conduziu-me até Bento XVI.
Diante do Papa beijei seu anel, ele foi muito acolhedor. Identifiquei-me que era do Shalom, do Projeto Volta Israel e que trabalhava com tóxico-dependentes. Ele sorriu e disse-me alegremente: Ah! Fortaleza! Ah! Brasil! E presenteou-me com um terço. Algumas horas antes de ler meu testemunho, eu e Moysés passamos a tarde em oração no túmulo de João Paulo II e depois na capela do Santíssimo.
Finalmente, ao ler meu testemunho segui as orientações do Moysés, para o momento em que eu fosse ler. Senti como fruto desta obediência a unção do Espírito Santo no momento em que li.
Após a leitura o assessor do Papa falou em italiano uma expressão que significa “estupendo” em português.
Tenho a convicção de que toda Comunidade estava lá representada e que num mundo hedonista e consumista, quando se fala da beleza do pobre realmente é algo estupendo.
Ao finalizar, quero deixar a seguinte mensagem: Acho que um grande mal que devemos pedir que Deus nos livre é a tentação do poder. Não devemos ambicionar posições, cargos, reconhecimentos. Devemos querer o QUERER DE DEUS; é essa posição que devemos pedir sempre a Deus: O SEU QUERER.


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