"Todos os cristãos são chamados a dar testemunho de verdadeiros evangelizadores”.
Papa Paulo VI
Evangelii Nuntiandi, nº 21.
“Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,8).
A citação que Jesus faz da videira e dos ramos é uma analogia pitorescae clara de como nós devemos dar frutos através da evangelização. Istoporque, se não evangelizarmos:
-Mais de quatro bilhões de pessoas deixarão de ouvir a Boa Nova da salvação e seremos cobrados se não agirmos (Ez 3,18-21).
-Estaremos pecando contra o Senhor, por nossa desobediência (Mc 16,15).
-Nós mesmos nos lançaremos ao fogo, e lá queimaremos (Jo 15,6).
-Nós não seremos felizes e realizados, pois, fomos criados para evangelizar (Sl 126,3-6; Lc 9,60).
-Nossas igrejas irão encolher (Ler a reação em Atos 2,42-47).
-O Corpo de Cristo correrá perigo de atrofiar, por falta de funcionamento adequado ( Ef 4, 11.12).
-Os membros da Igreja correm os riscos de ficarem brigando entre si, emvez de juntos, brigarem contra as forças do inferno (Ef 6,10-12).
Este último efeito de não evangelizarmos pode parecer um tanto fora docontexto, mas, efetivamente, isso não ocorre, pois é mais do que certoque se não fazemos aquilo que se espera de nós, passamos a fazer aquiloque não se espera de nós. Ou seja, se não estivermos distribuindoaquilo que recebemos, estaremos abusando dos nossos irmãos, quedesconhecem o Senhor (Lc 12,42.45), e se, não estivermos lutando contrao maligno, quando menos esperarmos, estaremos lutando entre nós mesmos.
Portanto, a evangelização é importante e devemos exercê-la para levar omundo todo ao Senhor Jesus Cristo e para não perdermos o nosso bomrelacionamento com Deus e com nossos irmãos (1).
O desempenho da missão evangelizadora pede de cada um de nós, umaprofunda vivência de fé, fruto de uma experiência pessoal de encontrocom a pessoa de Jesus Cristo, no seu seguimento. Nossa conversãopessoal nos possibilita impregnar, com uma “firme decisão missionáriatodas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais (…) dequalquer instituição da Igreja”, exigindo nossa conversão pastoral queimplica escuta e fidelidade ao Espírito, impelindo-nos à missão esensibilidade ás mudanças socioculturais, animada por “umaespiritualidade de comunhão e participação”(2).