Formação

A união entre homem e mulher como único meio de originar a família

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A família é a célula primária dasociedade e tem no casamento o seu início. Uma família inicia quando um homem, autoidentificadoem sua dignidade masculina, e uma mulher, também revestida de uma identificada formosurafeminina, se encontram e, atraídos um pelo outro, reconhecem sua necessidade decomplemento no outro, apaixonam-se e se unem para sempre, em vista deconstituir uma família.

Daí então nascem os filhos, que serãoamados, criados e educados dentro da essência inicial da família humana: o amormútuo entre o homem e a mulher. É a partir deste laço de amor, das diferentesmaneiras de ser, pensar, agir e se relacionar, que o homem e a mulher se procurame, reconhecendo precisar um do outro, constituem uma comunidade familiar.

A dinâmica da relação entre homem emulher impõe um contínuo amar e perdoar, respeitar, compreender, esperar edoar-se, assim vão sendo vividos e construídos valores e comportamentos na família,e a partir dela é que se edifica uma sociedade de hígidos princípios, como asolidariedade, a coerência, a justiça e a verdade. Homem e mulher, revestidosde sua maneira única de ser, sob o aspecto físico, biológico, emocional,psicológico e ontológico, ao se unirem em matrimônio, promovem a partir dafamília uma sociedade ordenada.

Os nascidos no seio familiar quereceberam a dignidade da referência masculina em seu pai e a dignidade dareferência feminina em sua mãe, não apenas ouvindo falar em uma figura paternae materna, mas experimentando no dia a dia a realidade destes parâmetros,sorvendo a maneira de ser homem e a maneira de ser mulher em seus pais, recebemda ordem natural a possibilidade do pleno desenvolvimento físico, mental, morale espiritual em condições de liberdade e dignidade para se tornarem adultosequilibrados. Nesse sentido, até mesmo os impasses entre os pais se relevamnecessários na formação dos filhos, uma vez que serão inseridos no contextosocial, com todos os seus percalços.

 

Danão discriminação ao homossexual

A natureza jamais possibilitará quedois homens ou duas mulheres venham a procriar. Isso não poderá acontecer nemmesmo dentro da perspectiva das intervenções recorrentes da genética, uma vezque o gameta masculino sempre exigirá a complementariedade do gameta feminino paragerar um zigoto. Resumindo, jamais um gameta masculino poderá se unir a outrogameta masculino e se tornar um ser humano, de forma que nem em laboratório serápossível gerar um filho de dois pais ou de duas mães.

Não há discriminação ou hostilidadecontra os homossexuais ao denunciar essa verdade, bem como não há ojeriza aeles quando se afirma que dois homens ou duas mulheres jamais conseguirãocumprir a conjugalidade original da família humana.

A complementariedade dos sexos e afecundidade se posicionam na origem da própria instituição do matrimônio comocélula primária da sociedade e exigem a união entre o homem e a mulher parapoderem realizar o fim último da família dentro e fora da sociedade.

Todo respeito ao homossexual exige quese verse a verdade sobre sua condição. Faz-se necessário não esconder que setrata de uma anomalia e não de um plano natural ou humano. A prova disso é quenão há mútua ajuda entre sexos nem fecundidade nas relações entre homossexuais.A natureza não previu a união sexo-afetiva entre pessoas do mesmo sexo, nãohavendo parâmetro humano, seja biológico ou moral, para acolher este tipo derelação.

A necessária dimensão procriativa dasexualidade resguarda o ato sexual como mero ato fechado em um prazer egoísta.Na verdade, o sadio e necessário prazer entre homem e mulher casados, residenteno ato natural sexual, eleva-o a condição de linguagem de amor: O casamento evitaa instrumentalização do outro, evita torná-lo objeto de satisfação egocêntrica.

Todavia, não se reputaresponsabilidade pessoal as vítimas desta anomalia, mas categoricamente é de seafirmar que seus atos são intrinsecamente desordenados (1), não integrando asações originais da natureza humana.

Discorre sobre o tema Sua Santidade, oPapa Bento XVI, quando Prefeito da Congregação para a doutrina da fé (1), “verbis”:

Como a experiência confirma, a falta da bipolaridade sexual criaobstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente inseridas nointerior dessas uniões. Falta-lhes, de fato, a experiência da maternidade oupaternidade. Inserir crianças nas uniões homossexuais através da adoçãosignifica, na realidade, praticar a violência sobre essas crianças, no sentidoque se aproveita do seu estado de fraqueza para introduzi-las em ambientes quenão favorecem o seu pleno desenvolvimento humano. Não há dúvida de que talprática seria gravemente imoral e pôr-se-ia em aberta contradição com oprincípio reconhecido também pela Convenção internacional da ONU sobre os direitosda criança, segundo o qual o interesse superior a tutelar é sempre o dacriança, que é a parte mais fraca e indefesa.

Cientes disso, pessoas participantesde sociedade homossexual insistem na possibilidade legal de adotar crianças,como uma maneira de se autoafirmar na sociedade moderna. Ressalto, todavia, queas eventuais exigências sociais dos homossexuais só devem ser albergadas ouprotegidas pela sociedade na medida em que não estimulam o crescimentohomossexual na sociedade. Por isso, tratados dentro da perspectiva dasolidariedade, o que se deve fazer em primeiro lugar é proteger o meio socialdos transtornos que uma massificação de tais comportamentos podem gerar semdescuidar para que não sejam relegados à injustiça da discriminação.

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(1)    RATZINGER, Joseph Card. Prefeito da Congregação para a doutrina da fé. Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais.

Regma Janebro


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