Formação

As duas vindas de Cristo

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Anunciamos a vinda de Cristo: não apenas a primeira, mas também a segunda, muito mais gloriosa. Pois a primeira, revestiu um aspecto de sofrimento, mas a segunda manifestará a coroa da realeza divina.

Aliás, tudo o que concerne a nosso Senhor Jesus Cristo tem quase sempre uma dupla dimensão. Houve um duplo nascimento: primeiro, ele nasceu de Deus, antes dos séculos; depois, nasceu da Virgem , na plenitude dos tempos. Dupla descida: uma discreta, como a chuva sobre a relva; outra, no esplendor, que se realiza no futuro .

Na primeira vinda, ele foi envolto em faixas e reclinando num presépio; na segunda, será revestido num manto de luz. Na primeira, ele suportou a cruz, sem recusar a sua ignomínia; na segunda, virá cheio de glória, cercado de uma multidão de anjos.

Não nos detemos, portanto, somente na primeira vinda, mas esperamos ainda ansiosamente , a segunda. E assim como dissemos na primeira: Bendito o que vem em nome do Senhor (Mt. 19,9), aclamaremos de novo, no momento de sua segunda vinda, quando formos como os anjos ao seu encontro para adora-lo: Bendito o que vem em nome do Senhor.

Virá  o Salvador, não para ser novamente julgado, mas para chamar a juízo aqueles que se constituíram seus juízes. Ele, que ao ser julgado, guardara silêncio, lembrará as atrocidades dos malfeitores que o levaram ao suplício da cruz, e lhe dirá: Eis o que fizestes e calei-me (Sl 49, 21).

Naquele tempo ele veio para realizar um desígnio de amos, ensinando aos homens com persuasão e doçura; mas no fim dos tempos, queiram ou não, todos se verão obrigados a submeter-se à sua realeza.

O profeta Malaquias fala dessas suas vindas: Logo chegará ao seu templo o Senhor que tentais encontrar (Ml 3,1). Eis uma vinda.

E prossegue, a respeito de outro: E o anjo da aliança que desejais. Eis que vem, diz o Senhor dos exércitos; e que poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E que poderá resistir-lhe quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; e estará a postos, como para fazer derreter e purificar (Ml 3, 1-3)

Paulo também se refere a essas duas vindas quando escreve a Tito: A graça de Deus se manifesta trazendo salvação para todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tt 2, 11-13). Vês como ele fala da primeira vinda, pela qual da graça, e da segunda que experimentamos?

Por isso, o símbolo da fé que professamos nos é agora transmitido, convidando-nos a crer naquele que subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo a de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Nosso Senhor Jesus Cristo virá portanto dos céus, virá glorioso no fim do mundo , último dia. Dar-se-á a consumação do mundo, e este mundo que foi criado será inteiramente renovado.


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