Formação

As trevas da Idade Média

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Como se sabe, a Idade Média abrange um período deaproximadamente mil anos, que inicia com a desintegração do Império Romano doOcidente, em 476, e se conclui com o fim do Império Romano do Oriente – quedade Constantinopla –, em 1453.

 

Dentre os milhares de estudantes que buscam asuniversidades, a maioria continua sendo ou dizendo-se cristã. Assim, não sãopoucos os que ficam humilhados, para não dizer estupefatos, com as noçõestransmitidas a eles por professores que se admiram como, em pleno século XXI,depois de tudo o que aconteceu na Idade Média, ainda haja gente que se professecatólica!

 

Não se pode negar: por serem fruto do pensamento e daatividade humana, todos os períodos históricos contêm em seu bojo erros eacertos. Por isso, assim como hoje se criticam as trevas da Idade Média, talvezcom mais razão os nossos descendentes se lamentarão pelo mundo que após-modernidade lhes está deixando.

 

A Igreja Católica exerceu uma influência marcante sobre apopulação medieval, ultrapassando em muito a sua função religiosa e espiritual.Sua ação abrangia praticamente todos os campos: começava pela assistênciasocial, passava pela política e terminava na cultura. A maior parte dasuniversidades teve nela a sua origem ou, pelo menos, o seu apoio decisivo.Conceituados especialistas, que não se deixam levar pelos mesmos preconceitoscom que os cristãos são acusados, reconhecem que, sem a Igreja, a civilizaçãoeuropéia não teria visto a luz.

 

As próprias cruzadas, sempre vistas como um dos grandespecados da Igreja durante a Idade Média, pouco ou nada significam se comparadascom as monstruosidades que, nos últimos séculos massacraram – e continuammassacrando – a humanidade e a própria Igreja. Foram milhões as pessoas quemorreram torturadas barbaramente pelos regimes de Hitler e de Stalin.

 

No século XXI, as “trevas” da Idade Média alcançaram o seuapogeu, e se tornaram nuvens espessas e ameaçadoras. A violência e odesrespeito pela vida – e pela natureza – parecem ultrapassar qualquer limite.São crianças truncadas pelo aborto, jovens vitimados pela droga, idososintimidados pela eutanásia, casamentos fracassados pelo “amor livre”, pobresmarginalizados pela globalização; enfim, toda uma sociedade à mercê domaterialismo, que veio para “reparar” os males da Idade Média…

 

Apesar de distintas, ciência e religião não se opõem entresi. Pelo contrário, podem ser vistas como complementares, auxiliando-semutuamente, como nos ensina este fato histórico, acontecido em 1892.

 

Um senhor de 70 anos viajava de trem, sentado ao lado de umjovem universitário. Ambos tinham em mãos um livro, que liam em silêncio: ojovem, um manual de ciências; o idoso, a Bíblia. Em dado momento, sem muitacerimônia, o rapaz iniciou o seguinte diálogo com o ancião:

 

«O senhor ainda acredita neste livro de fábulas?».

 

«Sim, mas não é um livro de fábulas. É a Palavra de Deus. Ouestou errado?».

 

«Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudarhistória universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100anos, demonstrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem em Deus. O senhor deveriaconhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem de tudoisso».

 

«É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobrea Bíblia?».

 

«Bem, como vou descer na próxima estação, falta-me tempoagora, mas deixe o seu cartão, que lhe enviarei o material pelo correio com amáxima urgência».

 

O velho, então, abriu o bolso interno do paletó e deu o seucartão ao universitário. Ao lê-lo, o jovem saiu rapidamente, envergonhado ecabisbaixo. No cartão estava escrito: “Dr. Louis Pasteur, Diretor Geral doInstituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França”.

 

O grande cientista costumava repetir: «Quando é pouca, aciência nos afasta de Deus; quando é muita, dele nos aproxima».


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