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Celibatários pelo Reino dos Céus: Remédios em meio a uma pandemia

Dois jovens brasileiros se ofertaram no celibato para, entre outras razões, consolar as dores da humanidade deste tempo.

comshalom

Dois jovens brasileiros em missão em Cracóvia, na Polônia, fizeram seus primeiros votos no celibato pelo Reino dos Céus no último domingo, 6 de setembro. Para eles, a experiência é uma resposta ao chamado de Deus que os envia como remédio para o mundo. A missa foi celebrada no seminário diocesano de Cracóvia, onde São João Paulo II estudou e foi professor.

Considerada a terra da misericórdia e conhecida por seus filhos santos, como São João Paulo II, Santa Faustina, São Maximiliano Kolbe, a Polônia abriga duas missões da Comunidade Católica Shalom, uma na Cracóvia, outra em Varsóvia.

Uma decisão provada

“A princípio, não tínhamos noção de que no meio de uma pandemia iria chegar o momento de responder ao chamado de Deus para nós”, conta Jackson. “Não sabíamos se seria possível haver a missa devido a cidade estar em alerta amarelo e com algumas restrições por causa da reincidência de casos de Covid-19. No meu coração, porém, havia um grande desejo de corresponder à vontade de Deus e ser com a minha vida uma resposta para o mundo doente. Tinha a plena certeza de que a maior doença desse tempo na humanidade não é apenas o Covid-19, mas o desconhecimento de Deus e da dignidade do homem. A pandemia e a triste situação no mundo só fizeram crescer dentro de mim o desejo de dar uma resposta, de ser um sinal da presença de Deus. Parece uma loucura para o mundo dois jovens ofertarem a vida na virgindade consagrada, mas para nós é Cristo, Sua misericórdia, Sua eleição, Sua vida, Sua vontade para nós, Sabedoria de Deus, nosso paraíso e realização, é deixar que já aqui, nessa terra, Deus seja o primeiro na minha vida e viver cada dia amando-O, pela Igreja, pelos jovens, pelos pobres e por todos os homens”.

Jackson diz ainda que a celebração motivou muitas pessoas a enviarem mensagens aos jovens. “Recebemos muitas mensagens das pessoas por onde passamos em missão, agradecendo o nosso sim. Isso já foi um sinal de que Deus, por sua graça, vai aonde, sozinhos, nós não somos capazes de ir”.

Pela humanidade que sofre

Weider Rodrigues também comentou sobre sua experiência. “É uma vivência real de sofrer com os que sofrem, de chorar com os que choram”, diz. “Não me sinto com méritos por ser celibatário, sinto somente o profundo amor de Deus que me conquistou e que me pede para dar resposta hoje. Diante do contexto mundial, o que é mais forte para mim é de me unir a Cristo e à humanidade que sofre, me unir na intercessão, na escuta, na atenção, em uma simples ligação, na vivência do meu chamado. Ser remédio, para mim, é me se consagrar no Celibato nestes tempos difíceis e a cada dia desbravar mais o coração do homem. É o e que me dá mais coragem de corresponder todos os dias à vontade de Deus”, conclui.


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