Formação

Com Cristo é possível enfrentar e superar toda prova física e esp

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Cidade do Vaticano – Discurso que Bento XVII dirigiu aosparticipantes da XXII Conferência Internacional promovida pelo PontifícioConselho para a Pastoral dos Agentes de Saúde.

 

 

    Alegra-me encontrar-vos com ocasião desta ConferênciaInternacional organizada pelo Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo daSaúde. Dirijo a cada um minha cordial saudação, em primeiro lugar ao senhorcardeal Javier Lozano Barragán, com sentimentos de gratidão pelas amáveisexpressões que me expressou em nome de todos. Junto a ele, saúdo o secretário eos demais membros do Pontifício Conselho, as autorizadas personalidadespresentes e todos que participaram neste encontro para refletir juntos sobre otema da atenção pastoral aos enfermos anciãos. Trata-se de um aspecto hojecentral da pastoral da saúde que, graças ao aumento da média de idade,interessa a uma população cada vez mais numerosa, portadora de múltiplasnecessidades, mas por sua vez de recursos humanos e espirituais.

    Se é certo que a vida humana em cada fase é digna do máximorespeito, em algumas vertentes o é ainda mais quando está marcada pela velhicee a enfermidade. A velhice constitui a última etapa de nossa peregrinaçãoterrena, que tem fases distintas, cada uma com suas próprias luzes e sombras.Questiona-se: tem ainda sentido a existência de um ser humano que vive emcondições muito precárias porque é ancião e está enfermo? Por que, quando odesafio da enfermidade se faz dramático? É possível viver a enfermidade comouma experiência humana que deve ser assumida com paciência e valor?

    Com estas perguntas deve medir-se quem está chamado a acompanharos anciãos enfermos, especialmente quando parecem não ter já possibilidades decura. A atual mentalidade eficientista tende com freqüência marginar estesirmãos e irmãs nossas que sofrem, quase como se fossem só um “peso” para asociedade. Quem tem sentido da dignidade humana sabe que, ao contrário, deve-serespeitá-los e sustentá-los enquanto enfrentam sérias dificuldades ligadas aseu estado. É inclusive justo que se recorra também, quando é necessário, aoemprego de cuidados paliativos, os quais, ainda que não podem curar, sãocapazes contudo de aliviar os sofrimentos que se derivam da enfermidade.Sempre, contudo, junto às indispensáveis atenções clínicas, é necessáriomostrar uma capacidade concreta de amar, porque os enfermos têm necessidade decompreensão, de consolo e de constante alento e acompanhamento. 

    Os anciãos, emparticular, devem ser ajudados a percorrer de maneira consciente e humana aúltima fase de sua existência terrena, para preparar-se serenamente à morte,que – os cristãos o sabemos – é um trânsito para o abraço do Pai celestial,cheio de ternura e de misericórdia.

Desejaria acrescentar que esta necessária solicitudepastoral para com os anciãos enfermos não pode deixar de envolver as famílias.Em geral, é oportuno fazer tudo que for possível para que sejam as própriasfamílias os que acolham e se façam cargo deles com afeto reconhecido, de formaque os anciãos enfermos possam passar o último período da vida em sua casa epreparar-se à morte em um clima de calor familiar. Também quando for necessárioo ingresso em estruturas de saúde, é importante que não decaia o vínculo dopaciente com seus entes queridos e seu próprio meio. Que nos momentos maisdifíceis, o enfermo, sustentado pela atenção pastoral, seja alentado aencontrar a força para enfrentar sua dura prova na oração e com o consolo dosSacramentos. Que esteja rodeado de irmãos na fé, dispostos a escutá-lo e acompartilhar seus sentimentos. É este, realmente o verdadeiro objetivo daatenção pastoral das pessoas anciãs, especialmente quando estão enfermas, emais ainda se o estão gravemente.

Em várias ocasiões, meu venerado predecessor João Paulo II,que especialmente durante a enfermidade ofereceu um testemunho exemplar de fé ede valor, exortou aos cientistas e aos médicos a comprometer-se na pesquisapara prevenir e curar as enfermidades ligadas ao envelhecimento, sem cederjamais à tentação de recorrer a práticas de encurtamento da vida enferma eanciã, práticas que resultariam ser, de fato, formas de eutanásia. Que não esquecemos cientistas, os investigadores, os médicos, os enfermeiros, assim como ospolíticos, os administradores e os agentes pastorais que “a tentação daeutanásia se apresenta como um dos sintomas mais alarmantes da cultura da morteque avança sobretudo nas sociedades do bem-estar” (Evangelium vitae, 64). Avida do homem é dom de Deus que todos estamos chamados a custodiar sempre. Taldever corresponde também aos agentes de saúde, cuja missão específica éfazer-se “ministros da vida” em todas suas fases, particularmente naquelascaracterizadas pela fragilidade conectada à enfermidade. Precisa-se de umcompromisso geral para que a vida humana seja respeitada não só nos hospitaiscatólicos, mas em todo lugar de tratamento.

    Para os cristãos, é a fé em Cristo que ilumina a enfermidadee a condição da pessoa anciã, como qualquer outro evento e fase da existência.Jesus, morrendo na cruz, deu ao sofrimento humano um valor e um significadotranscendente. Ante o sofrimento e a enfermidade, os crentes estão convidados anão perder a serenidade, porque nada, nem sequer a morte, pode separar-nos doamor de Cristo. Nele, como o vivo que transforma a existência dando sentidosalvífico também à enfermidade e à morte.


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