Formação

Comunhão e Missão

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Dom Orani João Tempesta

Na segunda-feira passada, dia 29 de junho, tive a grandealegria de receber o “Pálio” pelas mãos de sua Santidade o Papa Bento XVI, naSolenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, na Basílica de São Pedro emRoma.

Embora seja a segunda vez que participo dessa celebração, aocasião sempre é única! Como todos sabem, já o tinha recebido quando assumi amissão na Arquidiocese de Belém do Pará. Agora, com uma nova missão em outra Arquidiocese,recebo outro pálio como Metropolita da Arquidiocese de São Sebastião do Rio deJaneiro.

O sentido de unidade e comunhão predomina na interpretaçãodo rito. É o dia do Papa, que é o sucessor do Apóstolo Pedro na missão deconfirmar os irmãos na fé. A promessa de unidade e comunhão realizada junto aotúmulo de Pedro ressoa através dos séculos na mesma promessa que ele fez diantedo Senhor – “tu sabes que te amo” e também reconhecendo que “Jesus é o Cristo,o Filho de Deus”. Daí recebe a sua missão: “apascenta os meus cordeiros, minhasovelhas, meu rebanho”.

As terras de Roma foram regadas pelo sangue dos mártires queainda hoje continuam testemunhando a fidelidade ao Evangelho e a alegria davida na unidade da Igreja de Jesus Cristo. Ser fiel e testemunhar o Evangelhonos tempos de hoje são realmente desafios a serem enfrentados com coragem eânimos novos.

Nesse sentido, a imposição do Pálio demonstra este aspectocom essas palavras pronunciadas pelo Santo Padre: “Este Pálio seja para vóssímbolo de unidade e sinal de comunhão com a Sé Apostólica; seja vínculo decaridade e estímulo de fortaleza”.

Nada mais inspirador para nós que assumimos as palavras doEvangelho – “que todos sejam um” – como iluminação da vida e do trabalho emissão a que fui chamado por Deus através da mediação da Igreja. Acredito queesse é o caminho para nós, Igreja hoje, e também é o testemunho que nós,enquanto Povo de Deus, devemos dar e ser para este mundo desunido e violento.

Além do aspecto da unidade, é importante ressaltar o sinaldo pastoreio que esse símbolo ressalta. As ovelhas são abençoadas no dia deSanta Inês. Da lã delas serão tecidos esses sinais que, imposto sobre osombros, recorda a necessidade de o Pastor carregar as ovelhas sobre os ombros,– um dos mais belos e antigos símbolos que encontramos na Igreja primitiva.

Esse sinal também aparece na oração da bênção do Pálio“escolhido para simbolizar a realidade da missão pastoral”, pedindo por todosque irão utilizá-lo “de se reconhecerem como Pastores de seu rebanho e detraduzir na vida a realidade significada no nome”.

Unidade e pastoreio: eis dois significados importantes dessesinal que os arcebispos recebem para utilizar dentro de sua ProvínciaEclesiástica. Estar em Roma, junto ao túmulo do Apóstolo Pedro para celebraresse acontecimento é um dom inestimável! Mas a oportunidade se enriqueceu aindamais ao podermos celebrar o encerramento do Ano Paulino junto ao túmulo de SãoPaulo. Isso nos leva a viver como verdadeiros discípulos-missionários que,unidos e procurando a comunhão do rebanho, possamos continuar servindo comalegria esse povo que foi conquistado por Deus e que se abriu para o encontrocom os irmãos, tornando esse mundo uma nova realidade, construindo acivilização do amor.


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