Notícias

Conhecendo a história do PJJ de Brasília

“O Projeto Juventude de Brasília tem uma força de unir a Comunidade e unir a Igreja através dos jovens e isso é uma marca da nossa missão”.

comshalom

O ano era 2010. A Missão de Brasília vivia tempos difíceis de frieza vocacional e a evangelização estava desacreditada. O Projeto Juventude para Jesus (PJJ) tinha uma expressão muito pequena. Amanda Escarião, que na época era consagrada da Comunidade de Vida, veio de Fortaleza para coordenar o PJJ e a evangelização. “Foi um choque ver que os irmãos não queriam evangelizar e ver a fragilidade da missão”, lembrou.

Onde estavam os jovens brasilienses?

Amanda queria saber onde estavam os jovens brasilienses e procurou na internet as baladas da cidade. Ela propôs para a Joyce Sueli, Responsável Local (RL) da missão, de ir com poucos jovens (o pequeno grupo que cabia em um carro) para o estacionamento de um show entregar panfletos do Acamp’s. Já no primeiro panfleto entregue os jovens tiveram uma baita surpresa: o garoto que no ano anterior tinha ido no primeiro Acamp’s olhou para o panfleto e em seguida para o grupo e disse: ‘vocês são do Shalom? O que vocês estão fazendo aqui? Estão chamando para o Acamp’s?’. Amanda sorriu e disse que sim. Ele disse ‘vocês são loucos mesmo. Não estou acreditando.’ O rapaz começou a chorar.

“O Shalom é muito doido mesmo. Vocês vieram no mundo para me chamar para voltar para Deus. Tem coisas que só o Shalom faz”.

“Só aquela experiência do jovem chorando, se sentindo encontrado por Deus ali já foi a experiência suficiente pra gente explodir. Já não conseguíamos somente entregar o panfleto. A gente tinha que rezar, evangelizava um, rezava por outro, falava de Deus para outro e nós voltamos naquela noite incendiados”, recordou.

Uma Experiência a ser testemunhada

Os jovens combinaram de testemunhar o que viveram nas células e nos grupos de oração. Alguns dias depois seria o aniversário de 50 anos de Brasília e a oportunidade perfeita para evangelizar na Esplanada dos Ministérios. Dessa vez não era um grupo pequeno, mas sim um grupo grande disposto a ir ao encontro dos jovens. “Lá nós conhecemos um rapaz que já tinha sido da obra e ele disse ‘o Shalom sempre está na minha vida em um momento importante e hoje é o dia do meu aniversário’. Nós rezamos por ele naquela noite e essas experiências foram se tornando cada vez mais fortes. A comunidade foi tomada por essa experiência. Nós fomos ressuscitando nessas experiências de evangelização”, ressaltou ela.

Um divisor de águas para o PJJ: O Acamp’s

Aproximava-se a segunda edição do Acamp’s da missão e a equipe do PJJ queria ampliar o acampamento e encontrar um lugar fixo onde coubessem 100 ou 1000 jovens. “Essa edição traduz muito os rumos que o PJJ tomou em Brasília”, afirmou Amanda. Eles encontraram a Barra do Dia, local que recebe os acampamentos atualmente.

“O Acamp’s foi o divisor de águas do PJJ porque ele trouxe um povo novo e renovou quem já estava na comunidade e na obra”, explicou. O Congresso de Jovens Shalom (CJS) aconteceu dois meses depois e cerca de 50 jovens da missão participaram. “Eles não conheciam o Moysés Azevedo, fundador da Comunidade e essa experiência os marcou também”.

 

Jovens e missionariedade

Um evento que marcou profundamente os jovens dessa época foi o “Doe suas férias para Jesus”. Joyce Sueli estava preocupada porque naquele ano nenhum vocacionado se sentiu atraído pela Comunidade de Vida (CV) e ela partilhou com os irmãos da CV essa angústia.

Amanda se inquietou com essa informação e pensou em levar os jovens para participarem do Acamp’s no Rio de Janeiro. Uma irmã deu a seguinte ideia: “Muitos irmãos vão para a Reciclagem e só estaremos nós quatro aqui. Você não acha que ao invés de mandarmos esses jovens para o Rio eles não podiam ficar aqui?”.

Assim nasceu o “Doe suas férias para Jesus”. Os jovens se inscreviam e iam para a casa comunitária durante o período da reciclagem para viver como Comunidade de Vida.

“Esse evento marcou decisivamente a vida do PJJ em Brasília. A partir dele alguns jovens decidiram ir em missão e outros despertaram a vocação. Eles ganharam uma qualidade vocacional incrível, nós podíamos contar com eles, foi uma experiência muito forte”, afirmou Amanda.

Frutos de Unidade

Na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2011 a Amanda representou a comunidade junto à CNBB, na delegação oficial da jornada. “Eu entendi que o PJJ de Brasília é muito ligado à Igreja, a testemunhar junto à Igreja a beleza dos jovens, a radicalidade evangélica e a santidade. Essa experiência junto à Igreja é uma característica própria da missão de Brasília”, definiu Amanda.

De acordo com ela, a característica que marca o PJJ é a unidade. “Foi pelo projeto que a missão de Brasília caminhou para a unidade, a comunidade ganhou uma expressão junto com a Igreja. O projeto tem uma força de unidade muito grande e é uma marca de Brasília, de unir a comunidade e unir a Igreja através dos jovens”, concluiu.

 

O PJJ hoje

Atualmente 250 jovens participam ativamente do PJJ na missão de Brasília. Para João Bruno Ferreira, atual coordenador do Projeto Juventude para Jesus (PJJ) da missão de Brasília, a marca dos jovens da obra é a criatividade e autenticidade.

“O jovem de Brasília é criativo e tem muitas ideias. Eu observo que os jovens brasilienses buscam ser autênticos e é um reflexo da vida cristã que nos pede essa autenticidade. O jovem age com sentido, coloca o coração naquilo que é pedido e por isso faz com amor”, definiu.

Segundo ele, os desafios da evangelização dos jovens são como de qualquer cidade grande. “Por ter muitos atrativos, nós temos que ser criativos para oferecer aos jovens uma experiência com Deus. Uma das graças é que todo jovem tem sede de felicidade, do Eterno, sede de Deus. O jovem de Brasília procura a verdade, é um jovem muito racional e a verdade é Deus. Outra graça é contar com os próprios jovens para evangelizar, eles são os protagonistas na evangelização, sabem a linguagem dos jovens e é deles que partem as melhores ideias.”

Por Letícia Freire


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *