Formação

Criando uma geração de doentes

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O médico Gabor Maté formulou em seu livro “Scattered Minds” uma tese assustadora: pais ausentes, uma mentalidade forjada na internet e por estímulos curtos e transitórios, a ausência de conexão com a natureza, mais drogas, lícitas e ilícitas estariam afetando os centros cerebrais associados com senso moral, insights e a noção de responsabilidade. A explosão do chamado bullying e da depressão, inclusive a infantil, seriam apenas alguns dos sintomas. O doutor Maté chegou à conclusão de que estamos criando uma geração com menores recursos neurológicos para sentir pelo outro (1).

Dr. Gabor Maté, nasceu em Budapeste, Hungria e é médico no Canadá que se especializa no estudo e tratamento da toxicodependência e também é amplamente reconhecido por sua perspectiva única sobre Transtorno de Déficit de Atenção e sua firme convicção na conexão entre a mente e a saúde do corpo.

AUMENTO MUNDIAL DAS DOENÇAS

“Apesar de impressionantes avanços médicos em muitas áreas de saúde”, diz um artigo no boletim Synergy, da Sociedade Canadense para a Saúde Internacional, “as perspectivas mundiais para a saúde mental são sombrias”.

Um relatório conclui que 1 em cada 4 pessoas no mundo sofre de distúrbios mentais, emocionais ou comportamentais. Outro estudo indicou que 1 de cada 3 pacientes que consultam um profissional da área de saúde sofre de depressão ou ansiedade. E segundo os pesquisadores, esses números estão aumentando.

Por quê? Um estudo realizado pelo departamento de Medicina Social da Universidade de Havard diz que está aumentando o número de doenças como depressão clínica, esquizofrenia e demência porque “mais pessoas vivem até a idade de risco”. Mas viver mais tempo não é a única razão. Os problemas econômicos também são culpados, assim como o aumento do estresse na vida moderna.

Como mudar esse quadro desanimador? Entre os muitos aspectos envolvidos nos cuidados da saúde mental porque ela “representa uma das últimas fronteiras para melhorar a condição humana”. Cuidar da saúde mental, emocional e espiritual é a meta radical para felicidade abissal.

NO BRASIL

“Para 46 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde, a depressão é uma realidade: 20% a 25% da população já tiveram ou têm depressão ao longo da vida. A incapacitação profissional, a falta de interesse e de motivação para participar de atividades sociais rotineiras e de ter prazer nas coisas de que gostam e com as pessoas que amam  transformam dramaticamente o cotidiano dessas pessoas, o de seus familiares e amigos, trazendo conseqüências devastadoras. Essa falta de capacidade de se relacionar tem efeitos profundos e duradouros, que dificultam a reinserção social dos que tentam se recuperar de um episódio de depressão,” afirma o Dr. Antonio Geraldo da Silva que é presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) (2).

O Brasil está à frente de países como Inglaterra, Irlanda e Alemanha em ocorrência de transtornos psiquiátricos em menores de idade. Nosso país tem 1,8 milhões de portadores de doentes mentais e novos 50 mil casos são diagnosticados anualmente (3).

CONCLUSÃO

Aplicação sistemática da alienação, manipulação, condicionamento e da escravidão holística pela elite governamental, os donos do poder, visam tão somente o lucro pelo mercado de fantoches. Estes são gados levados ao matadouro. A elite dominante mundial considera o povo como gado, ou seja, a mercadoria mais lucrativa do planeta.

Toda máquina do sistema é usada para indústria da boçalidade, da virtualidade infernal, das doenças, da pornografia, da violência e da cultura de morte.

Os senhores do poder tem no sangue esse sistema como religião. Os três principais dogmas deles são: o capital, a arte do engano e a luxúria. Essa é a trindade do domínio que faz a elite perpetuar no controle do poder econômico e religioso. Do alimento ao entretenimento virtual, o sistema impera no tormento mental.

Tenhamos muito cuidado para não sermos usados como ferramenta desse sistema para oprimir, adoecer e excluir o nosso semelhante.

As sábias e competentes autoridades civis, militares e eclesiásticas não sejam algozes para seus subordinados.

“Trate as pessoas com delicadeza porque a vida é tarefa difícil para todos”, aconselha o filósofo grego Platão.


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