Formação

Da noite para o dia

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    O cenário é deprimente. Nas ruas obscurecidas, às margens daBeira-Mar de Fortaleza, bares e boates lotam, à medida que os ponteiros apontampara cima, de centenas e centenas de jovens que exasperam no álcool e no sexolivre.

Pelas calçadas vislumbra-se ao longe silhuetas, à primeiravista femininas, confundindo-se com a noite. Algumas são mulheres,prostituindo-se; outras são homens travestidos do sexo oposto. Enganados pelaideologia do gênero, negam a real identidade e assumem gestos, roupas,linguagem e trejeitos híbridos da mistura masculino-feminino, tornando-se, àvista de todos e de si mesmos, personagens indefinidos.

    Numa rápida observação constata-se olhares perdidos,sorrisos artificiais, mentes embriagadas e, barulho. Muito barulho. É proibidoparar, pois o silêncio denunciaria a tristeza e a falta de sentido daqueles quepassam a noite em claro, mas não conseguem esconder que, mesmo de diapermanecem envolvidos pela noite da tristeza e da desolação.

Quem participa de uma vigília de evangelização é renovado emtodas as dimensões de sua vida – disso sou testemunha. Gratidão a Deus eesperança são alguns influxos da graça que suplantam o orgulho e a indiferença.O orgulho de “se achar” alguma coisa e a indiferença à humanidade que sofre.

    Recordo-me com precisão quando encontrei Arnaldo, aosarredores do Centro Cultural Dragão do Mar, reduto das tribos urbanas dacapital cearense. Ele foi o último dos abordados por mim naquela madrugadafrienta e que, misteriosamente, aquecia meu coração. Aceitou receber oração e,até hoje, aos poucos, permite Deus entrar na sua vida.

Já o Raul, estava entre os amigos da turma: a simpáticaRaquel e o tímido Osvaldo – esse é do Interior do Estado e estava curtindo “anoitada”, como costumam dizer num dialeto próprio da noite. De lá para cá,mantive contato com o Raul. Disse-me numa das últimas conversas, via web, quefoi muito bom nos ter conhecido, pois, às vezes, do nada ele recebia nossaligação em momentos realmente difíceis que estava passando.

     “Deixamos de ir paraa balada e viemos para cá, um lugar mais calmo”, disse-me Luciana, a líder dotrio que decidiu, em solidariedade à Milza, evitar um local ainda mais agitadoe ir para lá, na sua concepção um ambiente tranqüilo. Dias depois recebiresposta de e-mail enviado à Milza. Assim ela escreveu: “Muito obrigada pelaoração. Realmente não só eu como toda a minha família estamos precisando.Estamos passando por um momento muito difícil. Graças a minha fé que tenhomuito, vai se resolver. É só questão de tempo. Estou ouvindo todos os dias aRádio Shalom. Ela tem mudado minha maneira de pensar e de agir. Enfim, estoucada dia mais convencida de quanto Jesus me ama e jamais iria me abandonarneste grande momento de dificuldade. E, Ele deu a certeza disto mandando vocêscomo seus mensageiros naquela noite. Obrigada mesmo por tudo. E assim que derirei, sim, fazer uma visita.”

Estas pessoas evangelizadas na madrugada povoamconstantemente minha oração. Minha alma rejubila por cada um, e como Paulo, odestemido evangelizador, escuto ressoar dentro de mim: “vós sois minha coroa eminha alegria”.

    Pouco ou nada fizemos, é preciso começar tudo de novo! Nosdiria Francisco de Assis, e, ainda podemos descobrir com o pobrezinho de Assisque, o Senhor não nos deu asas para ir até aos confins da terra anunciar o seuEvangelho, mas nos deu irmãos, através dos quais podemos ir aos lugares maisdistantes e atingir as pessoas mais necessitadas, aquelas que um dia, como eu,viram a luz de Cristo brilhar em suas noites e fazer surgir uma nova aurora.

 

*Essas pessoas citadas acima são reais, porém estão comnomes fictícios.


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