Institucional

Me deparei com um olhar que me constrangia

comshalom

P. MadrugaEm 2011, conheci a Comunidade Católica Shalom, onde tive uma experiência concreta com o Amor. Me engajei na obra e a cada dia, a cada sábado, depois dessa experiência, meu coração se inquietava com tudo que eu ia conhecendo e aprendendo.

Em junho de 2012, aconteceu um retiro do PJJ. Como eu tinha começado a trabalhar,em uns 15 dias minha vida de oração estava uma bagunça, não conseguia acordar cedo nem dormir mais tarde, tudo estava em fase de adaptação. Sobre o retiro… não lembro muito o que falaram, as pregações ou partilhas. O que marcou foi a experiência que eu tive! Um olhar de misericórdia, que me acolhia, que me permitia tocá-Lo… não importava se eu estava rezando ou não, Ele permanecia comigo. Lembro que nesse retiro algumas pregações falavam sobre vida de oração e era justamente o que eu estava precisando…

Enfim, voltemos ao mais importante: a experiência. No sábado à noite, tivemos uma celebração, na qual devíamos levar um objeto para despojar. Motivavam-nos a despojar algo que nos impedia de ter uma vida de intimidade com Deus. Ali eu coloquei minha verdade diante de Deus. Ao virar, encontro Jesus no altar… Me deparei com um olhar que me constrangia. Deus, naquele dia, me dizia que minha vida não era minha, meu coração não era meu, mas tudo pertencia a Ele.

Fiquei muito mexida, não conseguia entender tudo aquilo que Ele havia dito, era informação demais. No domingo tivemos uma adoração em que Deus dava a nós do PJJ a experiência de Tomé, de tocá-lo e saber que SIM, ELE VIVE! Saí desse retiro com um coração cheio de desejo por Deus, pela vida de oração, pelo que Ele quisesse de mim. “Sim, eu faria”… Em abril de 2013, em outro retiro do PJJ, Deus disse a mesma coisa: minha vida não era minha, meu coração não era meu, mas tudo pertencia a Ele. Era diferente, meu coração estava diferente. Pensei: acabei de entrar no vocacional e Deus dá uma rasteira dessa… Ele tem dessas coisas. Como Maria, guardei tudo isso no coração.

Durante o caminho vocacional, tentei fugir, “dei uma de doida”, briguei com Jesus, não achava possível que depois de tudo (nada) que Ele tinha me dado, estava pedindo de volta. Meu coração estava fechado e eu muito questionada. “Ofertar a vida? Ir em missão? Comunidade de Vida? Será?!” SIM! Pois nada mais era meu, como Ele havia dito TUDO pertencia a Ele! Ele mesmo tratou de abrir as portas e selar a vontade dEle em mim. E… Eis-me aqui, em Patos (PB)!

Sou Priscilla Madruga, Filha de Deus, Shalom, Comunidade de Vida… e muito feliz!

Priscilla M.

 

 


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