O filme é baseado em uma possibilidade científica a chamada sindrome de Kessler. Donald J. Kessler foi um cientista da NASA que propôs uma teoria onde falava que se uma estação espacial explodisse poderia causar uma reação em cadeia que impediria o lançamento de qualquer missão de exploração espacial durante décadas. Nerds querem saber: Tem barulho de explosão no filme? Não! No trailer eu acredito que deixaram pra ficar mais chamativo, pra mim foi muito agoniante ver tudo se destroçando atras dos personagens e eles sem se tocar por que não tem nada que avise. Sem querer soltar spoilers digo que em geral as leis da física são respeitadas, não há barulhos de explosões (não confundir com a trilha sonora), as impressão da gravidade zero é muito boa, só uma coisa chamou minha atenção em um momento do filme, uma morte “necessária” para a trama seria evitada se o roteirista tivesse se dedicado um pouco mais a entender as leis da inercia numa situação de gravidade zero.
“Ninguém nunca me ensinou a rezar”
Diante da morte, clama a alma por oração. Chamado que eu sou a anunciar o amor de Deus aos homens essa frase foi muito inquietante para mim nesse filme. Infelizmente ele não desce mais profundamente nas questões de vida e morte embora toque o assunto. A morte está do lado, é quase um personagem dentro do filme. Não como em “Premonição” mas é muito evidente a sua presença, seja ela por um acidente banal, por aceitar que chegou a hora ou por uma reação em cadeia da qual não se pode escapar.
Eu imaginava que ia ser um filme “parado”, mais psicológico meio no estilo de “127 horas”, mas não é. Na verdade é um filme onde você tem que se lembrar de respirar de vez em quando e relaxar a mão que está apertando a poltrona. Um dica sobre o 3D; não vá esperando que as coisas venham em sua direção, o diretor explorou a sensação de profundidade e foi muito bem sucedido, várias vezes objetos chamaram a atenção no filme graças a essa sensação de profundidade de distância do 3D e imagino que seriam perdidas numa reprodução tradicional.
Numa perspectiva cristã eu ofereço uma reflexão do Papa Bento XVI no dia 2 de Novembro de 2011:
…”Temos medo diante da morte, porque temos medo do nada, este partir rumo a algo que não conhecemos, que nos é desconhecido. E então em nós existe um sentido de rejeição, porque não podemos aceitar que tudo quanto de belo e grande foi realizado durante uma existência inteira seja repentinamente eliminado e precipite no abismo no nada. Sobretudo, nós sentimos que o amor evoca e exige a eternidade, e não é possível aceitar que ele seja destruído pela morte num só instante.”
Mas nós cristãos temos a certeza de que “Cristo sustém-nos através da noite da morte que Ele mesmo atravessou; é o Bom Pastor, a cuja guia podemos confiar sem qualquer temor, porque Ele conhece bem o caminho, até através da obscuridade.” (idem)
Vale a pena ir ao cinema, a classificação só não é excelente por que não aprofunda tanto o tema e não gera uma reflexão mais profunda, mas atuações, fotografia, efeitos especiais, tudo muito bem cuidado, merece as indicações para o Oscar que estão falando que vai ter.
Felipe Bezerra/ Blog PdF
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