Poucas coisas nas redes sociais têm impacto pela autoridade da pessoa que está postando, mas recebem força de uma bomba atômica quando muitas pessoas curtem ou compartilham.

“Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas. Disse-lhe: Segue-me. O homem levantou-se e o seguiu. Como Jesus estivesse à mesa na casa desse homem, numerosos publicanos e pecadores vieram e sentaram-se com ele e seus discípulos. Vendo isto, os fariseus disseram aos discípulos: “Por que come vosso mestre com os publicanos e com os pecadores?”.
Jesus nos ensina primeiro que não devemos excluir os pecadores, mas ajudá-los, pois “não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes”. Segundo que nós também somos pecadores, alcançados por Deus por pura misericórdia, ou seja, Ele senta na nossa mesa para nos salvar e nos envia para fazer o mesmo. Na vida de Jesus, o ditado encontra essa falha, apesar de que precisamos ser simples como as pombas e espertos como as serpentes e não deixar que o lobo disfarçado de cordeiro nos leve ao caminho da perdição, ao invés do contrário.
Curtidas & compartilhamentos
No mundo virtual, transformaria o ditado para: “Dize-me quem tu segues e eu te direi quem tu és”. Este, para mim, tem muito mais sentido que o anterior, pois nas redes sociais que participamos aquilo que curtimos ou compartilhamos são as publicações que têm mais repercussão. Poucas coisas nas redes sociais têm impacto pela autoridade da pessoa que está postando, mas recebem força de uma bomba atômica quando muitas pessoas curtem ou compartilham.
É muito simples, fazemos quase sem querer, mas é muito comum que, antes de baixar um aplicativo para nosso celular, lermos o que os outros usuários dizem sobre ele; se as estrelas forem poucas, e se houver muitas críticas, pensaremos duas vezes antes de baixá-lo. Muitas vezes nem lemos o que o criador escreveu ou a empresa está falando sobre o aplicativo; “se as pessoas que o utilizam não gostam, é porque é ruim”, esse é o nosso raciocínio imediato.
Lembro-me da primeira vez que fiz uma compra pela internet de um produto, não me lembro exatamente o que era, mas me lembro que só tive confiança de efetuar o pagamento depois que li vários comentários que diziam que o vendedor era de confiança, sempre entregava no prazo certo etc. Para mim valia mais o que os usuários diziam do que o que o vendedor ou a empresa.
Esse raciocínio é o que me leva a crer que é muito importante ter muita atenção a quem seguimos, ao que curtimos, ao que compartilhamos, ao que comentamos nas redes sociais, pois isso fala muito sobre nós. Podem dizer mais sobre nós do que o último post que fiz falando coisas belíssimas sobre a bíblia.
Testemunho no ambiente digital
Se realmente desejo ser um evangelizador no ambiente digital, preciso ter consciência de que sou uma referência para muitas pessoas que me veem, e o meu testemunho deve acompanhar minhas palavras e deve se manifestar nas minhas ações neste ambiente.
Um bom exercício é lembrar-se das últimas coisas que viu e gostou, coisas serias e também coisas engraçadas que até riu bastante. Elas feriam de alguma forma aquilo que tenho aprendido na Palavra de Deus? São conteúdos ofensivos a Deus ou ao próximo?
Determinados artistas que promovem a ira, o sensualismo, a libertinagem, parecem, a meu ver, não convir a um cristão de verdade. Piadas que portam mensagem de preconceito racial ou religioso, que, mesmo engraçadas, degradam a imagem do ser humano ou de Deus, da mesma forma.
Algumas vezes, piadas desse tipo causaram conflitos entre pessoas e povos. Será que convém aos “discípulos e ministros da paz”? Esse tipo de coisa não é digno nem da nossa atenção, muito menos da nossa valorização nas redes sociais.
Cada curtida que dou nas redes sociais expresso aquilo que acredito ser bom, justo e verdadeiro. Quando compartilho, sou como um microfone que espalha a mensagem para muitas pessoas, para todos aqueles que me seguem e acreditam na minha índole. Quando sigo alguém, dou a ele a importância da minha atenção e minha credibilidade, logo o torno digno. Por isso, nas redes, quem tu segues, pode dizer muito quem tu és!
DESTAQUE
Quando compartilho, sou como um microfone que espalha a mensagem para muitas pessoas, para todos aqueles que me seguem e acreditam na minha índole.
Por Franco M. Galdino