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É possível ser santo em um paraíso contaminado

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É possível ser santo em um paraíso contaminado

Esse é um grande desafio para esta geração. Ser santo nos dias de hoje é ser uma pessoa fora da lei, que está atrasada, que não acompanha a modernização do mundo. Se não viver de acordo com as leis humanas e os costumes seculares é esquecido, faz poucas amizades e tem menos oportunidades no mercado de trabalho.

O próprio Jesus nos diz, “quem vive pela lei, morre”, porque a lei obriga, força. Deus não obriga ninguém, porque para Ele, tudo é possível. Não vivemos nada na Igreja por conta da lei, não vivemos os mandamentos de Deus por conta da lei, embora seja a lei de Deus, mas vivemos por consciência. Sem essa consciência, ninguém consegue cumprir nenhuma lei.

Aliás, na realidade de hoje, ser santo no dia a dia, no ambiente de trabalho, nos relacionamentos, nas amizades, infelizmente é para poucos. Mas são esses poucos que nos encorajam, e nos fazem acreditar que vale a pena ser diferente de tudo isto que nos é apresentado no cotidiano.

E olhando para a beleza que é a criação de Deus, no livro de Gênesis, é possível imaginar alegria, o carinho, o amor e a felicidade de Deus naquele momento, por estar criando algo tão lindo e puro. Talvez seja comparada à felicidade de um pai quando vê o filho nascer.

Mas, toda essa felicidade é rompida quando essa obra-prima, criada pelas mão de Deus, resolve desobedecê-Lo e viver do seu próprio jeito. A desobediência de Adão e Eva fecha os nossos olhos para aquilo que é santo, que víamos antes. Agora se abrem para aquilo que é mal, que corrompe e mata a alma, mas não o percebemos.

Esse mal está disfarçado. Se não tivermos uma vida diária de oração e louvor, torna-se difícil de percebermos que o mal é mal, vamos convivendo com ele como algo natural da vida. Nós somos esse Adão e Eva, criados por Deus e colocados no paraíso que depois do pecado do homem, ficou para sempre chamado “terra”. Nele Deus criou tudo e nele veio morar também o tentador, que saiu do Céu por desobediência a Deus.  Ele é capaz de se disfarçar de coisas boas, prazerosas e sadias aos olhos humanos, sem maldade alguma, sem gravidade, para viciar o corpo e contaminar a mente e o coração do homem e desvia-lo do caminho do céu.

O tentador é tão mal, que tentou contra o próprio Deus. E continua tentando contra Deus, com sua maldade ferindo os seus filhos que ficaram no “paraíso”, que foi chamado para sempre de terra, depois que o homem pecou pela primeira vez.

O que era para ser o paraíso, se transformou em mundo cheio de confusão, guerras, contaminado com o sangue humano, com as injustiças, as mentiras, traições, roubos e todo tipo de crime e pecado, que são frutos do tentador. Frutos amargos e dolorosos que Deus não queria que o homem conhecesse, porque conhecendo o pecado teria que passar pela morte para poder voltar puro ao outro paraíso onde o tentador já mais conseguirá chegar.

No livro do Apocalipse de São João, o apostolo (Ap18.19); Deus fala da nova babilônia que será destruída por causa das injustiças do próprio homem, que vai sendo contaminado pelas obras do mundo. O homem vai se esquecendo de Deus e aos poucos ele mesmo vai se tornando o próprio Deus de sua vida.

Deus voltará para destruir este mundo, para colocar novamente ordem no homem, que ignora a santidade. A falta de conhecimento desse Deus de amor que nos chama a ser santos, faz com que as pessoas sejam enfeitiçadas, vivam na fantasia, no engano se tornando “auto suficiente”, donos da própria vida.

Vendo tudo isso, precisamos fugir de algumas paixões, amizades e costumes que tem nos afastados de Deus, para buscar uma vida de santidade. Não é fácil, mas com a graça de Deus é possível, mesmo que ainda tropece, pois nenhum santo se tornou santo sem tropeçar na vida, sem ter dificuldades. Shalom! Deus o abençoe.

Francisco Rocha


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