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Eleições: Uma mentira dita muitas vezes ainda assim nunca será uma verdade

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Uma das realidades humanas sobre o que achamos importante é que: se algo não aparecer no meu dia a dia passa a ser algo que não é lembrado ou não é levado em conta. Na verdade, só é normal que você se lembre, que você tenha em mente aquilo que mais estiver presente no seu dia a dia. E na medida do possível, da maneira mais intensa possível. É desta maneira que muitas vezes, as mentiras, através de meios fortes e de uma continuidade de exposição conseguem levar centenas ou milhares de pessoas ao erro.

Algo semelhante a esta frase de título ficou conhecida na história como algo atribuído ao “marqueteiro” do Hitler, segundo aquele, uma mentira dita muitas vezes passará por verdade. É isto que o marketing pode fazer com as pessoas, se repete as imagens/idéias para que se esteja sempre em mente, e se faz dentro de uma campanha e meios criativos, emocionantes, o mais atrativos possíveis para serem bem intensos em nossa mente. O marketing em si, não é mal, verdade seja dita, mas seu uso sem ética pode induzir multidões ao erro.

 Numa campanha política o que isto significa? Como o marketing aparece? Com bons atores ou partidários, com argumentos ditos em meias verdades, com a repetição de um jargão depreciativo, com diversas notícias que dão a entender esta proposição, isto passa ainda a ser feito em vários canais de marqueting, continuamente de maneira planejada. Assim, se um político tiver muito tempo de mídia, ou exposição por meio de pessoas e meios fortes, poderá – a partir desta má intenção – mentir à vontade, ao ponto que sua repetição e seus meios provocarão em seu público uma distorção da realidade. Seu público então, muito de bom coração, espalhará tal idéia, tal posicionamento, e com o tempo o injustiçado alvo será tido como um mal caráter neste assunto, capaz de realizar tais coisas.

É aí que entra o grande efeito! Quando a pessoa já for tida por má, afinal já há tantas mentiras sobre ela, a reparação feita pelo agredido passa a ser apenas uma tentativa de defesa que possivelmente não terá tanta exposição ou efeito parecendo ser a defesa natural de quem não quer ser exposto. E uma vez que o público esteja contaminado, provavelmente terá a mentalidade contra o candidato já formada, e sua antipatia por ele difícil de mudar. Quando então um candidato utilizar isto para denegrir o outro,  pode muito bem não se importar o quanto este diga que não, aquele primeiro, por meio de meias verdades ou de falsos argumentos pode insistir na mentira. Chega-se um momento que mesmo as pessoas idôneas que queiram saber quem diz a verdade não conseguirão chegar a ela.

Mas a mentira por mais que seja repetida, nunca vai ser uma verdade. Você precisa estar atento a não ser levado pelo mau uso do marketing. É devido a isto que o que vemos na mídia deve ser ponderado. Tem provas? São mostradas provas? O ambiente e o contexto dão respaldo a isto? É importante ouvir os dois lados, nunca se perturbar com a notícia mais bombástica que seja caso só se a ouça de  um lado. Não posso nunca em termos de julgamento fechar o ponto de vista a partir de um só lado. Algo importante ainda é saber qual a fonte real, se é confiável, onde está registrado, gravado, dito. Avaliar se pode ser jogo de palavras, meias verdades ou se está descontextualizado. É preciso refletir bem, ter discernimento, levar para a oração, pedir a Deus luzes para que caiam os enganos, Ouvir os mais sábios, ouvir a posição oficial da Igreja a respeito, ver o que a lei diz. Entendamos que a mídia é feita por homens, e estes são corruptíveis.  Cabe a você diante de Deus ir atrás não de verdades em parte, mas perseguir e sempre a verdade completa.  


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