
Depois de um tempo, já mais engajada, sempre tive vontade de tocar violão, embora não soubesse muito. Meu “pai espiritual”, Gabriel Daltro, coordenador do ministério de música na época, falava : “Vejo você tocando em missas na paróquia, então por que não tocar no grupo de oração?” Mas eu não tinha coragem, olhava para o ministério de música e pensava: “É muito difícil, sou apenas uma menina e são tantas músicas, nunca vou conseguir ser como eles”. Comecei a aprender com ele por ali, devagar, mas na hora de tocar mesmo, eu não conseguia. Até que um dia, recebi a notícia de que o Gabriel tinha sido transferido. Meu coração ficou partido, e me lembro quando ele disse: “Eu ainda vou receber a notícia de que você está tocando muito na comunidade”.
Mais um ano se passou, a vontade de estar ali servindo era enorme, mas o medo era maior ainda. Comecei a parar para pensar: Desde criança meu sonho era tocar na igreja, Deus me deu esse dom e o mínimo que posso fazer é tocar para Ele. Foi quando no retiro “Tô nessa”, comecei a tocar nos momentos de louvor, depois no meu grupo de oração, em missas, vigílias. E hoje compreendi que tudo se resume em uma coisa: “Entregar-se inteiramente”, e deixar que o Espírito Santo nos conduza. Talvez se eu tivesse metido minha cara a tocar no início, somente por fazer a vontade de outros e a minha eu já tivesse desistido, não sei. Mas hoje tenho a total certeza de que esse é o meu ministério, no qual sirvo por amor, com o objetivo de alcançar nossos jovens, de fazê-los ter uma experiência com Deus através da música, assim como eu tive. Esse ministério para mim é o melhor que há, por que ele é a vontade de Deus para mim. Hoje sou extremamente feliz por fazer parte dele. Essa é minha oferta de amor!