
Fotos e objetos pessoais compõem a mostra. “A exposição tem como objetivo apresentar a vida e o testemunho da busca pela santidade do nosso irmão Ronaldo Pereira aos jovens do mundo inteiro. Celebrar os 20 anos da páscoa do Ronaldo é celebrar a nossa história”, afirma Aislucy Soares, da equipe organizadora da exposição em Fortaleza.
Aos 24 anos de idade, Ronaldo morreu em missão. Viajava de Natal a Fortaleza, em 17 de fevereiro de 1995, quando o carro em que estava com mais quatro pessoas se envolveu em um acidente no qual somente ele perdeu a vida. “Meu maior desejo é dar a vida pelos jovens!” era a frase muitas vezes repetida por ele. “Deus, que lhe inspirou esse santo desejo, ouviu sua oração”, escreve Emmir Nogueira no prefácio do livro “Escolhi a Santidade”. A obra, em lançamento no Renascer, é uma coletânea de três pregações do missionário feitas entre 1992 e 1995.
“O que mais me marcou foi perceber que ainda hoje, quase 20 anos depois, pessoas do mundo inteiro são alcançadas pela força da vida deste jovem. Perceber como a sua lembrança está viva não só na memória das pessoas que viveram na época dele, mas de outras tantas pessoas que ouviram falar da vida dele e se sentiram tocadas e convidadas a também se abandonar totalmente nas mãos de Deus”, conta Aislucy.

“A história de que ele chorava ao receber a comunhão pela primeira vez, aos 18 anos. Isso me tocou muito. É muito massa vê alguém assim, que se entregou inteiramente a Deus e que morreu tão novo”, afirma.
Milena Maria, também de 14 anos, participa do Renascer pela primeira vez. Veio do Rio de Janeiro para morar em Fortaleza há dois meses. A exemplo do missionário, ela também decidiu fazer sua primeira comunhão e crisma agora, na adolescência. “Eu acho que ele se tornou uma pessoa tão boa que Deus queria ele lá encima com Ele”, afirma. Questionada se acha que hoje é possível alguém ser feliz de verdade, ser santo, ela responde: “Eu acho que dá, sim, para todos. Basta crer e se entregar totalmente a Deus, a Jesus”.
Os principais acontecimentos da vida de Ronaldo estão representados na exposição: infância, juventude, conversão e chamado à Comunidade de Vida, sua relação com o Projeto Juventude, amor à Virgem Maria e morte.
Dos itens, dois se sobressaem: são dois cadernos que representam muito da transformação de vida do Ronaldo, de sua conversão. Um deles contém uma página escrita antes da sua experiência com Deus. É endereçada a uma amiga a quem ele fala sobre seus ideais comunistas. Em outro caderno, ele escreve, menos de dois anos depois, a esta mesma amiga, testemunhando o seu amor a Deus.
“Sua sabedoria prática, concreta, não se restringia às pregações. Tinha o coração violento de quem busca decididamente a santidade. Havia no Ronaldo coerência profunda entre o crer e o agir. Era íntegro de coração, sem divisões, sem conflitos interiores fortes o suficiente para afastá-lo da meta: a santidade!”, atesta Emmir Nogueira no livro “Escolhi a Santidade”.
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Emanuele Sales