Formação

Freio na lingua

comshalom

Com experiência no falar desastrosamente, São Pedro Apóstolo temautoridade para ensinar: “Aquele que ama a vida e deseja ver diasfelizes, guarde a sua língua do mal e os seus lábios de proferirmentiras” (1Pd 3,10).

Quanta violência, crimes separação conjugal, de amigos, perda deemprego, desordem, fracassos, doenças e guerras por falta de freio nalíngua.
Se usar a língua para amaldiçoar, difamar, caluniar, blasfemar, mentire falar negativamente, torna-se catastrófico o mundo inteiro.
Uma das piores desgraças do ser humano e ser falastrão e uma dasmaiores virtudes e falar pouco e o pouco que fala é com sabedoria. Umalíngua sem freio leva a alma e corpo para perdição.
Existe muita gente que não tem amigos, amor e sucesso porque fala demais. E sobra como castigo a angústia e a solidão doentia.

NÃO DIGAS TUDO

Não digas tudo o que sabes,
Não faças tudo o que podes,
Não acredites em tudo o que ouves,
Não gastes tudo o que tens…
PORQUE:
Quem diz tudo o que sabe,
Quem faz tudo o que pode,
Quem acredita em tudo o que ouve,
Quem gasta tudo o que tem…

MUITAS VEZES:

Diz o que não convém,
Faz o que não deve,
Julga o que não vê,
Gasta o que não pode.
(Provérbio Árabe)

O grande ícone da literatura espanhola, o novelista Miguel deCervantes (1547 – 1616), disse: “Três coisas em demasia e três coisasem falta são perniciosas aos homens: falar muito e saber pouco; gastarmuito e possuir pouco; se estimar muito e valer pouco”.

OS DITADOS FALAM POR SI SÓ

“Peixe morre pela boca”.
“Quem fala muito dá bom dia a cavalo”.
“Caveira quem te matou? Foi à língua”.
“Uma pessoa bonita e inteligente que fala pelos cotovelos torna-se horrorosa, boçal e solitária”.

PARA UMA PROFUNDA MEDITAÇÃO

“A morte e a vida estão em poder da língua” (Pr 18,21).
“Se alguém pensa ser religioso, mas não refreia a sua língua, antes seengana a si mesmo, saiba que a sua religião é vã” (Tg 1, 26).

O sábio ensinamento para frear a língua é a pedagogia do silêncio.
O Alimento dos monges é o silêncio e a meditação. Nos mosteiros econventos aprendemos amar e praticar a sadia solidão companheira. Apedagogia do silêncio monástico é o tesouro espiritual da alma. Aqui sefaz ouvir a voz interior, esta só para sentir-nos intimamenteconectados com o céu, fechar os ouvidos para escutar e auscultar o bomDeus que faz em nós Sua habilitação eterna.
Para quem tem o vício de falar muito, se faz necessária uma profundaexperiência de um encontro com Deus no silêncio e no progresso dameditação.
O caminho é fazer retiros espirituais, principalmente nos mosteiros, e se alimentar de literaturas monásticas.
No silêncio tudo se encontra.
O grande patriarca dos monges do Ocidente São Bento nos ensina: “Não gostar de falar muito”.

Pe. Inácio José do Vale
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda


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