Formação

Harmonia Conjugal

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Normalmente o homem espera da mulher que ela sejacaprichosa, consigo e com a casa, que cuide da sua aparência e estimule´o nassuas atividades.

 A mulher, por seu lado, espera compreensão, segurança,atenção às suas qualidades, afeição, romance, elogio, carinho e também estímulopara as suas realizações.

 As diferenças pessoais não são obstáculos à harmoniaconjugal; ao contrário, a comunhão do casal enraíza´se na complementaridadenatural que existe entre o homem e a mulher e cresce na partilha das riquezasde cada um.

 Um bom segredo para ser feliz no casamento, é aquele, dadoaos maridos, por um célebre conferencista:

 ´Se você quer ser tratado como um rei, então trate a suaesposa como uma rainha.´

 Muitos querem ser tratados como reis ou rainhas, mas tratamo outro como servo. ´É dando que se recebe´, é amando que se é amado, éservindo que se é servido. A alameda do amor tem mão dupla. ´Planta amor ecolherás amor´, ensinava São João da Cruz.

 Podemos dizer que um casal harmonioso é um casal maduro. O queé ser maduro? É ser plenamente homem ou mulher.

 Maturidade afetiva consiste no domínio da emotividade e dossentimentos, especialmente nos momentos difíceis da vida; viver pelas própriasconvicções, e não pelos impulsos de cada momento.

 Maturidade social significa ter um relacionamento normal comas pessoas e grupos, abertura ao diálogo, relacionamento respeitoso, masindependente, com os pais e com as famílias; capacidade de adaptação àsdiversas situações da vida, senso de cidadania, capacidade de trabalho,realização profissional.

 Maturidade intelectual presupõe ter convicções eautênticidade diante dos problemas, pessoas e acontecimentos, espírito críticoconstrutivo, humildade para reconhecer as próprias limitações, capacidade detomar decisões, não ser dominado por caprichos e preconceitos.

 Maturidade espiritual é ter uma fé sólida, perseverante,clareza de convicções religiosas, opção clara por Deus e autêntica vidareligiosa.

 Para se chegar à maturidade há que se percorrer um caminhode auto´educação, auxiliado pelo cônjuge.

 Em primeiro lugar será preciso conquistar a lucidez de saberver, prever, refletir, aconselhar´se, rever a própria vida, saber ouvir, saberdialogar. Importa vencer o excesso de ocupações e agitação, o exibicionismoinfantil de querer aparecer, e evitar a fuga da realidade.

 Para chegar à maturidade é preciso conquistar a liberdadeautêntica, e não se deixar guiar pelas pressões da publicidade, pelascomparações com a vida dos outros, nem se deixar paralisar pelos própriosmedos; não ser escravo dos instintos (gula, sexo, fama, dinheiro,…). Aocontrário, será preciso saber guiar´se por uma escala de valores cristãos, eresistir contra as ameaças e influências perversas que vêm de fora.

 Ser maduro é ser responsável; é saber enfrentar os desafiose as tarefas da vida, sem reclamar e sem culpar os outros; é evitar ser omisso,negligente, imprudente, derrotista ou infantil.

 Muitas são as expressões de falta de maturidade.

 Pela busca constante da oração, dos sacramentos da confissãoe da eucaristia, numa vida de vigilância sobre nós mesmos, venceremos tudoisso.

 O casal humano é chamado a crescer através da ´fidelidade´diária à promessa feita no altar: ´ amando´te e respeitando´te todos os dias deminha vida´.

 Especialmente no início da vida conjugal, quando se dá aadaptação de ambos em uma nova vida, é preciso mais esforço, diálogo, boavontade e capacidade de renúncia.

 Cada um veio de uma família diferente, com costumesdiversos, educação própria, marcas hereditárias, temperamentos diferentes. Tudoisto será vencido com paciência, humildade, bondade para com o outro, respeitopela sua personalidade, revisão dos próprios valores e abandono daqueles quesão inadequados à nova vida conjugal.

 A adaptação sexual exigirá compreensão e carinho,especialmente por parte do homem, pois, para ele esta adaptação será maisfácil.

 As relações com os pais e com a família de cada um, exigeindependência e deve´se evitar o excesso de visitas aos pais e parentes, a fimde se adaptar à nova realidade. A coabitação com os pais ou parentes deve serevitada, pois certamente surgirão problemas. É essencial que o novo casal tenhaa sua casa e a sua vida.

 É claro que a experiência e a boa ajuda dos pais e dos maisvellhos será útil ao novo casal, mas não deverá haver soluções impostas aocasal ou interferências não solicitadas. Os problemas do casal devem serresolvidos pelo próprio casal, embora deva contar com os bons conselhos dosmais velhos.

 Outro ítem a ser olhado com cuidado é o dinheiro. Tanto odinheiro em falta, como em excesso, podem trazer problemas. Dizem os entendidosem terapia conjugal que o dinheiro que sobra é o que gera mais problemas. Noentanto, é preciso planejar juntos como gastar o dinheiro que ambos ganham.Saber organizar os gastos, prever as despesas, economizar o que sobra, semcontudo ser obcecado por ´guardar´.

 Certa vez ouvi de uma esposa que ela ´roubava´ dinheiro domarido, já que ele não lhe dava o mínimo necessário até para comprar as suasroupas íntimas…

 Também o trabalho da mulher fora de casa, embora necessáriopara muitos casais, deve ser bem administrado para que o cuidado da casa e dosfilhos não sofra prejuízo.

 Não há dinheiro ou compensação de qualquer outra naturezaque pague o preço de um pai ausente, e principalmente de uma mãe.

 Há que se evitar o desencontro dos próprios esposos, que àsvezes se parecem com o Sol e a Lua; ´quando um surge o outro desaparece´. Assima adaptação vai ficar difícil.

 É preciso evitar também as reclamações constantes do outro,principalmente, nesta fase de acomodação à vida nova. O casal não pode ser comoduas bolas de bilhar que ´só se encontram para se separar´.

 Quanto às amizades da vida dos tempos de solteiros, serápreciso saber desligar´se daqueles amigos que não podem ser amigos dos dois, ouque sejam inconvenientes.

 Os hábitos e a mentalidade de solteiro, também terão que sermodificados em nome da comunhão da nova vida. Especialmente quando se trata demaus hábitos: álcool, jogo, preguiça, mentira, leviandade, mau´humor, ira,ganância, violência, palavrões, modo de vestir´se com descuido ou despudorado,etc.

 A partir do casamento, os dois passam a viver juntos todosos dias, e isto é muito diferente do tempo de namoro e noivado, quando se viamsó algumas horas por dia. Esta presença constante ao lado do outro, vai revelarfatos novos e hábitos íntimos de cada um, até então desconhecidos para o outro;e isto às vezes assusta. Será preciso calma e paciência neste início, para queos defeitos de um não exacerbem os defeitos do outro, gerando a briga.

 Os dados mostram que cerca de 30% dos casais se separamantes de completar um ano de casados…!

 Quando se vive junto o tempo todo, então não é mais possívelusar ´máscaras´ diante do outro. A dissimulação cai por terra, começa arealidade. No entanto, quando existe o amor, isto é bom, pois o casal terá,então, a grande oportunidade de provar o seu amor para o outro. E assim,poderão se enriquecer, mutuamente, com as suas diferenças.

 O amor exige que eu despose o outro, conscientemente, comtodos os seus defeitos e qualidades.

 Algumas vezes ele se queixa que ela mudou; mas será que quemmudou não foi ele mesmo? Em todo caso, temos que estar preparados para asmudanças do outro. Nos casamos com um ser vivo, e não com uma estátua imutável;e o amor tem que resistir a tudo isto. É exatamente esta a força e a beleza doamor. É por isso que ele faz milagres.

Harmonia Conjugal – Parte 1 »
Harmonia Conjugal – Parte 2 »
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