Shalom

Jesus é o Senhor do sábado

Neste sábado santo, a pregação se iniciou com um pedido: que todos rezassem uma Ave Maria, visando aprender de Nossa Senhora o silêncio expectante que ela soube viver.

Jesus se despojou de tudo, de sua condição de Filho, de sua dignidade, humilhando-se até a morte, Ele ofertou até mesmo Sua mãe, ao se dirigir a João, “Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí tua mãe”. 

A virtude de Maria de guardar tudo no coração faz dela um grande instrumento para cada um neste dia. Não por acaso Jesus entregou Maria a João. Olhar para ela em meio à escuridão do dia de hoje, é enxergar a chama da esperança.

 Marta vai relembrando a experiência de Deus que Pedro teve, e também a sua negação. E nessa reflexão, vai adentrando a crise que os apóstolos viveram nesse dia. Os apóstolos viam apenas a ausência de Deus, mas algo novo acontecia.

Jesus que experimenta da morte para ir ao encontro dos mortos. Ela relembra que todos os justos estavam aprisionados desde Adão. (I Pedro 3, 18-19; I Pedro 4,6; Salmo 6, 6; Lucas 16, 22). E era impossível que o homem reconquistasse essa comunhão com Deus por si mesmo, por isso Jesus desce à Mansão dos mortos para libertá-los. “Ele desce à Mansão dos mortos como Senhor para anunciar a boa nova aos que estavam aprisionados pelo pecado.” Marta completa.

Da mesma forma, na vida de cada um. Muitas vezes com o olhar humano, só se vê a própria dor, a crise na qual cada um se encontra. Porém Deus está realizando algo novo nesse tempo. Este é o dia no qual Jesus estabelece sobre cada um o Seu senhorio.

A pregação termina com a leitura da patrística do sábado santo. “A Terra estremeceu e ficou silenciosa porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam a séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos. Ele vai, antes de tudo, à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, e agora libertos dos sofrimentos (…) ‘Levanta-te, obra das minhas mãos; eu sou a vida dos mortos.’”

 


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *