
Fazendo uso por vezes debochado (ou até erótico) de objetos religiosos como cruzes e imagens de santos, ou ainda vestidos como Jesus Cristo, o grupo provocou a revolta de muitos grupos cristãos e também de parte da sociedade.
A questão levantada é a da liberdade de expressão. Mas não somente. Fala-se ainda de “cristofobia”, intolerância e preconceito de ambas as partes.
Analisando a legislação brasileira, o artigo 208 do Código Penal (Decreto Lei 2848/40) diz que “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa” e “vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” tem como pena a “detenção, de um mês a um ano, ou multa”. Ou seja, fica excluído o argumento da liberdade de expressão.
Podemos então afirmar que liberdade de expressão tem limites? Objetivamente, sim. E isto não constitui censura, mas respeito à própria liberdade. O contrário disto seria justamente o preconceito (ou a anarquia). Ou seja, quando abrimos mão do respeito em vista da expressão ferimos a liberdade e caímos no preconceito.
Partindo destes princípios, é preciso reconhecer que há uma preocupante tolerância e, não raramente, até aprovação deste tipo de crime por parte da sociedade, dos órgãos públicos e da mídia.
Como devem agir os cristãos? Precisam ser a favor! A favor do respeito, a favor do cumprimento das leis.
Como devem agir os membros do grupo LGBT? Da mesma forma, a favor do respeito e do cumprimento das leis.
Desta forma, trabalhemos para que um dia todas as pessoas deem ao “respeito” a mesma inspiração: a caridade de Cristo.
Leonardo Biondo