Formação

Maio: Louvores a Maria

comshalom


 

Aproxima-se o final do mês de maio e já sentimos como que umasaudade das singelas manifestações que em quase todas as nossas igrejasse celebram em honra de Nossa Senhora. É como se uma corte angélicadescesse dos céus, inundando nossos templos de cânticos e vivas àRainha dos Céus e Senhora do Mundo, a Virgem Maria. Na meiguice daspequeninas mãos que depositam na fronte da imagem da Santíssima Mãeencerra-se todo o sentimento de devoção que devotamos a Ela.

No Depósito da Fé encontramos toda a razão de ser dessa celebraçãoque, trazida por nossos avoengos do Velho Mundo, por esses Brasis aforarepercutiu no sentimento de nossa gente, tornando-se uma tradiçãoreligiosa muito cara a todos, indistintamente. Não bastasse a solidezcom que foi infundado entre as práticas de piedade, o alvorecer denovos dias na Igreja, no Concílio Vaticano II, veio reafirmar essapiedade filial: “Dêem grande valor às práticas e aos exercícios depiedade para com a Virgem Maria recomendados pelo Magistério no decursodos séculos. (…) Todos os fiéis cristãos ofereçam insistentes súplicasà Mãe de Deus e Mãe dos homens para que Ela, que com as suas precesassistiu às primícias da Igreja, também agora, exaltada no Céu sobretodos os bem-aventurados e anjos, na Comunhão de todos os Santos,interceda junto do seu Filho” (Lumem Gentium, 67 e 69).

Os cristãos, aos longos dos séculos, sempre tiveram um especialcarinho para com a Mãe do Salvador, isso porque “a veneração de Mariaestá escrita no mais profundo do coração humano”, conforme afirmouMartinho Lutero, no Sermão em 1º de setembro 1522, não obstante seusasseclas difamarem, muitas vezes, com ataques vis e covardes, adignidade daquela que foi reconhecida como Teotokos, ou seja, Mãe deDeus, por graça do Criador.

Desde os relatos bíblicos no Velho Testamento, encontramosreferências àquela que esmagaria a cabeça do inimigo. As profeciasmessiânicas sempre se referem à discreta figura da virgem que daria àluz o Salvador. Pelas páginas do Novo Testamento, a presença de Mariaencanta a todos aqueles que se permitem à observação de sua figurasingular na disponibilidade do sim, na alegria no presépio de Belém, daangústia na fuga para o Egito, no silêncio de seu coração vendo o amadofilho crescer em sabedoria e santidade, na desolação do Calvário, nasoledade sem o filho vivo e nem morto, na exultação da ressurreição, nacontemplação da ascensão, no recolhimento de Pentecostes.

É por isso que, ainda hoje, preserva-se e cultiva-se nas novasgerações esse amor filial a Maria, co-redentora da humanidade,medianeira de todas as graças, transcendendo às disposições dogmáticase litúrgicas, para, de uma forma muito peculiar, contribuir na obra deevangelização. Esse trabalho especificamente de nossos leigos engajadosé digno de louvores, conduzindo almas até Jesus, por Maria. Mais umavez, atestamos o significado da religiosidade popular na salvação dasalmas.

Aviva-nos o saudoso Papa Paulo VI que no “mês de Maio, consagradopela piedade dos fiéis a Maria Santíssima, enche-se de felicidade anossa alma com o pensamento do comovedor espetáculo de fé e de amor (…)patente em todas as partes da Terra, em honra da Rainha do Céu”.

Unamo-nos ao canto das meninas que sobe ao altar de maio, entoandojuntos: “Neste mês de alegria, tão lindo mês de flores, queremos deMaria, entoar os louvores”.

Salve Maria!

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Arquidiocese de Juiz de Fora
Presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *