No mundo de hoje, os cristãos ainda são perseguidos, presos e torturados por causa da sua fé em Cristo, e algumas vezes, também sofrem e morrem pela sua comunhão com a Igreja universal e pela fidelidade ao Papa. (…)
Quantos filhos e filhas da Igreja seguiram este exemplo ao longo dos séculos. Desde a primeira perseguição, em Jerusalém, à praticada pelos imperadores romanos, até a longa lista dos mártires de nossos dias. (…)
Ainda hoje, não raramente, temos notícias, de várias partes do mundo, sobre missionários, bispos, religiosos, religiosas e fiéis leigos perseguidos, presos, torturados, privados da liberdade ou impedidos de exercê-la por serem discípulos de Cristo e apóstolos do Evangelho.(…)
A perseguição por causa da “fidelidade ao Papa” é particularmente sentida na China, onde o regime comunista apenas admite a existência de uma Igreja “patriótica”, controlada por Pequim, remetendo para a clandestinidade os católicos ligados ao Vaticano. (…)
Recordamos a experiência do mártir vietnamita Paulo Le-Bao-Thin , seu sofrimento se transformou em alegria mediante a força da esperança, que provém da fé. Assim como Cristo, e mediante a união com Ele, aceitou no seu íntimo a cruz, a morte e transformou-a num gesto de amor. (…)
Aquilo que visto do exterior parece violência brutal, tornou-se, a partir o do interior, um acto de amor, de doação total. Assim, a violência pode transformar-se em amor, e a morte, em vida. O mártir cristão actualiza a vitória do amor sobre o ódio e a morte. (…)