Deus insistia em me resgatar de uma realidade à qual eu nunca pertenci

  Durante anos, desisti da felicidade. Depois de tantas feridas causadas por relacionamentos, amizades e até por pessoas que deveriam cuidar, fiz da tristeza um refúgio — uma forma de evitar novas decepções. Ainda assim, Deus insistia em me resgatar de uma realidade à qual eu nunca pertenci. Minha chegada ao Shalom aconteceu por meio do meu irmão, que havia sido evangelizado antes de mim. Ali, senti-me claramente conduzido por Deus a dar os primeiros passos. Esses passos vieram, entre outras formas, pelo testemunho de alguém que dizia rezar o rosário todos os dias — o que me motivou a buscar, ao menos, a oração do terço. Vieram também pelo acolhimento inesperado: pessoas que eu nunca havia visto, mas que, de algum modo, pareciam profundamente familiares. Com o tempo, mesmo já tendo vinte e sete anos e participando da missa dominical desde os nove, compreendi algo essencial: eu ainda não conhecia a alegria de ser de Deus. Essa descoberta se tornou concreta ao servir no Renascer, onde vi pessoas de todas as idades experimentando o Amor de Deus. E, enquanto servia, fui eu mesmo alcançado por essa alegria. Por estar no início da caminhada, fui orientado a receber oração na efusão, em vez de servir. Enquanto rezavam por mim, senti-me tocado por Deus da mesma forma que havia acontecido meses antes, no meu seminário de vida. Assim como aquelas pessoas reunidas na quadra da escola, permiti-me ser conduzido, mais uma vez, pela alegria de ser preenchido pelo Amor de Deus. Hoje, renovo essa alegria de ser de Deus no grupo de oração, no ministério em que sirvo e em cada novo momento em que sou chamado a apresentar Cristo aos irmãos que ainda não o conhecem. Ele é a alegria encarnada que habita no meio de nós e nos chama a viver em plenitude. Não perca a oportunidade de viver também essa experiência no Renascer, que acontecerá de 14 a 17 de fevereiro de 2026, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, e de conhecer Aquele que me alcançou — assim como a tantos outros —, pois a nossa alegria é eterna. Ismael Eduardo da Silva, membro da Obra, Shalom Petrolina

O Senhor quis manifestar a Sua Glória de uma forma diferente

Desde que tive a minha experiência com Deus, a Sua Palavra passou a ter um lugar especial em minha vida, sendo o lugar do meu encontro com Ele, do crescimento na amizade com Ele e do conhecimento da Sua vontade para a minha vida.  A Palavra de Deus me norteou em diversos momentos mais decisivos, como no meu discernimento vocacional para a Comunidade Católica Shalom, como Comunidade de Aliança, e no discernimento do meu estado de vida, o Matrimônio, como também na sua vivência. Mas também no dia-a-dia, é fonte de refúgio, alegria, consolo, força, exortação e ânimo para a caminhada. Eu poderia falar sobre algumas dessas experiências vividas ao longo desses anos, mas sinto que o Senhor deseja que eu fale de uma mais recente, mais dolorosa, que me fez provar do Seu amor de uma forma diferente, na carne, de uma forma que eu não imaginava. Recém-casada, após alguns meses, descobrimos no dia de Santa Rita de Cássia, que eu estava grávida. Motivo de grande alegria e admiração pelas obras do Senhor, que mais uma vez nos mostrou que a Ele nada é impossível. Contemplamos a Glória de Deus que se revelava a nós a partir daquela vida gerada com muito amor. No entanto, poucas semanas após a descoberta, quis o Senhor recolher novamente essa pequena vida para Ele, no dia de Santo Antônio de Pádua, antes mesmo de podermos lhe atribuir um nome. Ficamos desolados, sem entender o que o Senhor queria com aquilo, afinal, achávamos que aquela era a forma que Ele queria manifestar Sua Glória em nossas vidas, considerando algumas questões de saúde que imaginávamos que iriam fazer com que uma gestação demorasse mais a acontecer. Para completar, uma semana após a perda, já era o meu aniversário. Como comemorar? Como poderia viver aquele dia? Após alguns dias sem conseguir rezar, quis nesse dia parar diante do Senhor e da Sua Palavra. Providencialmente, o Evangelho do dia falou muito ao meu coração. Era o Evangelho de Mateus 6, onde fala: “Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no Céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6, 19-21). Não sei descrever o impacto que essa Palavra teve para mim, mas pude sentir a mão amorosa do Senhor que me conduzia a, nesse momento de dor, provar do Seu amor de uma forma nova. Um amor que se fortalece na Cruz vivida e acolhida. No abandono à vontade de Deus que é sempre melhor que a nossa. Em lembrar constantemente que a nossa vida nessa terra é somente um breve instante, e que mais vale para nós juntar os nossos tesouros no Céu. A gratidão de saber que uma parte da nossa família já está no Céu, que também é nosso alvo, e que intercede por nós. Sim, nós temos um intercessor particular! Rs. O louvor pôde, enfim, retornar aos meus lábios e ao meu coração. Na verdade, o Senhor quis manifestar a Sua Glória em nós de uma forma diferente, que nós não compreendemos, mas que Ele sabe, e isso nos basta, mesmo não deixando de ser doloroso. Hoje, o meu coração anseia pelo Céu ainda mais ardentemente, pois além de desejar contemplar o Senhor, o meu Tesouro escondido, desejo contemplar a minha família toda reunida, lá onde nada poderá tirar a nossa alegria e ela será completa! Que a Palavra do Senhor seja sempre luz para as nossas vidas!   Maria Eduarda, Consagrada da Comunidade de Aliança, Shalom Petrolina

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