O louvor Pascal

Nosso coração se inflama de alegria porque somos enviados para testemunhar todos os dias com a oferta da nossa vida que Cristo ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente ressuscitou! Aleluia! O louvor que nasce da vitória sobre a morte Cristo ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente ressuscitou! Aleluia! O tempo Pascal se inicia e já na antífona de entrada da Missa de Páscoa a liturgia nos chama ao louvor: “Realmente, o Senhor ressuscitou, aleluia. A Ele a glória e o poder, pelos séculos dos séculos, aleluia, aleluia.” Este grande louvor é dado pela vitória de Jesus Cristo sobre a morte em sua entrega definitiva por amor a cada um de nós. A Ele a glória porque se fez homem e assumiu nossa condição, a Ele o poder porque n’Ele a morte não tem a última palavra. Eis o tempo do louvor, a oração da Páscoa é o louvor.   Algo muito belo que a liturgia da solene Vigília Pascal celebrada na noite do Sábado Santo – a mãe de todas as vigílias que anuncia a ressurreição de Jesus Cristo – nos ensina pelas leituras e salmos proclamados é um caminho do louvor. Louvamos a Deus pela sua admirável criação, com São Francisco de Assis podemos entoar o cântico das criaturas ao Altíssimo e Onipotente que tudo criou para nós. Louvamos a Deus porque Ele nos fez e nós somos os seus filhos. Louvamos a Deus porque Ele é libertador, nos tira do domínio do que nos escraviza e nos faz livres. Louvamos a Deus pela sua bondade que sacia a sede da nossa alma e nos faz beber dos mananciais salvíficos da sua misericórdia. Louvamos, rendemos graças, cantamos Aleluia, elevamos nossa alma com gratidão porque Jesus Cristo está vivo e vive para sempre, o Ressuscitado que passou pela cruz! E esse é o ápice do nosso louvor.     A vocação Shalom é Pascal, ou seja, vive do louvor. Segundo Moysés Azevedo “o convite que o Senhor nos faz é mergulharmos, pelo Espírito e pelo louvor no lado aberto de Jesus, a fim de participar da vida divina que brota como um fluxo sobrenatural que transforma tudo e todos… Esse louvor é que nos faz viver.” (Revista Escuta 2025) O louvor Pascal é o coração do carisma Shalom, pois a nossa experiência central é com o Ressuscitado que passou pela Cruz, é d’Ele que recebemos a Paz, o sopro do Espírito, o choque da ressurreição que transforma tudo em nós, nos converte, nos cura, nos salva.   É Páscoa, dias de júbilo e ação de graças, louvor encarnado. Somos um povo novo, o povo do Aleluia, que dá glória a Deus! A nossa vida é o louvor, a nossa linguagem é a da gratidão a Deus. Fomos resgatados na Cruz e com Jesus somos ressuscitados. Nosso coração se inflama de alegria porque somos enviados para testemunhar todos os dias com a oferta da nossa vida que Cristo ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente ressuscitou! Aleluia!   Por Juliano Nystrom Dequigiovanni

Amou-os até a consumação

“Jesus não se detém diante da rejeição e da ingratidão; mesmo sabendo da intenção de Judas, continua tentando dobrar seu coração com um ato de amor: oferece-lhe um pedaço de pão, serve àquele que está prestes a traí-Lo.” O Amor que se oferece mesmo diante da traição Neste Tríduo de preparação para a Morte e Ressurreição de Cristo, somos impelidos a meditar o amor de um Deus que se abaixa até nós e nos ama até o fim, até a última gota de sangue. Um amor que se revela através da misericórdia e nos convoca a multiplicar esses atos de compaixão para com os nossos irmãos. Voltando o olhar para a cena da Última Ceia de Nosso Senhor com seus apóstolos, podemos ver com nitidez essa misericórdia levada até as últimas consequências. Jesus não se detém diante da rejeição e da ingratidão; mesmo sabendo da intenção de Judas, continua tentando dobrar seu coração com um ato de amor: oferece-lhe um pedaço de pão, serve àquele que está prestes a traí-Lo. E mesmo diante desse Deus sedento por se unir a nós, dando Seu próprio Corpo e Sangue, Judas não se arrepende e permanece agarrado ao orgulho que o impede de se dobrar diante do amor de Deus. Esse apóstolo, que foi escolhido por amor como todos os outros e participou da intimidade do Mestre, recusa a iniciativa do Senhor ao arrependimento, pois não quer abrir mão de suas convicções, de suas ideologias políticas e de sua própria vontade. E assim também muitas vezes fazemos: ao nos prendermos às nossas vontades e convicções, deixamos de nos dobrar diante do Amor por orgulho e geramos morte ao nosso redor. Contudo, em nossa liberdade, sempre temos a opção de não deixar o mal ter a última palavra, pois Deus nunca deixa de fazer tudo para nos alcançar com Sua misericórdia.   A escolha pelo amor que gera Ressurreição “Não seja o rancor a decidir o futuro”, ouvíamos na pregação da Sexta-feira Santa. É possível dobrar o orgulho e arrepender-se; é possível perdoar aqueles que nos ofendem e rejeitam. Ninguém pode nos tirar essa liberdade. Se pararmos de fugir do sofrimento, deixando Jesus ser nosso modelo não nos colocando mais como vítimas, mas nos entregando por amor veremos a vida nova brotar em nosso peito, gerando Ressurreição ao nosso redor. Quando saímos do nosso orgulho e nos colocamos com vulnerabilidade diante do outro, revelando nossas necessidades não com vitimismo, mas com humildade, abrimo-nos a esse amor que o Senhor nos ensina na Última Ceia. Precisamos do outro e precisamos nos deixar amar este é o mandamento que o Senhor nos dá. Contudo, é preciso estarmos preparados para as vezes em que não receberemos amor ao revelar nossa necessidade. Como Jesus que, ao dizer “tenho sede”, já pregado na Cruz, recebe vinagre. Ainda assim, não podemos nos fechar ao amor por causa das vezes em que não fomos acolhidos. É preciso manter sempre viva em nós a misericórdia de Jesus que reza: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”. E também conservar a esperança de que sempre há Alguém que pode nos ouvir o próprio Deus e jamais deixar de ir a Ele com um grito sincero de nossas necessidades, confiantes de que Ele tudo fará para nos amar.   Por Brenda Lippert

“Ele é de Jesus”

Um ano de celibato pelo Reino: vida gerada, mortes oferecidas e a cruz assumida a cada dia No dia 2 de fevereiro de 2025, fiz meus primeiros votos no celibato pelo Reino dos Céus como membro da Comunidade de Aliança (CAL). Hoje, exatamente um ano depois, tenho a graça de testemunhar os feitos de Deus e o sustento fiel da Sua graça ao longo desse caminho. Sinto a necessidade de fundamentar este testemunho em três palavras-chave que, para mim, sintetizam profundamente a experiência do celibato vivido na vida leiga: vida, morte e a cruz de cada dia. Vida Após receber, em 1º de outubro de 2024, a resposta de que a Comunidade acolhia meu pedido pelo celibato, senti-me chamado a partilhar mais profundamente com minha família o caminho que Deus me convidava a trilhar. Meus pais carregavam um desejo muito grande de serem avós, e essa notícia não correspondia exatamente ao que esperavam de seu único filho homem. Minha irmã mais velha, casada há alguns anos, também ainda não havia tido filhos. Humanamente, a situação parecia marcada por renúncia e silêncio. No entanto, acredito profundamente que Deus derramou uma graça especial para que o coração dos meus pais fosse dilatado na acolhida, e para que o matrimônio da minha irmã gerasse frutos. No Domingo de Ramos de 2025, em uma videochamada, minha irmã e meu cunhado anunciaram, cheios de alegria, que seriam pais. Meu sobrinho estava sendo gerado — o neto que meus pais tanto desejavam. Durante a partilha, minha irmã comentou que acreditava que a concepção havia ocorrido no início de fevereiro, e que a previsão do nascimento era para novembro. Ao encerrar a ligação, em meio aos meus louvores, o Senhor falou claramente ao meu coração: “Este é um fruto do seu celibato.” Meu sobrinho Nathan — cujo nome significa presente de Deus — nasceu em 04 de novembro de 2025, no mesmo dia do aniversário do nosso fundador, Moysés Azevedo. O celibato não é esterilidade: é fecundidade espiritual. Morte Minha avó materna recebeu a notícia do meu celibato com certa estranheza. Na verdade, ela não compreendia muito bem o que significava ser celibatário vivendo uma vocação leiga — e, sendo sincero, poucos compreendem. Mas algo ela entendeu profundamente, e repetia em diferentes momentos:   “Ele é de Jesus!” Ela compreendeu a quem eu pertencia. No início de julho de 2025, minha avó sofreu um AVC. Mesmo lutando pela recuperação nos meses seguintes, veio a falecer no dia 16 de novembro. Foi um tempo de dor intensa para toda a família. Nesse momento, senti com clareza que Deus me chamava a ser sustento espiritual para aqueles que Ele me confiava de forma mais próxima. Ali compreendi com mais profundidade que o celibatário é uma seta apontada para a eternidade — alguém que, com a própria vida, recorda que não fomos feitos apenas para este mundo. O celibatário lembra, com a própria existência, que o Céu é real. A cruz de cada dia Ser celibatário da CAL é um desafio diário, sobretudo em um mundo que ignora Deus e rejeita qualquer sinal que remeta a Ele. No ambiente profissional, surgem questionamentos, olhares curiosos ou críticos, incompreensões vindas tanto de quem está afastado da fé quanto, por vezes, de quem frequenta a Igreja. Mas tudo isso também se torna oportunidade de testemunho. Recordo-me do meu primeiro dia em uma empresa, quando, após alguns minutos de conversa, alguém me perguntou: “Lucian, eu não sou uma pessoa muito religiosa, mas percebi que você carrega uma cruz e usa uma aliança no dedo. O que você é?” Foi uma excelente oportunidade para falar da minha identidade, da minha vocação e do Cristo que sustenta minha escolha. No leito da cruz, com Jesus Ao concluir este testemunho, busquei uma imagem que pudesse expressar o que é ser celibatário da Comunidade de Aliança. Lembrei-me do último retiro de Semana Santa, vivido na missão de Florianópolis, quando esta foto foi registrada durante a encenação da Via-Sacra. Ser celibatário da CAL é: estar com Cristo em todos os lugares; carregar a cruz todos os dias; ser seta apontada para a eternidade; viver momentos de solidão, mas nunca de abandono; ofertar a própria vida, gerar paternidade espiritual, buscar diariamente o amor e a fidelidade. É, em última instância, estar no leito da cruz, com Jesus. O celibato é amar até o fim — com a própria vida. por Lucian John

Florianópolis vive dias de graça com a visita do nosso fundador, Moysés Azevedo

A missão de Florianópolis viveu um tempo profundamente marcado pela graça, comunhão e renovação espiritual com a visita do fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo, acompanhado do Pe. Saulo Dantas, Assessor Geral da Comunidade, e de representantes do Regional Sul. Foram dias de reencontro com o carisma, de partilha fraterna e de redescoberta da beleza de ser comunidade. Um reencontro marcado pela alegria e simplicidade O primeiro dia da visita foi dedicado a um encontro com a Comunidade e a Obra Shalom, em um clima de família e profunda alegria. Moysés se sentiu em casa, conversando livremente, ouvindo testemunhos e respondendo a perguntas que brotavam do coração dos irmãos. “Nós somos uma família. E como toda família, temos um DNA comum: o nosso carisma. Ele nos torna homens e mulheres de contemplação, unidade e evangelização.” Durante o bate-papo, ele recordou as origens da missão e o quanto o Senhor tem feito florescer o que um dia foi apenas uma pequena semente: “Há 21 anos lançamos aqui a semente da comunidade. Essa semente foi regada, adubada e cuidada pela oferta de muitos irmãos que passaram por este solo, e hoje podemos contemplar seus frutos.” A noite seguiu com uma apresentação artística, em que missionários e membros da Obra expressaram, por meio da música e da dança, um pouco da cultura da Ilha de Santa Catarina, celebrando a alegria do Evangelho que se encarna na vida do povo. Encerrando o dia, todos participaram de um jantar partilhado, marcado por comunhão, afeto e gratidão.Em suas palavras, Padre Saulo expressou a esperança no que Deus ainda realizará através da missão: “Existe um novo tempo para a missão de Florianópolis. O Espírito Santo está semeando abundantemente e fará florescer um grande jardim.”   Um segundo dia de comunhão e missão O segundo dia da visita começou com um almoço fraterno na casa dos missionários da Comunidade de Vida, reunindo o fundador, o Pe. Saulo e os representantes do Regional Sul. Foi um momento de escuta, unidade e renovação do ardor missionário. “Ser família é viver a unidade, perdoar sempre, dar ao outro a chance de recomeçar. A beleza de ser comunidade está em ver que a oferta de cada um gera vida, comunhão e missão.” Durante a tarde, o grupo realizou um passeio pela Ilha de Santa Catarina, visitando lugares simbólicos como a Catedral Metropolitana, o Mercado Público e a Ponte Hercílio Luz — espaços que guardam a memória e a identidade deste povo amado por Deus. A visita também contou com um encontro fraterno com Dom Onécimo Alberton, bispo auxiliar da Arquidiocese de Florianópolis, num gesto de comunhão eclesial e de unidade com a Igreja local. Missa de encerramento e envio O ponto alto da visita foi a Santa Missa em honra a Santa Teresa de Jesus, baluarte da vocação Shalom, presidida pelo Pe. Saulo Dantas, na qual a comunidade se reuniu em gratidão pelos dias vividos. Um novo tempo sob a intercessão de Maria A visita do fundador encerrou-se com profunda gratidão e a certeza de que o Senhor continua a conduzir a história da missão de Florianópolis. Cada encontro, palavra e gesto deixaram sementes que certamente darão frutos de conversão, unidade e amor. Confiamos todos esses frutos à intercessão de Nossa Senhora do Desterro, padroeira da cidade, para que ela continue a proteger e fecundar a missão nesta Ilha de Santa Catarina, fazendo florescer, com ternura materna, tudo o que Deus iniciou nestes dias de graça.          Anterior Próximo

Acamp’s South : O Caminho da Esperança

Assim como o filho pródigo ao retornar para casa do pai viu sua vida renovada o Acamp’s South é esse caminho que leva você jovem a ter uma verdadeira experiência com Cristo e sair com sua esperança renovada. Afinal Jesus é o caminho a verdade e a vida.  O Acampamento é a porta de entrada para uma mudança verdadeira de vida. Cada edição do Acamp’s é planejada ao longo de todo o ano com o intuito de proporcionar aos jovens uma experiência profunda de amor e encontro com Cristo Ressuscitado. Na nossa caminhada de fé, frequentemente encontramos situações em que nos afastamos de Deus, como o Filho Pródigo da parábola, o mundo, as dificuldades e as tentações que podem nos desviar da nossa verdadeira casa. Mas sempre há um caminho de volta, e esse caminho está ao nosso alcance. O Acamp’s é uma oportunidade única de redescobrir o rosto de Deus como um Pai amoroso, que nos espera de braços abertos, independentemente de quantos erros tenhamos cometido.   O Acamp’s não é apenas um evento, ele é um encontro profundo com a esperança que nasce da misericórdia de Deus. Os testemunhos de transformação e renovação de vida, dados por aqueles que participam do Acamp’s, são prova viva de que esse encontro não é apenas um evento passageiro, mas um marco que pode mudar para sempre a nossa história. Deus se fez homem para que o homem pudesse voltar a Ele, e no Acamp’s temos a chance de experimentar essa verdade de maneira prática e profunda. Ao final de um Acamp’s, muitos se sentem renovados, com um novo olhar sobre a vida e com a certeza de que, por mais distante que tenhamos estado, Ele nunca nos abandonou e sempre estará pronto para nos acolher. A esperança se torna real, e a vida, mais cheia de sentido. Portanto, se você está em busca de algo a mais, se o seu coração está clamando por uma mudança, o Acamp’s é o caminho que você precisa. Não se trata apenas de uma vivência momentânea, mas de uma porta aberta para uma vida nova, com Jesus como guia. Em Cristo, a esperança nunca morre. Venha viver a experiência que pode transformar a sua vida e dar um novo rumo à sua história. O Acamp’s South é o caminho para a renovação, para o encontro com a verdadeira esperança.  

Reveillon da Paz

O Reveillon da Paz é o evento para quem deseja iniciar o ano colocando tudo nas mãos de Deus. O momento mais esperado por todos é a virada diante do Santíssimo Sacramento, com momento de oração, colocando nas mãos de Deus a nossa vida, projetos, sonhos e intenções. Este evento é para toda a família! Após a Adoração, haverá um delicioso jantar com música ao vivo. Aproveite o buffet livre, com bebidas inclusas, e compartilhe um momento especial entre amigos e família, celebrando a chegada do novo ano. Ao adquirir seu ingresso, você terá direito a: Buffet livre (bebidas inclusas) Participação em sorteios de brindes durante a noite Crianças até 07 anos não pagam Data: 31/12 Horário: 22:30h ás 03:00h Local: Paróquia São João Evangelista R. Barão do Rio Branco, 54 – Centro, Biguaçu – SC, 88160-120 Valor: R$50,00 Programação: 22:30h: Missa com Adoração 00:30h: Abertura do salão 01:00h: Jantar + Atrações 03:00h: Encerramento Não perca a oportunidade de começar o ano na melhor companhia! Garanta seu ingresso aqui.

Acamp’s South: Um Encontro Pessoal com Cristo, o Primeiro Passo para a Verdadeira Liberdade!

Em meio à escuridão do pecado, uma falsa liberdade nos aprisiona e nos impede de viver de forma plena. Para romper com essa escuridão, é fundamental que tenhamos um encontro pessoal com Cristo. Esse encontro é a chave para enxergarmos a verdade sobre quem realmente somos e para sermos libertos das amarras do pecado que nos aprisionam. Assim como o encontro de Zaqueu com Jesus, registrado no evangelho de Lucas 19:1-10, onde o próprio Cristo afirma: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”, nosso encontro com Cristo também traz transformação. A verdadeira mudança começa quando nos relacionamos com Ele, e esse relacionamento nos traz a luz que dissipa as trevas da nossa alma, revelando quem realmente somos diante de Deus. Ao nos encontrarmos com Cristo, começamos a entender nossa verdadeira identidade. Em Cristo, encontramos o sentido da vida, a verdade que liberta, e a clareza sobre nossa missão e nosso propósito. Como nos ensina São João, “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Somente em Cristo é que podemos descobrir o verdadeiro valor de nossas vidas. É preciso manter os olhos fixos em Cristo Com os olhos fixos em Cristo, somos capazes de perceber nossa verdadeira identidade e propósito. Ele nos dá força para superar as tentações e as falsas expectativas impostas pelo mundo. É Ele quem nos orienta e nos conduz em meio às incertezas da vida. Com Cristo, o fardo se torna leve, e a missão se torna clara. A palavra de Deus é uma fonte indispensável de luz para iluminar o caminho da nossa vida. Ela traz clareza em meio à escuridão do pecado, ajudando-nos a discernir as tentações e a batalha espiritual que enfrentamos diariamente. A Bíblia nos guia na superação da inércia do pecado, oferecendo direção e força para seguir em frente. Vida de oração diária Além disso, a oração diária é essencial para alimentar nossa vida espiritual e resistir à paralisia causada pelo pecado. Santa Teresa de Ávila nos ensina que a oração mantém nossa alma alerta, fortalecida e em sintonia com a vontade de Deus. A prática da oração fortalece o jovem, permitindo-lhe resistir às tentações e vencer as distrações do mundo. Em Cristo, a oração se torna uma arma poderosa contra as forças que tentam nos afastar de Deus. Em Cristo, encontramos nossa verdadeira esperança. O encontro com Ele transforma tudo e nos oferece paz e alegria genuínas. A esperança que Jesus nos dá transcende as circunstâncias da vida e nos proporciona uma nova perspectiva sobre o sofrimento e as dificuldades. Cristo ilumina as áreas mais sombrias da nossa  vida e traz a verdadeira transformação. Transformação Contínua Essa transformação interior que experimentamos quando nos encontramos com Deus não é instantânea. Ela é um processo contínuo de santificação, onde cada passo dado em direção a Cristo nos liberta das garras do pecado e nos molda mais à Sua imagem. A caminhada com o Ressuscitado é uma jornada de constante transformação. Ela exige perseverança, mas é sustentada pela graça. E, apesar das dificuldades, essa vida é uma vida cheia de propósito e felicidade, uma vida que vale a pena. Ele não mede esforços para nos conduzir ao Seu Amor Bendito seja Deus, que não mede esforços para nos (re)encontrar, colocando em nosso caminho pessoas que nos conduzem de volta ao Seu amor. Essas pessoas nos guiam em direção a uma verdadeira experiência com Deus, para que possamos reconhecer nossa verdadeira identidade e viver uma vida nova em Cristo Jesus. Que cada um de nós experimente esse encontro transformador com Cristo, e que, por meio desse encontro, possamos caminhar em direção à verdadeira liberdade, à verdadeira paz e à verdadeira alegria. Que nossa vida seja marcada pela constante busca por Deus e pela experiência do Seu amor que nos liberta e nos guia em cada passo do caminho.

 Acamp’s South: A proposta de esperança que quebra a paralisia do pecado

 A Inércia do Pecado e a Esperança da Luz O que significa estar nas trevas? Muitos jovens podem estar vivendo nessas condições sem perceber, sentindo-se perdidos, sem direção ou presos em uma rotina que parece não oferecer propósito. Estar nas trevas não é apenas estar em completa escuridão física, mas uma ausência de luz interna, de conhecimento e de clareza. É como caminhar em um labirinto sem saída, onde a luz que deveria guiar os passos parece distante ou invisível. O Papa Francisco nos alerta: “Quando nos afastamos de Deus, apagamos a luz, nos deixamos envolver pelas trevas e, aos poucos, o nosso coração se endurece”. Muitas vezes nos deparamos com situações que nos colocam nas trevas sem que se demos conta: a busca incessante por aprovação, a pressão para corresponder às expectativas sociais e a tentação de buscar satisfação em coisas passageiras. A rotina do dia a dia, com seus desafios e dificuldades, pode colocar os jovens em um estado de confusão e estagnação, mesmo sem que percebam. Mas como o pecado nos paralisa? O pecado tem o poder de nos prender em uma inércia espiritual. A inércia é, essencialmente, a resistência à mudança; quanto mais tempo ficamos parados, mais difícil se torna mover novamente. No contexto espiritual, o pecado funciona como um peso invisível que nos mantém estagnados, acostumando-nos a uma vida sem progresso. São João Paulo II afirmou: “O pecado é a negação da verdadeira liberdade. Ele nos leva ao vício e à escravidão, nos distanciando da plenitude de vida que Deus deseja para nós”. A inércia causada pelo pecado não se apresenta de forma abrupta, mas vai se infiltrando aos poucos, seduzindo com promessas de prazer imediato, enquanto constrói barreiras invisíveis que nos mantêm em uma prisão silenciosa. A vida de oração é o melhor remédio para esta situação. Santa Teresa de Ávila nos ensina que “A alma, sem oração, vai se obscurecendo, porque perde a luz que provém de Deus. E a luz, na vida espiritual, é o que nos faz enxergar o caminho”. As armadilhas do mundo A sociedade atual, com suas distrações tecnológicas e valores que promovem a gratificação instantânea, oferece armadilhas constantes. A promessa de felicidade imediata por meio de prazeres momentâneos — como o uso excessivo de redes sociais, a busca incessante por validação ou o consumo exacerbado — mascara um vazio profundo. São João da Cruz dizia que “A alma que está presa aos prazeres terrenos não pode encontrar sua alegria verdadeira em Deus”. O mundo moderno oferece distrações que afastam o jovem de uma busca mais profunda por sentido e plenitude, mantendo-os presos a ilusões temporárias.  A esperança que irradia a escuridão, a cegueira e a paralisia do pecado  No entanto, há uma saída. A luz de Deus é capaz de dissipar até as trevas mais profundas. Como disse Jesus em João 8:12: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” A verdadeira saída de si começa com o reconhecimento do estado de inércia causado pelo pecado e a busca por uma transformação genuína. O Papa Bento XVI nos recorda que “Deus é luz, e Ele quer nos tirar da escuridão do erro, da confusão e do pecado”. Assim como no testemunho de um jovem, que diz: “Cresci sendo ensinado a buscar sucesso, uma boa carreira e uma vida financeira estável. Coloquei o trabalho no centro de tudo, acreditando que isso me traria a felicidade que tanto almejava. Após terminar minha graduação consegui um bom trabalho, uma boa estabilidade finacneira, casa própria. Porém, mesmo conquistando tudo o que planejava, havia um vazio dentro de mim. Esse vazio era a falta de Deus. A centralidade que eu havia dado ao meu trabalho e aos meus projetos financeiros havia me afastado Dele. Foi em um  Acamp’s, que tive uma experiência profunda com o amor de Deus. Essa experiência foi como uma luz que preencheu o vazio que eu sentia, me tirando das trevas e colocando Deus no centro da minha vida. O Papa Francisco também nos lembra: “Somente Deus pode preencher o vazio que tentamos preencher com as coisas deste mundo. É Ele quem dá sentido à nossa vida.” Rompendo a paralisia do pecado Romper com essa inércia é possível. O primeiro passo é o arrependimento. A confissão de nossos erros e a busca por perdão nos liberta das correntes que o pecado colocou em nossas vidas. São Pio de Pietrelcina nos orienta: “O arrependimento é o primeiro passo para a graça de Deus. Ele nos tira da prisão do pecado e nos abre as portas da vida eterna”. A partir daí, estabelecer uma rotina de oração e busca pela Palavra de Deus é essencial. Como disse Santo Agostinho: “Nossa alma não encontrará repouso enquanto não descansar em Ti, Senhor”. A boa notícia é que, por mais profundas que sejam as trevas, sempre há uma luz à espera. Não importa o quão paralisado você se sinta agora, a mudança é possível. O Papa João Paulo II nos assegura: “Não tenhais medo! Abri, escancarai as portas a Cristo. Somente Ele tem palavras de vida eterna.”    Redação por Fabio Borges

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