Conheça o Pequeno Grande Rei: a “mais bela das histórias”

No dia 09 de novembro, a Comunidade Católica Shalom apresenta o musical “O Pequeno Grande Rei”, às 20h, no Teatro São Bento, em Santo André (SP).  O espetáculo é um conjunto de artes integradas: teatro, dança e música em um enredo lúdico sobre o nascimento de Jesus.  Direcionado para o público infantil e para as famílias, a iniciativa artística convida a entrar no mistério da ‘Mais Bela das Histórias’, de uma forma interativa e divertida. O elenco conta com atores, bailarinos, cantores, uma caravana animada, três Reis Magos, um pastor em busca de sua ovelha, além de um personagem principal que guiará toda a experiência do espetáculo. O musical promete conduzir os espectadores a uma jornada de dentro para fora de si, despertando valores como unidade, respeito, caridade e o ser família. Venha fazer essa viagem conosco!   Sobre ‘O Pequeno Grande Rei’ O Musical está em sua 6a edição, e já atraiu cerca de 3000 espectadores aos teatros do ABC Paulista. A apresentação integra as ações da Comunidade para proporcionar uma experiência com Deus por meio da arte.  Apresentado pela primeira vez em 2011, o espetáculo foi idealizado na missão de Santo André (SP), pertencente à Comunidade Católica Shalom, Associação Privada Internacional de Fieis, com personalidade jurídica, reconhecida pela Santa Sé. Atualmente, a Comunidade está presente em 166 dioceses, no Brasil e em mais 31 países pelo mundo, comprometida com ações que abraçam os jovens, os pobres, famílias e crianças.   Serviço O Pequeno Grande Rei Teatro São Bento, Santo André/SP Data: 09/11/2025, às 20h. R. Manduri, 68 – Jardim Paraíso, Santo André – SP, 09190-280 Ingressos disponíveis em:  https://www.e-inscricao.com/shalom-santo-andre/pgr   

Eu canto louvores a Deus!

Um grito de ressurreição com a vida no meio secular.   Recentemente atingidos pela necessidade de encontrar um local para realizarmos o nosso “Arraiá da Paz”, fomos surpreendidos com a grata surpresa de o podermos realizar em um dos parques da cidade de Santo André (SP). Não obstante a surpresa, fomos informados que, por ser administrado pelo Estado (que é laico), não poderíamos em nenhuma hipótese falar no nome de Jesus durante o evento, nem “levantar a bandeira” de nenhuma religião. Aceitos o lugar e as recomendações, lá fomos nós no dia proposto sem entender muito o que Deus queria de nós. Aprontamos tudo, nos preparamos, armamos todo espaço no qual não poderia ter o nome de Jesus expresso, porém nossos corações ardiam de desejo de evangelizar. Ao longo do evento, muitas pessoas foram chegando ao local atraídas pelas músicas, comidas e a alegria daquelas pessoas que ali serviam. Ao serem interpeladas por aquela felicidade nos perguntavam e diziam:  – Quem são vocês? – Vocês são diferentes!! Por ali passaram espíritas, umbandistas e ateus, todos atraídos pela mesma alegria dos que serviam e por um único desejo: conhecer a Deus, ainda que inconscientemente. A alegria e unidade dos que serviam expressavam o que a boca não podia falar: Cristo vive!  E quem diria que aceitando as orientações do Estado (laico) nosso Carisma daria um grito ao mundo e os faria desejar e dizer: “Eu quero isso que vocês têm!”  A alegria e a unidade nos fez um com os irmãos mais próximos da Comunidade, mas também com os mais distantes do coração de Deus. As bocas que tentaram ser silenciadas gritaram com o coração. E os mortos que por ali passavam, à vida retornaram.   Vitória Oliveira, Comunidade de Vida Responsável Local – Missão Santo André (SP).

Divina Providência: “o Senhor me ensinou a abandonar a minha vida nas mãos dEle”

Meu nome é Francine Araújo, sou postulante da Comunidade Católica Shalom, e sou da Missão de Santo André (SP). Quero hoje começar meu testemunho com uma palavra muito cara para mim: “O Senhor deu, o Senhor me tirou; bendito seja o nome do Senhor”, Jó 1,21. Esta é a passagem mais marcante em minha história como Shalom até aqui. Ela me faz enxergar todo o movimento da Divina Providência que Deus tem realizado em minha vida. Conheci a Comunidade em 2022, estava bem empregada, tinha um salário muito bom e uma vida financeira muito boa. Até mesmo investimentos etc. Nesse movimento de retirar seguranças, descrito no livro de Jó, a primeira coisa que Deus fez foi me tirar o emprego. E, quando a gente está começando na caminhada, não entende bem essas coisas… Mas depois que eu fui percebendo que o desejo do Senhor era me educar e me podar. Me transformar…   “Eu sempre acreditei que o dinheiro era a minha segurança” Eu pensava: “se eu tenho um bom trabalho, uma renda muito boa, então são essas coisas que vão me garantir”. E não, isso não é verdade. O Senhor foi me fazendo compreender que a minha segurança está nEle e não no dinheiro. Desde que perdi o emprego, em 2022, minha vida financeira não foi mais a mesma. Eu não tenho mais nada. Nada. Deus tirou tudo. Foi mais do que o antigo trabalho… Todo o dinheiro que eu tinha aplicado, tudo isso sumiu. Evaporou. Foi assim que Ele me fez experimentar realmente que Ele é o meu tudo e como devo dar o meu tudo pra Ele.  É engraçado que hoje o meu tudo é nada, literalmente.  E, sem essa segurança dos bens materiais, do dinheiro, posso dizer que eu sou infinitamente mais feliz com a vida que eu vivo hoje. Se eu tivesse que escolher entre a vida que eu tinha e a vida que eu tenho agora, eu escolheria a minha realidade atual. Porque hoje eu sei em quem devo colocar minha confiança. Minha segurança.   A Graça e Experiência que a Divina Providência me deu Tenho vivido muitas vezes a realidade de não ter dinheiro para fazer as coisas e, de repente, o recurso aparecer. Não vejo esse movimento como uma barganha, uma troca. Não é isso.  É, na verdade, a vivência do abandono nas mãos do Pai.  O Senhor sempre me falava dessa verdade e eu não conseguia entender. Toda vez que alguém rezava por mim, as moções iam na direção desse abandono. Hoje, sim, diante de tudo o que eu vivi. eu compreendi que Ele queria que eu confiasse plenamente minha vida nas mãos dele. O caso da Faculdade – Estou estudando e a rematrícula da minha faculdade era, na época, em torno de uns 800 reais. E eu, de verdade, não tinha de onde tirar.  Meu pai, que sempre me ajuda, já tinha feito tudo por mim e também não conseguia dar mais. Eu,muito triste, passei na igreja. Fui entregando tudo a Deus, chorando, do fundo do meu coração… Falei da dificuldade na vida financeira, que eu não tinha mais de onde tirar o dinheiro, mas que precisava pagar minha faculdade, pois já tinha discernido que era a vontade de Deus esse curso.  Eram 9h da manhã.  Nesse mesmo dia, estava de férias. E não estava tendo contato todos os dias com os meus amigos da faculdade. Às 17h, um amigo da faculdade me mandou uma mensagem. Eu o evangelizo constantemente e sempre convido para o Shalom.  Ele simplesmente me disse: “Olha, eu vou te falar uma coisa, porque você é dessas pessoas que entende dessas coisas de Deus. Eu tô sentindo no meu coração que eu tenho que pagar a sua rematrícula. Eu não sei te explicar, mas sinto que Deus está me chamando pra fazer isso”. Desabei no choro. Vi realmente o cuidado de Deus. Ele vê as nossas necessidades, é real. Ele sabe! E, de uma forma ou de outra, sempre providencia. Isso fortalece cada vez mais o meu desejo, a minha alegria de dar de volta aquilo que Ele me dá, sabe?    A Transformação no meu modo de devolver a Comunhão de Bens Dentro dessa dinâmica das minhas comunhões de bens, eu me pego refletindo que antes eu ganhava muito bem, mas eu não conseguia ser fiel ao dízimo nem na paróquia.  Hoje, ganhando bem menos, eu consigo ser fiel à Comunhão de Bens. E agora tenho certeza que Deus tem se agradado da minha oferta. É algo comparável à passagem de Caim e Abel porque a qualidade da minha doação é baseada na sinceridade e na fé com que ela é feita.  O dia em que eu puder ter um salário melhor, tenho certeza que o meu olhar será outro. Minha oferta será sem peso, sem dó, sem constrangimento. Com a mesma alegria de ser fiel no pouco, creio que serei fiel no muito, apoiada pela Graça de Deus.        Francine Araújo Postulante da Comunidade de Aliança Missão Santo André, São Paulo  

São João Paulo II: inspiração e sinal para os dias de hoje

Carinhosamente chamado de Lolek, o Papa dos Jovens, São João Paulo II é um santo muito caro à Igreja, aos jovens e, em especial, à Comunidade Shalom. Um exemplo para nós de evangelização, amor, e misericórdia. Por isso hoje entrevistamos Fernanda Martins, postulante da Comunidade de Aliança. Ela conta para nós sua experiência com São João Paulo II de forma pessoal e também dentro da Comunidade. Confira abaixo:     Conexão com o Carisma Shalom É lindo ver os laços entre Lolek e o nosso chamado na Igreja, que é o que mais chama a atenção de Fernanda. “A Comunidade nasceu aos pés de Pedro, que por acaso era São João Paulo II. E uma das coisas que nós temos na Igreja que é mais forte para os jovens é a Jornada Mundial da Juventude, que também surgiu com São João Paulo II. Nós temos esse exemplo dele por trás da nossa vocação. Também ele, de certa forma, ofertou sua vida para os jovens em primeiro lugar… E assim é a nossa comunidade!  A gente oferta para a humanidade, mas, sobretudo, para os jovens… E essa é a maior conexão entre o Carisma e São João Paulo II”, explica.   Uma memória preciosa da intercessão de São João Paulo II na Missão de Santo André (SP) “Lembro muito de uma frase que todo mundo sempre me escuta dizer, e que é de São João Paulo II: ‘Os jovens e a paz andam juntos’. E uma das coisas que me fez tocar mais forte a unidade na missão foi no nosso primeiro Virada Radical, onde todo mundo se uniu para fazer as gincanas, as células, os grupos de oração, todo mundo se empenhou muito. Isso me marcou demais. Foi um movimento no qual, com certeza, a gente pôde contar com a intercessão de São João Paulo II”, conta.    SJPII como marca vocacional na história de vida Fernanda ainda narra como conhecer e se encantar com a vida deste santo também a levou a descoberta da própria vocação. “O conheci antes da Comunidade. Na minha paróquia, eu participava de um grupo de oração chamado EPJC (Encontro Paroquial de Jovens com Cristo). Lá o padre, que era bem próximo do Shalom, instituiu dentro do nosso movimento baluartes… Um deles era São João Paulo II.  Nessa época também, dentro do movimento, o padre selecionou alguns jovens para ir para a Jornada Mundial, e eu fui um deles. Foi uma experiência muito, muito boa. Um contato extremo, justamente com a Jornada, que me fez pensar: “Cara, ele teve esse cuidado de olhar para os jovens e fazer com que a Igreja olhasse para eles também!”, diz.   Um olhar diferenciado sobre a humanidade “Eu tenho particularmente uma forma de ver: a gente precisaria dialogar com todas as pessoas. E essa é uma característica muito marcante de São João Paulo II. Ele conseguiu fazer isso… dialogar. Viveu em época de guerra, e perdeu praticamente todo mundo que tinha em volta dele, mas não perdeu a fé. E ele era muito misericordioso. Tanto que ele virou o papa do milênio, pois ele tinha essa conexão com Deus. Essa foi uma das minhas experiências com o S. João Paulo II. Ele tem esse olhar para a humanidade, para as pessoas, que me faz ter esse desejo também de olhar com mais misericórdia e também conseguir dialogar com todos os povos.  Ás vezes, a gente só dialoga com a gente mesmo. Ficamos fechados na nossa bolha. Todas as vezes que eu fico em crise, que eu não quero mais seguir em frente, eu vou lá e abro o livro dele. Eu vejo como ele se comportava. Era um homem de oração… é incrível como ele consegue fazer a vida de oração dele transbordar na humanidade, nesse diálogo com as pessoas”, conta.    Por que amar e contar com São João Paulo II no século presente? Por último, Fernanda Martins expressa um dos principais motivos pelos quais enxerga o santo como um sinal para nós nos tempos modernos.  “Ele é o papa do milênio, o papa peregrino, que alcança a juventude, as famílias, que alcança os pobres. Ele responde muitos questionamentos que principalmente os cristãos têm hoje. Ele muitas vezes é a resposta para mim. Eu acredito que todo mundo tenha essas crises de olhar para a humanidade e achar que não tem jeito por nós estarmos aparentemente sucumbindo ao egoísmo, a tristeza, à depressão, ao consumismo, ao poder, ao ter, enfim… E todas as vezes que eu olho para SJPII, eu consigo enxergar uma esperança que muitas vezes a gente acaba perdendo. E esse é o desejo do demônio, que nós percamos a esperança. Eu acredito que São João Paulo é essa resposta de esperança. De acreditar que a humanidade tem jeito. Por fim, eu tenho certeza que o Papa Francisco conta muito com a intercessão de São João Paulo, porque ele também faz esse movimento de tentar conversar com a humanidade, de tentar mostrar que a Igreja é para todos”, conclui.  Inspirados pelo olhar de oração da jovem postulante Fernanda Martins, peçamos hoje mesmo a Deus a graça de olhar para nós e para o mundo com fé. Bem como a graça de amar e evangelizar todos os povos! Especialmente os jovens.     Silvia Cunha Postulante da Comunidade de Aliança Missão Santo André (SP)

Centro de Evangelização Shalom: por que este é um Lugar de Paz?

Um lugar de Paz… O que é isso para você? E o que é preciso para construir “um lugar de paz”?    Já sabemos que a Paz começa dentro de nós, no encontro com o Ressuscitado que nos reconcilia com Ele, conosco mesmo e com irmãos. Foi esta obra de pacificação e purificação que preparou o nosso CEv, nosso lugar de Paz. Primeiramente em nós. Até que encontrássemos o local físico para anunciar o Shalom do Pai em Santo André (SP).   Hoje trazemos o breve testemunho de irmãos da Comunidade de Vida e Aliança, e de jovens da Obra da Missão de Santo André. Testemunhas de uma ressurreição que já dá seus primeiros frutos.   Centro de Evangelização: o meu Lugar de Paz    Cada coração traz um eco e um traço da Paz do Ressuscitado. Vamos agora ouvir nossos irmãos e entender como eles veem o Centro de Evangelização (CEv) na vida deles.     Local de Encontro Para Rodrigo Santos, consagrado da Comunidade da Aliança, o CEv é “um lugar de paz porque é um lugar de encontro com a própria Paz que é o Cristo, um lugar de serviço. Também onde nós levamos a paz aos homens e mulheres necessitados de Deus, aos jovens, aos necessitados da palavra, do Deus vivo. É um lugar de paz porque eu encontro Jesus Eucarístico todos os domingos na missa comunitária. É lugar de paz porque lá eu encontro os meus irmãos, que são a minha paz em meio às lutas do dia a dia… muitas vezes o irmão é consolo para as nossas vidas.”   Um Lar! Já para Maria Luiza Zanon Sousa, da Obra Shalom, o CEv é lar. “Acho que posso afirmar que o CEv tem um valor simbólico enorme pra mim! Tive tantos momentos maravilhosos, seja no antigo ou no atual, sem citar as pessoas que conheci lá, amizades que pretendo levar para a vida toda. Quando estou lá, me sinto em casa. É como se eu entrasse no meu próprio mundinho e pudesse ser eu mesma. O Centro de Evangelização tem “cheiro de lar” e, não importa o quão mal eu esteja me sentindo, estar ali já deixa tudo melhor. Os momentos que passo lá são, sem sombra de dúvidas, únicos. As pessoas também têm um grande peso nessa história, e acredito que também seja por causa delas que seja tão aconchegante”, explica.    Onde se toca e vê o sonho de Deus! Helena Sousa, consagrada da Comunidade de Vida, afirma que o Centro de Evangelização é um lugar de paz porque é onde “as pessoas vêm e têm uma experiência com Deus. E é por isso que eu dei a minha vida: para que elas tenham uma experiência com Ele. Então, para mim, este é o espaço concreto, físico, no qual se concretiza a vontade de Deus na minha vida e na vida de tantos outros.”   Expressão do Carisma E para Gustavo Marim, jovem da Obra, o CEv é o local para expressar e viver a beleza do Carisma e do ser Shalom. “Eu peguei uma boa parte de quando o Shalom era na casa comunitária da Comunidade de Vida, e me lembro muito bem dos grupos de oração, alguns eventos menores, as reuniões, orações. E a gente acaba pegando um carinho pelo lugar por ter tido algumas experiências. Mas é uma alegria imensa poder dizer também que a gente agora tem um centro de evangelização. Que a gente é uma missão Shalom com um CEv. Eu me lembro da correria que era pra levar as coisas para eventos, por exemplo, trazer de volta, e da oferta dos irmãos em fazer isso com amor. Ir e vir sempre que precisava, sem reclamar. A partir dessas atitudes, e muitas outras do pessoal da comunidade de vida também, eu entendi que o Shalom não é só um lugar, são as pessoas! As pessoas que compõem essa vocação maravilhosa. E agora, com o centro de evangelização, a gente pode deixar isso bem aparente para todo mundo. O jeito de ser Shalom na decoração, nas salas, em cada coisinha. A gente pode se sentir em casa e saber que a gente tem um lugar próprio para mostrar e viver essa vocação seja como vocacionado, consagrado, obra. É gratificante poder dizer que eu estou participando de tudo isso!”, explica.   A condução de Deus para a Missão e os CEvs Rodrigo Santos, consagrado da CAL, também conta como tem visto a mão do Senhor conduzir a Missão de Santo André pelos vários Centros de Evangelização.   “Acredito que a condução de Deus com relação às casas que nós passamos é a condução de Deus para o seu povo. O CEv é a nossa terra prometida, é onde a gente vai se estabilizar como missão. É como que o Senhor dizendo para nós: ‘Eu te tirei dessa terra para colocar nesta porque é para este povo que eu te enviei’. A região que precisa ser evangelizada”, explica. E completa: “Esses três anos sem casa nos deu a oportunidade de nos lançarmos no colo da Igreja que é mãe, sabe? E a Igreja local cuidou de nós. Nos deu apostolado! Pois nós não tínhamos como realizar o tanto de ações quanto nós desejávamos. Mas a Igreja nos deu lugar. Esse ser acolhidos como filhos da Igreja também foi uma condução de Deus. Nos deitamos no colo da Igreja, ela cuidou de nós, e Nossa Senhora do Carmo também cuidou da Comunidade nesse tempo em que nós ficamos sem Centro de Evangelização.”   Helena Sousa, consagrada da Comunidade de Vida, tem gratidão pelo tempo vivido e esperado.    “Para mim é uma grande demonstração do amor de Deus mesmo que a gente tenha esperado tanto tempo pra ter o CEv. Então eu acredito que o Senhor pensou nesse lugar, pensou como deveria ser. Nos deixou esperar, mas Ele pensou em tudo. As promessas que eu vejo se cumprindo são os nossos eventos, o último Seminário de Vida ‘Tenho Sede’, que

“Me senti extremamente amada! Meu coração ‘fez festa’”

Conheça a experiência de amor feita por Eliane no Renascer 2024   Neste Renascer, fui tocada por Deus de forma diferente, e que realmente não esperava… Muito embora eu já tenha tido encontros pessoais com Ele, caminhado com o Senhor, antes mesmo de conhecer a Comunidade Shalom.  Vale dizer também que, em 2023, experimentei e conheci o Carisma com um pouco mais de profundidade. Mas neste retiro fui surpreendida.   O cuidado íntimo e pessoal de Deus nos detalhes  O Pai fez questão de me responder através dos momentos de adoração, louvor e orações. Amo quando isso acontece! Pois Ele escuta atentamente tudo o que falamos, mesmo sem palavras: aquilo que sentimos e pensamos, tudo o que está no mais íntimo do coração. Nada passa despercebido aos Seus olhos e ouvidos.   Os irmãos: sinal concreto da ação e presença do Senhor Conheci vários irmãos maravilhosos, me senti em casa com essas pessoas incríveis, que se deixam mover pelo Espírito e tornam essa experiência ainda mais fantástica. Cada pregação, cada momento de louvor e adoração foram indescritíveis. Meu coração “fez festa”. Me senti extremamente amada, a presença do Espírito Santo foi muito forte, entre várias orações e palavras de ciência e sabedoria que recebi, houve momentos tão intensos que fiquei até anestesiada, sentada no chão, só apreciando a beleza de sentir esse amor, essa energia intensa e que ao mesmo tempo traz tanta paz e leveza! Fiquei desidratada de chorar, mas de alma lavada.   Gratidão que transborda o peito! Que benção é ter essas experiências de amor e a certeza de que somos filhos tão amados! Louvado seja Deus por esse retiro tão ungido e por toda a Comunidade Católica Shalom.   Eliane Américo Obra Shalom Missão Santo André (SP)  

Acamp’s All Tribes: “minha geração pode se reerguer e se curar”

O Acamp’s ALL Tribes foi, de fato, simplesmente impossível de descrever ou colocar em palavras… de expressar a magnitude e a profundidade de tudo que vi e vivi durante esses 4 dias de acampamento!  Lá se encontravam vários jovens de diferentes idades, fases de vida e lugares, mas certamente a intensidade do evento foi igual para todos durante cada pregação, cada animação e momento de adoração.   A experiência dos jovens me alcançou Diante de Jesus Eucarístico, era possível notar os jovens que já tinham uma certa proximidade com Deus, frequentes em paróquia ou até mesmo na própria Comunidade Shalom, mas era possível também ver aqueles que nunca experimentaram o verdadeiro amor, que é o amor de Deus… Jovens perdidos que ali se encontravam, com traumas de vida, confusos neste mundo onde as ideologias estão adoecendo as pessoas. E eles estavam ali, sentindo o poder do Santo Espírito, se abrindo diante do amor e da misericórdia de Jesus. Foi lindo ver a minha geração pular, cantar, gritar, dançar, adorando e louvando, ouvir todas aquelas vozes clamando e se rendendo ao amor verdadeiro e infinito.    Meu encontro pessoal com o Senhor Em todos os momentos de adoração, eu me senti profundamente amada por Deus, fui fazendo memória de tudo que vivi até agora e enxergando o Senhor em todas as situações. Saí de lá com o coração transbordando de alegria e com o desejo imenso que todos os jovens, principalmente aqueles que se sentem vazios, possam um dia ter a graça de participar de algo tão grandioso. Ir para o Acamp’s é verdadeiramente ir a um encontro pessoal com Jesus, é viver coisas indescritíveis e inexplicáveis, é ficar diante do amor mais puro e verdadeiro.    Enfim, há esperança para nós! O Acamp’s 2024 me fez acreditar que a minha geração ainda pode ser salva, que a minha geração pode se reerguer e se curar dessas coisas do mundo. Me fez mais uma vez entender o quanto Maria é grandiosa e o quanto é importante o poder da intercessão. Acima de tudo, a juventude católica é linda! Viver o Acamp’s é viver o amor e a misericórdia de Deus.   Tamires Rodrigues Obra Shalom Missão Santo André (SP)

“Se você decide conhecer Jesus, Ele te apresenta a você mesmo!”

Sempre fui de paróquia, mas eu nunca consegui ter uma profundidade. Então, eu frequentava tudo, mas superficialmente. Quando eu entrei na minha adolescência, eu comecei a vacilar com Deus. Ali comecei a querer descobrir novas coisas, comecei a ferir minha afetividade, além de ir muito pela cabeça das pessoas.  Enfim, queria me encaixar. Por esse motivo eu me distanciei do que Deus tinha para mim, mesmo permanecendo na paróquia. Vivia uma vida de mornidão. Lá e cá.    A primeira experiência e os traços do Carisma Foi quando, lá pelos 14 anos, a minha irmã me convidou para participar de um encontro E.J.C. chamado “Aliança de Israel”. Aceitei.   Esse encontro me deu uma experiência muito forte. No segundo dia à noite, houve uma espécie de peça sobre a Paixão de Cristo e no final aparecia um Cristo Ressuscitado. Um indicativo do Carisma Shalom já.  Ele deixava que nós o abraçássemos. Quando o abracei, me senti então a pessoa mais pecadora do mundo e me joguei aos pés dele, que me acolheu e me disse: “Eu te perdoo, minha filha”. Ele não sabia de nada, nem sobre como eu estava me sentindo.   A minha inconstância e a insistência de Deus Me decidi novamente por Deus, mas mesmo assim essa determinação só durou dois meses. Era uma grande experiência que não teve continuidade porque não se aprofundou na intimidade com o Senhor. E continuei a minha vida. Então, um pouco antes de eu começar a faculdade, frequentar festas etc, eu ainda servia na paróquia. Fui a uma formação e aí Deus mexeu muito comigo em relação a uma vocação. Na época eu estava namorando, não me sentia bem no meu relacionamento, mas não entendia bem porque para mim só existiam as freiras e o matrimônio como opção.  Teve uma adoração em que eu chorei muito e a minha coordenadora veio rezar por mim.  Ela falou: “Você viu o pregador de hoje que estava nessa formação? Ele é do Shalom. É uma comunidade católica. Eu te vejo lá.” Aquilo feriu meu coração de uma maneira muito forte. Mas, mais uma vez, não dei continuidade. Sempre fui muito inconstante,  Terminei meu relacionamento e continuei com a vida velha que levava e me aprofundando nela. Deixei de lado a igreja e só ia na missa aos domingos.    Firmando os passos para Deus no Carisma Shalom Na pandemia eu comecei a ficar mais reclusa, comecei a sentir saudades das coisas de Deus. Até que um dia me deu um estalo! Me lembrei do que a minha coordenadora tinha dito sobre o Shalom e fui pesquisar no YouTube, no Instagram, em tudo! Achei lindo tudo aquilo! E enviei mensagem pelo Instagram, pedindo para começar o vocacional. Na época, tudo já estava em andamento e entrei no grupo de oração. Porém, ainda na vida que levava. Nesse período, começaram a acontecer muitas coisas complicadas. Perdi uma pessoa importante para mim e isso foi me causando uma tristeza muito grande, ia me perdendo cada vez mais em mim mesma. Eu nunca partilhava nada com ninguém.  Foi no Seminário do Alegrai-vos onde senti um retorno daquela alegria que eu tinha. Me animei e fui me aprofundando mais no Shalom, mesmo com quedas. Meus pastores me acompanhavam e me lançavam em tudo. Isso foi me distanciando das festas e das más amizades…   Vocacional: o divisor de águas Ainda insistia na vida velha, mas ela teve um fim quando eu comecei a fazer o Vocacional. Quando eu estava rezando com o “Enchei-vos”, me deparei com a passagem da pecadora caída e aquilo foi uma recordação da minha experiência com Deus.  Assim que eu olhei para aquilo, na oração, percebi algo de diferente e disse: “Eu sou chamada a dar a minha vida porque um dia Ele teve misericórdia de mim. Essa foi a minha experiência com Ele, experiência de misericórdia. Então eu preciso dar a minha vida a Ele”. E ali comecei a entender que eu era chamada à Comunidade de Vida. De início, não quis. Queria seguir Jesus, mas não daquele jeito… e comecei a fugir daquilo.   A Fuga em contraste com a decisão de Deus por mim Teve o Retiro Final e eu estava decidida a não ir. Fui, então, viajar ao Paraná. Lá uma tia minha, que é da igreja, falou que queria fazer um cenáculo na casa dela, me convidou e não sabia o que estava se passando comigo. Uma amiga dela, desse mesmo grupo de oração, veio rezar por mim. A moção foi a seguinte: “Eu vejo que o Senhor te levou para o lugar que você nasceu para viver nele, mas que muitas coisas te prendem aqui: sua família, seus amigos. Mas ele já está arrumando suas malas. Chegou sua hora. Vejo um homem pegando uma adolescente no colo e ele me fala que essa foi a tua experiência com ele.” Chorei demais e tive uma inquietação de decisão. Voltei para São Paulo, fiz o Retiro Final, mas não era o momento ainda de pedir ingresso, pois eu ainda estava muito dividida.    Conhecimento de Deus e de si. Enfim, o meu “Sim”!  No início do outro ano, que foi o meu segundo ano de vocacional, eu desci a fundo em mim mesma. Percebi que o que me faltava desde a minha experiência com Deus aos 14 anos de idade era a decisão. Jesus é aquele que bate na porta. Mas se você não abrir, ele não entra. Porque ele é educado. Ele deixa a gente livre. Começou um processo de organização interna e limpeza das minhas feridas, meus comportamentos. Como se Deus entrasse no meu quarto todo bagunçado e falasse: “Vamos arrumar aqui primeiro e, quando você arrumar isso, você vai entender a sua vocação”. Fui compreendendo nesse processo quem eu era. De modo que, quando chegou no retiro final, já não havia nada a não ser dar o meu “sim”. Comecei a olhar para minha vida e perceber que tudo que me faltava e me questionava encontrava respostas na

Os pobres e a expedição de Chaves: uma experiência que transformou a minha vida!

Meu nome é Leila, tenho 28 anos, um filho e sou vocacionada na missão de Santo André (SP). Participei da Expedição Chaves no início deste ano. Chaves é uma Ilha do Marajó (PA). É um lugar lindo e que possui muita riqueza de açaí, por exemplo.  Os moradores são simples e trabalhadores. Não são pobres que vivem apenas na miséria, mas pessoas que precisam de esperança, fé e empatia.  Há, sim, algumas realidades e histórias que chocam os nossos olhos e ouvidos, mas são pessoas acolhedoras que precisam conhecer o amor de Deus.   Uma nova percepção e olhar sobre os pobres Eu não conhecia Chaves. Fui para lá com a intenção de ajudar os “pobres marginalizados”. Aqui em casa eu sempre tive essa influência de ajudar. Minha família fazia marmita para entregar na rua… e então eu decidi ir além, fora da minha zona de conforto, e ajudar pessoas mais necessitadas e distantes. Quando cheguei no local, percebi que não era apenas ajudar os pobres. Significa muito mais do que isso. Os pobres são pessoas, gente de carne e osso, que têm alma. Eles são crianças, idosos, mulheres, adolescentes… São pessoas que perderam a sua esperança, e muitas até mesmo perderam a sua dignidade. Então é muito mais do que ajudar, é preciso dar novamente a fá e esperança, devolver dignidade.   Evangelização que transforma  Quando saímos para evangelizar, eu pensei: “Ah, agora vamos evangelizar como evangelizamos em São Paulo!” Imagina! No primeiro dia, eu já pude notar que não. Aquelas pessoas precisavam muito de mim, mas não precisavam da minha dó. Precisavam do meu amor, do meu coração, de oração, e especialmente que apresentássemos Deus a elas. Acredito que ir para Chaves me fez olhar o ser humano com um olhar diferente. O olhar de misericórdia, de amor pelo meu próximo, de cuidado, de prestar atenção às necessidades dos pobres que estão ao meu redor. Pobreza que, muitas vezes, não significa a necessidade fisiológica e monetária, mas espiritual.    Os pequeninos e a Face de Cristo O que mais tocou meu coração em Chaves foi a questão das crianças. Tive muito contato com elas por ter ficado no Seminário Kids.  Pude ver Jesus Cristo na face de cada uma delas. Muitas ficam muito na rua, não vão para casa, não tomam banho, não comem… Às vezes, vão comer apenas o lanche que oferecemos no evento.  Elas sabem que os missionários estão lá para ajudar e estão acostumados com a expedição, mas tem sempre algo novo. Cuidar delas naqueles poucos dias transformou a minha vida.   Que o Senhor nos dê visão para enxergar os perdidos Esse mês eu peço a Deus que coloque não só em meus olhos, mas no de todos nós a visão da misericórdia! Para enxergar os pobres de outra forma, ver que eles são seres humanos, gente como a gente, mas que precisam conhecer Deus, que precisam resgatar a sua fé e sua esperança.   Nós podemos mudar a vida do outro com pequenos atos. Eu só pude ficar 15 dias em Chaves, enquanto outros voluntários puderam ficar meses. Mesmo assim, eu dei o meu melhor. Ainda que seja pouco, que possamos enxergar os pobres como eles merecem ser vistos. Sem serem marginalizados. Desejo que também você possa ajudar a trazer de volta o amor de Deus para a vida deles.   Leila Morais Vocacionada Shalom Missão Santo André (SP)   Neste mês, participe de uma ação concreta pelos pobres com a Missão de Santo André (SP). Dia 29.11.2023, às 20h. Em breve, teremos mais informações no Instagram @shalomsantoandre. Esperamos por você!  

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