No dia 3 de março, do ano passado, diante de Jesus na adoração do Renascer, eu fui alcançada. Não foi emoção passageira. Foi um encontro. Foi como se o Senhor segurasse o meu rosto e dissesse, com uma doçura firme: “É aqui. É comigo.”
Eu me senti pequena… e ao mesmo tempo infinitamente amada. Constrangida por um amor que não acusa, mas cura. Que não expõe, mas restaura. Naquele instante, algo dentro de mim foi deslocado. Eu não saí dali a mesma.
Meu jeito de falar mudou. Meu jeito de me vestir mudou. Meus pensamentos, minhas escolhas, minhas prioridades… tudo começou a ser atravessado por esse Amor. Porque quando Deus nos toca de verdade, Ele não reforma só uma parte. Ele faz novo.
E o mais bonito é que Ele me chamou à radicalidade. Não por obrigação, mas por atração. Porque o amor d’Ele é tão grande que não cabe numa vida morna. Ele transborda. Ele pede um sim inteiro.
Hoje, quase um ano depois, volto à mesma escola. O mesmo lugar onde Ele me encontrou. Mas eu já não sou a Pillar de março de 2025. Hoje, Henrique e eu estamos aqui como servos, como uma oferta total ao Senhor.
E mesmo estando longe do nosso Amazonas, descobrimos que nunca estivemos sozinhos. Deus nos deu uma família aqui. Um povo. Um abraço que nos acolheu como filhos. E essa família tem nome: Shalom Maceió.
Filhos amados, recém-vocacionados, hoje só existe uma verdade que ecoa dentro de nós, em cada serviço, em cada renúncia, em cada sorriso cansado no fim do dia:
Deus venceu.
Maria Pillar
