Formação

O desejo por Deus

comshalom

Esta semana, uma revista de grande circulação nacional publicou entrevista com Charles Melmam, psicanalista francês, seguidor de Freud, que estará visitando o país para um seminário na capital carioca. Segundo ele , assistimos hoje ao fim da instituição familiar e isto pode gerar conseqüências desastrosas inimagináveis .

Mais adiante, um comentário chama atenção. Ao tratar dos jovens, público que cada vez mais tem se interessado por fazer terapia, enfático disse:

– Isso (interesse por psicanálise) se dá não porque reprimam seus desejos, mas por não saberem o que desejam.

Chega a ser irônico, por si só, tal afirmação. A psicanálise Freudiana se baseia principalmente nos deleites sensitivos, na busca e satisfação deles. Para Freud, de maneira bem rasa, a “felicidade” estaria numa satisfação de necessidades, desejos, libido muitas vezes.

Essa afirmativa é emblemática. Uma bandeira branca de rendição hasteada bem alto pela psicanálise. Frustrada, sem respostas, vazia. Melmam descobriu finalmente e o que para nós Cristãos fortaleceu-se como verdade depois de nossa experiência com Deus:

– O Homem tem apenas um desejo, e que ele desconhece, o Desejo por Deus.

A psicanálise parou aqui. Constatou o desejo que o homem ignora, e não pode ir à frente, já que todo permissivismo moderno desaguou num nada de sentido. Todo o caminho de busca por prazer de Freud restou, enfim, inócuo. Tudo já foi feito, tudo já foi experimentado, provado, usado. Ainda assim, sobra um jovem vazio sem saber o que deseja. Quão contraditória ela se tornou.

Agora que a psicanálise e todas as suas teorias pararam, nós, pequenos e de pouco conhecimento teórico, começamos!

Partimos para o mesmo mundo abandonado pela psicanálise e por todas as teorias pessimista, céticas, desumanas. Partimos armados com a certeza de que embora o mundo que nos espera desconheça o desejo que tem, ignore-o, despreze-o, ridicularize-o, galgamos a certeza inalienável de que o DESEJO existe. Não se trata de mera imaginação, conveniência, cultura, formação, circunstância. Não! Todo homem deseja a Deus. Todo jovem, por pior que seja a circunstância no qual está imerso, por mais hostil que seja seu discurso, deseja o Cristo.

Precisamos antes de tudo, fortalecermos nesta experiência. Provarmos do nosso próprio desejo por Deus, e de seu amor nos saciando. É triste, mas por muitas vezes, nós somos os primeiros a desconfiar deste desejo. Isso fica notória em todas as vezes que nos esquivamos de Evangelizar, seja por que nos sentimos desconfortáveis diante da uma pessoa de uma cultura diferente, costumes diferentes, modo de pensar diferente, classe social diferente. Nossa hesitação esta imersa na verdade em uma grande questão:

– Acreditamos pouco no nosso desejo fundamental por Deus, e por isso, acreditamos menos ainda no desejo do outro por Jesus.

Mas esse desejo é real. Existe em mim e em você. Existe em todo homem que o desconhece. Acreditemos mais, amemos mais. Evangelizamos muito mais.


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