Formação

O desmonte familiar

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A família é a mais antiga e mais importante das grandes ordens dacriação. Ela foi idealizada e instituída pelo próprio Deus. A suasobrevivência está cada vez mais difícil e desafiadora. Os valoreséticos e morais são pisoteados com muita naturalidade. O mundo quecerca a família – homem e mulher, casamento, fidelidade, monogamia,divórcio, aborto, etc. – tornou-se perigoso, escorregadio, sem limites,sem respeito, sem grandes perspectivas. Há maus exemplos, perigos detodos os lados e muitas famílias em ruínas e escombros morais.

Famílias incompletas: este é o maior resultado da desvalorização dosvalores morais. As pesquisas mostram que, enquanto os casamentosaumentam 3,5% ao ano, as separações crescem mais de 15%.

Nossa sociedade incentiva cada vez mais o sexo pré-conjugal, levandoos relacionamentos passageiros. Isto aumenta a infidelidade e gera maisseparações.

As pessoas de nosso tempo vivem em busca do prazer e da felicidade.Para isso precisam suprir necessidades físicas e emocionais.Relacionar-se com alguém supre tais carências. Mas no momento em que osproblemas aparecem, tudo o que levou o casal a se unir acaba. Vem aseparação e as pessoas começam novamente a busca por aquele que os façafeliz. Assim, vão se envolvendo em relacionamentos passageiros, onde oscasamentos são feitos e desfeitos, deixando um rastro de famíliasfragmentadas.

Mas estes não são os valores que Deus nos deu para família e omatrimônio. Em (Gn 2,18-25) temos a primeira menção clara na Bíbliasobre a união de um homem e uma mulher com o objetivo de formarem umafamília.

Deus disse: “Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer para elealguém que o ajude como se fosse a sua outra metade.” (Gn 2,18) Ser“outra metade” significa muito mais do que apenas “ajudar”. É umcompletar as necessidades do outro e não as de si mesmo. Se Deus fazparte dessa união, então as necessidades espirituais também serãosupridas.

Daí, homem e mulher, unidos por Deus, se tornam uma só pessoa, numa só fé, debaixo das bênçãos de um único Senhor.

Quando um casal se separa, não é apenas o matrimônio que termina, esim, toda a família. Homem e mulher ficam incompletos em todos ossentidos, pois casamento é mais que união. Casamento é a mistura deduas vidas, que se tornam apenas uma, e que, por mais que se tentenunca se conseguirá desunir por completo.

Homem e mulher não foram feitos para viveram sozinhos, e nem paraficarem casando e descasando ao mero acaso ou por conveniência (6ºMandamento). “O casamento, conforme criado por Deus é para que o homeme a mulher digam: “Agora sim” Esta é a carne da minha carne e osso dosmeus ossos.” (Gn 2,23). Por isso o apóstolo Paulo diz em Ef 5,28: “OHomem deve amar a sua esposa assim como ama o seu próprio corpo. Ohomem que ama a sua esposa ama a si mesmo”.

É no matrimônio que Deus quer que os filhos sejam gerados. Marido,mulher e filhos formarão uma família completa, para sempre. Assim, osfilhos crescerão num lar com os valores que vem da Palavra de Deus eterão em casa o melhor exemplo para formar a sua futura família, pois“Família e matrimônio são instituições de Deus sem as quais o serhumano perde o rumo e o sentido de sua existência” (Paulo P. Weirich)

O FUTURO DA IGREJA

Uma pesquisa nos Estados Unidos que revelou que 1 em cada 5adolescentes disse que sua maior preocupação é “não passar temposuficiente com os pais”. Outra pesquisa nos EUA mostrou que, quando omarido e a esposa trabalham, eles conversam um com outro em média deapenas 12 minutos por dia.

A qualidade das relações na sociedade passa pelas relaçõesmatrimoniais e entre pais e filhos. Este assunto é muito importantepara Deus. Três dos Dez mandamentos se relacionam diretamente com avida em família: “Respeite o pai e a mãe, para que você viva muitotempo na terra que estou lhe dando.” (Ex 20,12) “Não cometa adultério”(v. 14) e “Não cobice a casa de outro homem. Não cobice a sua mulher”(v.17). Temos na Escrituras muitas diretivas especificas que expressamas expectativas do Senhor Deus sobre o casamento, sobre as relaçõesentre pais e filhos, sobre a vida em família. O que Jesus Cristo deixoudito serve como orientação nos relacionamentos individuais, sociais efamiliares. Quando Jesus disse “Amem os seus inimigos e orem pelos queperseguem vocês” (MT 7.12), e “Assim como eu os amei, amem também unsaos outros” (Jo 13.34), certamente pensou nas relações familiares, ouseja, no lar.

É plausível para Igreja apoiar o plano de Deus para família e aomesmo tempo ser uma comunidade que mostra compreensão, prove compaixãoe promove os lares que necessitam reconstruir a vida em família paraque a sociedade seja reconstruída igualmente. “O futuro da Igreja e dahumanidade depende da família” afirmou o Papa João Paulo II.

FAMÍLIA BENDITA E FAMÍLIA MALDITA

“Bênção sobre a cabeça do justo, mas a boca dos ímpios encobre aviolência. A memória do justo é bendita, o nome dos ímpios apodrece. Ojusto que se comporta honestamente: Felizes seus filhos depois dele”.(Pr 10,6. 7; 20. 7).

Faz algum tempo, uma revista da cidade de Nova York publicou umestudo realizado sobre as famílias norte-americanas. De um lado estavao lar de Maximiliano Jukes, homem incrédulo, casado com uma jovem tãoirreligiosa quanto ele. Até o momento que se completou o referidoestudo, observou-se que seus descendentes foram 1206, dos quais 300morreram cedo; 100 foram encarcerados por vários delitos; 109 seentregaram ao vicio e a imoralidade; 102 puseram-se a beber; toda essafamília custou ao estado de Nova York 1.100.000 de dólares.

Por outro lado, examinou-se a família de Jonathan Edwards, (grandeteólogo) homem cristão, que se uniu em matrimônio com uma mulher tambémcristã. Seus descendentes foram 729, dos quais 300 foram pregadores; 13foram reitores de universidades; 6 autores de bons livros; 3 deputados,e um vice presidente da nação. Essa família não custou um dólar sequerao estado.

A grande diferença em ambas as famílias não se deu por mero acaso.Enquanto a primeira colheu os resultados da depreciação da fé, asegunda desfrutou prosperidade e beneficiou a sociedade como fruto deuma fé devidamente inculcada e praticada. O marcante contraste entre asduas referidas famílias ilustra o inegável poder da fé em Deus como umaforça espiritual que eleva e enobrece os lares onde ela é cultivada comsabedoria.

Uma das causas do descalabro mundo que tanto nos aflige, e quecomeça por lares mal estabelecidos, é precisamente a ausência de fécristã no coração do homem e no coração da sociedade: O lar. E comoconseqüência de tal materialismo descrença, insensibilidade espirituale incredulidade, o mal prolifera em toda parte e se desenvolve semcontrole. Quer dizer, a decadência típica de nossa civilização obedecea um abandono geral dos valores permanentes que promanam de Deus e dafé nele.

Se a fé cristã fosse cultivada em todos os lares, não existiriarebeldia por parte dos filhos, nem delinqüência juvenil, nem afeição àsdrogas, nem prostituição, nem tampouco os males característicos dosnossos dias.

“Ensina a criança o caminho que deve andar, e mesmo quando for velho não se desviará dele” (Pr 22,6).

“Crianças não nascem criminosas. Nenhuma criança vem má ao mundo. Setêm problemas, precisam de cuidados, não de uma Colônia Penal. 80% dosseres humanos são concebidos por acaso”.


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