Formação

O Natal verdadeiro: Consolo e ternura…

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Para tentar traduzir um pouco o sentido do verdadeiro Natal, assim diz uma linda canção da Comunidade Católica Shalom: "É Jesus, mão forte do Senhor, consolo e ternura, do Pai, olhar de amor". E pensei comigo nesses dias: Foi tão lindo quando lá em casa nos reunimos para decorar a casa, preparar a o presépio rústico e aconchegante, , o cartaz, as velas, preparar a celebração da noite e o presente com cartão para homenagearmos aquele irmão por quem rezamos naquela semana. Estávamos realmente felizes e desejosos de vivermos o Mistério Eucarístico à noite, e podermos rezar e proclamar com toda a Igreja o que dizia a primeira leitura: "Alegrai-vos e exultai ao mesmo tempo, ó ruínas de Jerusalém, o Senhor consolou seu povo e resgatou Jerusalém" (Is 25,7-10).

Sim, Senhor, nós fomos consolados ainda quando olhávamos para os irmãos e sentíamos ser cada um, parte de nós, nas suas virtudes, dons e mesmo limitações. Compreendemos que o Natal, para ser verdadeiro, precisa começar dentro de nós e na nossa casa. Uma verdadeira ternura brotava do Menino-Deus no coração dos nossos irmãos. Daí foi uma "grande surpresa" quando, derrepente, nossa campainha tocou e um menino maltrapilho, mas sorrindo, pediu-nos um pouco de comida. Não hesitamos em tão logo sermos generosos na sua necessidade. O alimento foi dado acompanhado de um feliz Natal e um "Deus te abençoe!". Depois algo dentro de mim ficou diferente e, acredito, em todos. Na verdade o Menino-Deus se antecipara a nós e desta vez o sinal foi a acolhida dos irmãos uns para com os outros. Compreendemos que a reconciliação e a acolhida ao outro preparam o melhor presépio, o melhor natal, a melhor manjedoura que é o nosso coração, para reconhecer o menino que veio.

 Aquele menino na nossa porta foi uma antecipação de Deus a nós para nos salvar até mesmo do "nosso natal", pois também estávamos tão encantados com as lindas luzes das velas da decoração, com os enfeites da árvore de natal, com as comidas e nossas arrumações, mas, o que precisávamos mesmo era do olhar do Pai. Só Jesus é esse olhar do Pai que nos consola de toda nostalgia de Deus e nos ajuda a viver a ternura do seu amor. Ainda que o clima de fraternidade seja sensível neste tempo, só Jesus nos traz a perfeita reconciliação, e isso nos recordou "aquele menino" na nossa porta. A ternura de Deus nos visitou e amou! Não sei se "salvamos o Natal" daquele menino maltrapilho, ou se deveríamos ter feito mais por ele, não sei, Deus conhece nossa consciência e nossas limitações quanto ao amor, o que sei é que aquele menino conseguiu nos dizer, com o seu sorriso enquanto recebia o alimento: "O Natal é Jesus, olhar de amor do Pai!". Aquele "menino" nos encheu de ternura e foi para nós consolo, "salvou" o nosso Natal. Na eucaristia durante a noite, enquanto o sacerdote elevava o Corpo e Sangue do Senhor, eu visualizava aquele menino sorrindo. Sim, é Natal!

Um Santo e Feliz Natal ao teu coração. Seja ele visitado pela mão forte do Senhor; Seja ele visitado pelo consolo e pela ternura de Deus.
"É a tua face, Senhor, que eu procuro!" (Sl 27, 8)


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