Formação

Pai, acorda-nos deste sono!

comshalom

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}–>

Um breve comentário sobre o 1º Domingo do Advento – ano B -2008

A liturgia deste Primeiro Domingo do Advento é de umasingularidade admirável por trazer no seu contexto uma mensagem atualíssima. Oprofeta Isaías expressa a Deus o questionamento que existiu sempre no coraçãode todo homem, seja de quem tem fé ou não, sobre o mistério do sofrimento e domal: "Senhor, tu és nosso Pai, nosso redentor; eterno é o teu nome. Comonos deixastes andar longe dos teus caminhos e endurecestes nossos corações pranão termos o teu temor?" (Is 63, 16). Não é este o grito do ateísmo moderno,que chama Deus de Pai não porque experimenta pessoalmente do seu amor, mas paracobrar-lhes as suas obrigações? Mas também não é este tantas vezes oquestionamento de quem se encontra nos caminhos do Senhor? Pai, sendo Deus, porque este mal na minha vida, esta doença na minha família, este adultério no meumatrimônio, essa perda de quem eu amava e essa crise de fé? Pai, por que muitosestão vivendo às apalpadelas e neste sono profundo da consciência, trazendoassim uma vida triste, sem paixão, sem entusiasmo e sem transformação interior?Pai, ilumina a vossa face sobre nós, se voltardes para nós seremos salvos (cf.Sl 79).

 

Uma coisa precisa ficar clara: a súplica do crente não podeser de forma alguma comparada ao desespero e à revolta de quem se recusa a crerpor ter seu coração obscurecido pela falta de humildade e gratidão. O apóstoloPaulo agradece a Deus pelo que nos foi concedido em Cristo: "fomosenriquecidos em tudo (…), nós que guardamos a Revelação não temos falta denenhum dom" (cf. I Cor 1, 4-8). A gratuidade da Salvação de Cristo nasnossas vidas requer, necessariamente, o uso da nossa liberdade e da nossaadesão. "Esta Salvação estará sempre confiada à nossa liberdade porqueDeus nunca quer anular essa liberdade", diz o Papa Bento XVI. Requer omínimo desejo de sermos despertos da sonolência da indiferença de Deus ou denão desconfiarmos de que sua Providência continua conduzindo o barco dahistória do mundo e das nossas vidas, independente do que nos aconteça. EmCristo nossa fé e nossa história nunca será um fracasso total, ma sempre haveráa luz da esperança de uma vida nova. "As grandes mudanças nos afligem –inclusive nas nossas vidas – , mas não nos confundem. Antes, desafiam-nos adiscernir os sinais dos tempos", diz uma nota da CNBB (cf. DGAE,2008-2010).

 

Os sinais dos tempos nos convidam para que não durmamos nanossa missão de amar na Caridade de Cristo e conduzir os outros ao amor deDeus. A vigilância a que somos convidados pelo Evangelho não se trata deconsiderar Deus um vigia carrasco, castigador, cobrador de atos fiéis, não,este não é o Deus de Jesus Cristo, mas esta vigilância se trata da felizesperança para a qual ele nos convida a passos apressados, porque Deus nãodeseja que fiquemos longe do seu amor ou vivendo a gratuidade desse amor deforma banal e sem compromisso com a nossa e a salvação dos outros. Não temos odireito de negligenciar a plenitude dessa felicidade, omitindo-a a tantos quedormem em sono profundo. Que a nossa vida e fé sejam para nós e para esses umacontínua súplica: "Pai, acorda-nos deste sono!".

Rezemos neste dia com toda a Igreja a mais perfeita oraçãode esperança: Senhor, que a participação nossa nos teus mistérios não nos façaviver como quem não tem esperança ou como quem dorme sem fazer a experiência dainesgotável bondade do teu coração. "Fazei que eles nos ajudem a amardesde agora o que é do céu e, caminhando entre as coisas que passam, abraçar asque não passam." (cf. Oração depois da Comunhão). Assim seja. 


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *