Igreja

Papa Francisco: Não se pode seguir Jesus sem liberdade

O Papa pediu que rezemos hoje pelos defuntos que morreram por causa da pandemia. Os que morreram sozinhos, sem a carícia de seus entes queridos, muitos deles, nem mesmo com o funeral.

Papa Francisco: Não se pode seguir Jesus sem liberdade
Na Missa desta terça-feira (05/05), na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa pensou naqueles que morreram por causa do Covid-19, sozinhos, sem a carícia de seus entes queridos e sem o funeral. 
Na homilia, o Papa falou sobre a liberdade e elencou algumas atitudes que nos impedem de fazer parte das ovelhas de Jesus: a escravidão das riquezas, a rigidez, o clericalismo, a preguiça e o mundanismo. Segundo ele, sem liberdade não podemos caminhar rumo a Jesus.
 
Isso – disse o Pontífice – suscita em nós uma dúvida: eu creio? O que me detém diante da porta que é Jesus? “Há atitudes prévias à confissão de Jesus. Também para nós, que estamos no rebanho de Jesus, são como ‘antipatias prévias’, que não nos deixam seguir adiante no conhecimento de Jesus.”

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Obstáculos para um seguimento autêntico

O primeiro obstáculo é a riqueza: “Também muitos de nós, que entramos pela porta do Senhor, depois nos detemos e não seguimos adiante porque somos aprisionados nas riquezas. Jesus foi duro com as riquezas, porque são um impedimento para seguir adiante. Mas devemos cair no pauperismo? Não. Mas não ser escravos das riquezas, não viver para as riquezas, porque as riquezas são um senhor, são o senhor deste mundo e não podemos servir a dois senhores. As riquezas nos detém”, recordou o Papa.

“Outra coisa que impede de seguir adiante no conhecimento de Jesus, na pertença a Jesus – disse – é a rigidez: a rigidez de coração. Também a rigidez na interpretação a Lei. Jesus reprende os fariseus, os doutores da Lei por essa rigidez. Que não é fidelidade: a fidelidade é sempre um dom a Deus; a rigidez é uma segurança para si mesmo.”

Francisco contou um episódio: uma senhora que tinha participado de um matrimônio sábado à tarde perguntou-lhe se valia como Missa dominical, porque as leituras eram diferentes e temia ter caído em pecado mortal, porque tinha ido a “uma Missa que não era verdadeira, porque as Leituras não eram verdadeiras”, segundo ela.

“Aquela senhora pertencia a um movimento eclesial… Rigidez. Isso nos distancia da sabedoria de Jesus e lhe tira a liberdade. E muitos pastores aumentam esta rigidez nas almas dos fiéis, e essa rigidez não nos deixa entrar pela porta de Jesus”, alertou.

O Papa descreveu outro impedimento: a preguiça. Aquele cansaço que “nos tira a vontade de seguir adiante”, e “leva você à tepidez e lhe faz tornar-se morno. A preguiça… é outra coisa que nos impede de seguir adiante”, pontuou o Papa, sobre mais um dos aspectos da verdadeira liberdade.

Outra atitude ruim, segundo o Pontífice, é o clericalismo, porque representa se colocar no lugar de Jesus. “Isso é assim e assim; e se você não faz assim, não pode entrar.” Um clericalismo que tira a liberdade dos fiéis, foi o que frisou o Papa. “É uma doença, esta; muito ruim, na Igreja: a atitude clericalista”, exortou.

“Outra coisa que nos impede de seguir adiante no conhecimento de Jesus – ressaltou o Papa – é o espírito mundano. Quando a observância da fé, a prática da fé, acaba em mundanismo. E tudo é mundano. Pensemos na celebração de alguns sacramentos em algumas paroquias: quanto mundanismo há ali! E não se entende bem a graça, a presença de Jesus.”

No fundo, falta liberdade

“Em todos essas atitudes – afirmou o Papa – falta a liberdade. E não se pode seguir Jesus sem liberdade. É claro, às vezes a liberdade vai além e alguém escorrega – observou Francisco –, mas pior é escorregar antes de começar a caminhar rumo a Jesus.”

Ao final da homilia, o Papa pediu ao Senhor que “nos ilumine para ver dentro de nós se existe a liberdade de caminhar rumo a Jesus e nos tornar ovelhas de seu rebanho.”

Oração

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós! Amém.

 

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