Formação

São Paulo e o alto preço da Missão

comshalom

Padre Geraldo Gabriel de Bessa
Diocese de Divinópolis/MG

Deus sabe o que faz e com quem pode contar para anunciar oEvangelho. A vida do missionário, no entanto, não é fácil e nem poderiaser diferente, para quem segue os caminhos de Jesus. O Mestre, aliás,já havia alertado para isso: “Quem quiser me seguir tome sua cruz esiga-me”. Além disso, afirmou: “se perseguiram a mim haverão deperseguir também a vocês”.

São Paulo pagou um alto preço para atender ao chamado de Cristo. É bomentender, que antes de sua conversão, ele também perseguiu os cristãos.Ao mudar de posição, foi visto com desconfiança dos dois lados: Oscristãos ainda não confiavam nele; os judeus o viram como um “traidor”da religião tradicional. O certo é que Paulo, após ser “apanhado” porCristo, ficou sozinho! Assim como Cristo passou pelo deserto antes deabraçar sua missão; Paulo também enfrentou a solidão e o abandono parareadquirir a plena posse de si mesmo, enquanto homem novo, marcado pelagraça de Deus. Chegou a dizer: “Todos me abandonaram…” Após suaconversão, Paulo passou por um “retiro espiritual” prolongado. Ele deveter se convertido aos 28 anos e somente viajou em missão aos 41. Comessa idade já estava pronto para se entregar totalmente a Cristo. Porisso disse: “Vivo, mas não sou eu quem vive; é Cristo que vive em mim”.Em suas viagens, o que não faltaram foram conflitos e provações. Vourelacionar apenas alguns para que você tenha uma idéia:

– Em Patmos enfrentou um conflito com um “curandeiro” local (Atos 13, 6-12);
– Conflito com os judeus (Atos 14, 1-5);
– Foi ignorado em Atenas (Atos 17,32);
– Os judeus conspiraram contra ele (Atos 20,3);
– Foi apedrejado em Listra (Atos 14, 9)
-Enfrentou um conflito com a religiosidade popular manipulada pelo poder econômico (Atos 19, 24 ss);
– Esteve preso mais de uma vez (Filêmon 1.9);
– Naufragou e foi picado de cobra (Atos 28, 3-6);
– Foi abandonado por todos ( 2Timóteo 4,16).

Esses foram alguns conflitos que São Paulo enfrentou corajosamentepara pregar o Evangelho. Além desses, não podemos esquecer a falta derecursos, fome, frio, sede, noites mal dormidas e muitas perseguições.Teve que “matar um leão por dia” para evangelizar. Mas em tudo isso,“tirou de letras”. Estava certo do amor de Cristo. Em sua carta aosRomanos (Rm 8,35) afirma: Nada vai nos separar do amor de Cristo. Nem atribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada, morte,vida, anjos… Em tudo isso, somos mais do que vencedores. Se Cristo épor nós, quem será contra nós?

Refletir sobre São Paulo faz a gente pensar no quanto somos pequenose lentos para as coisas de Deus. Fazemos pouco, quando poderíamos fazermuito mais. Facilmente arranjamos desculpas para não assumir umcompromisso na Igreja. Uma teia de aranha nos impede de evangelizar!Alguns acham difícil, até participara da missa uma única vez na semana!Temos um número grande de católicos, mas poucos, de fato, assumem oscompromissos do batismo. Que São Paulo nos ajude e nos dê forças paraservir a Cristo, nosso Senhor!


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *