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Shalom Belém celebra 14 anos: Conheça histórias de frutos da misericórdia de Deus

Uma história de amor que nasceu no coração de Deus desde todo o sempre, e começou a se concretizar em 2006. Assim pode ser descrita a obra Shalom de Belém (PA), que completou no dia 1º de maio 14 anos de criação.

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Doze casais e um grupo de jovens deram início à caminhada da missão da Comunidade Católica Shalom em Belém (PA). Hoje, a Comunidade conta com casas comunitárias, uma programação intensa de evangelização, que engloba formações, cursos, seminários de vida no Espírito Santo, dois centros de Evangelização, um em São Brás e outro na Cidade Nova em Ananindeua (PA), além da abertura da escola de Evangelização em Icoaraci.

Para Helena Maria Guerra, consagrada da Comunidade Aliança há 9 anos, a palavra que resume toda a sua história com o Shalom de Belém é gratidão.

“Acredito que em virtude da graça, os desafios não foram tão fortes. A nossa palavra hoje é gratidão a Deus por nos ter permitido viver aqueles cinco anos de amigos do Shalom e todos esses anos na missão. Então, assim, foi uma grande pesca milagrosa. Hoje a Comunidade Aliança tem quase 200 membros. Ver os jovens, as casas comunitárias, a evangelização, ver a criação de escolas, a primeira que abriu em Ananindeua e outra agora em Icoaraci, para nós, é fruto da oferta do sim de muitos”, afirma.

 

Oração firme

Com uma memória viva e detalhada sobre como foram os anos de caminhada, espera e confiança nos planos de Deus, Ana Lúcia Pereira, também consagrada da Comunidade Aliança há um ano, conta que em suas orações pedia pelo povo fervoroso de Belém, a exemplo do que ela já experimentava nos encontros e formações no Shalom de Fortaleza.  

“Por muitos anos, eu, meu esposo e mais um casal, viajávamos muito para Fortaleza para participar dos eventos que tinham lá e, em todas aquelas vezes, eu tinha um grande anseio, um forte desejo de viver tudo aquilo que eu via em Fortaleza. Nas minhas orações, eu sempre pedia que Deus formasse um povo aqui como via em Fortaleza. Ter um povo feliz, alegre, que louvava e rezava com entusiasmo, com vontade. Se passaram os anos e nós continuávamos como amigos do Shalom, mas no coração havia uma grande vontade, um grande anseio de um dia chegar essa missão, se isso fosse a vontade de Deus”, recorda Ana Lúcia.

 

Casada, com três filhos, Ana conta que teve grande alegria e a graça de participar da fundação da missão em Belém.

“Esses cinco anos se passaram com os Amigos do Shalom vivendo a espiritualidade e as formações da Comunidade. Quando Dom Orani assumiu a Arquidiocese em Belém, nós tivemos a coragem e a ousadia de preparar a carta com a ajuda do padre Silva, que era reitor da Basílica e hoje mora em Roma, mas gosta muito da Comunidade. Ele começou a conhecer o Shalom através de nós e se encantou. Foi ele que nos ajudou a preparar a carta, que na verdade, a redigiu. Nós marcamos de entregar a carta para Dom Orani, que nos recebeu com muita alegria, simpatia e assinou a carta, em maio de 2005”, detalha.

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Confiança

Em posse da carta, Ana diz que eles marcaram a viagem para Fortaleza para entregar nas mãos de nosso fundador, Moysés Azevedo.

“Assim aconteceu, fomos eu, meu esposo e a Helena Guerra, que é consagrada. Nós fomos e entregamos a carta ao Moysés. Estávamos quase indo embora, nos despedindo dele, lembro que estávamos felizes e conversando, mas aconteceu algo que marcou essa data, porque de repente, entrou na sala do Moysés a secretária dele, abrindo a porta rápido e gritando, de uma forma que nos assustou. Aconteceu que uma pessoa muito querida da Comunidade Aliança, que que cuidava pessoalmente das coisas dele, sofreu um acidente gravíssimo na estrada e faleceu. Ele recebeu essa notícia com a nossa carta nas mãos. Isso me marcou porque a ação dele foi dizer para nós: ‘vamos rezar’. Ele pediu que todo mundo se ajoelhasse e ele fez uma oração de louvor a Deus, de entrega e de confiança. Ali acabou aquele momento, em meio uma notícia triste. Ali, nos despedimos”, lembra.

 

Um ano depois, no dia 1º de maio de 2006, a missão estava chegando a Belém, com os primeiros missionários, eram eles Peterson e a Clesivania, detalha Ana Lúcia. “Foram um total de seis, mas o Peterson e a Clesivania vieram na frente porque tinham que procurar com calma a residência que os missionários iam morar”, conta.

Quando a missão chegou, várias ações foram feitas, recorda Helena. “Dentre elas, um chá, que reuniu várias pessoas amigas da Comunidade. Nós conseguimos adquirir os utensílios para a casa. Os Amigos do Shalom alugaram a casa e nós ajudamos a manter no primeiro ano, que ainda não tinha a Obra, porque éramos apenas nós. Aos poucos, foram se estabelecendo os seis primeiros missionários que vieram. Em setembro, a gente alugou o centro de evangelização, que é o que funciona até hoje na Três de Maio. Foram muitos passos dados na fé. Hoje, vendo um povo, vendo como a Comunidade se encontra estabelecida e já reconhecida por muitas pessoas dentro de Belém (além de ser o socorro de muitos), há muita alegria e gratidão a Deus por ter se utilizado de nós”. 

Por Wal Sarges

 


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