Hoje venho falar de construir: Construir histórias, acontecimentos, construir amor, construiiiir, construir, cons-tru-ir. Será fácil? Difícil, talvez. Deixar morrer o que é necessário que morra.
Eis as primeiras sementes que morrem: Um sim, outro sim, tudo para deixar a vida crescer. Deixar o tempo acontecer, há um tempo para tudo:
Dores e alegrias, acolhimentos e perdas, despedidas, derrotas, vitórias, aprendizagem, cair e recomeçar, lutar, doar-se. Não desistir, enfim, amar, reaprender a amar e amar sempre mais e melhor. Deixar a visa crescer e ver vidas transformadas. Tempo, espera…
Para tudo é preciso tempo. E para acolher o tempo é preciso força, aceitar o mistério do desconhecido, do novo tesouro a descobrir. Doar a vida em gestos, atenção, escuta, esperança e fé: Resultados!? Obra concluida!?
Não! Construção sempre!Crescer sempre. Este é apenas o começo e amor só se consegue com perseverança. Tal como diz o Evangelho numa das liturgias dessa semana: “A Benção de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Depois dorme, acorda, noite e dia. E a semente vai brotando e crescendo, mas o homem não sabe como isso acontece. A terra produz fruto por si mesma. Primeiro, aparecem as folhas: missionários que aqui vão chegando. Depois, as espigas: grupos Ágape, Eloim, Harim, todos nós que vamos acolhendo essas folhas. Por fim, os grãos: todos vocês que aceitam os nossos convites como o de hoje e todo o mundo por aí que nos pode acolher.
Esses grãos enchem a espigas e quando as espigas ficam maduras, logo vem o homem, e mete a foice, porque chegou o tempo da colheita. Esta é a nossa obra. Uma menina de sete anos! Obrigada por podermos construí-la todos juntos a cada tempo. Viva a Comunidade Católica Shalom!
Vanda Figueiredo
Elaine dos Santos


