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Tocar na dor do outro: A experiência da equipe médica da Expedição de Chaves

Profissionais da saúde revelam experiências com atendimentos médicos na Ilha do Marajó no Programa de Voluntariado promovido pela Comunidade Católica Shalom durante o período de Carnaval.

O Programa de Voluntariado da Comunidade Católica Shalom tem atraído profissionais de todo o país, e até do exterior, principalmente os que são da área da saúde.

O objetivo de levar profissionais dessa área, é contribuir com a qualidade de vida da população de Chaves, cidade que fica na Ilha do Marajó (PA).

Quando os dons são colocados em comum

Na edição do Programa que aconteceu neste mês de fevereiro, estiveram presentes o médico Zanderson Lima, a estudante de medicina Maria Clara Vieira, a cirurgiã dentista Taíse Renara e a enfermeira Camila Almeida.

Ao todo foram realizados mais de 80 atendimentos médicos de forma gratuita à população.

Dr. Zanderson é natural do estado do Pará e recebeu o convite para participar do Programa de Voluntariado. Ele revelou um pouco como foi sua experiência na cidade de Chaves.

“No primeiro momento, quando faltava pouco tempo para a viagem, pensei: ‘como se dará?’

Mas algo moveu o meu coração ao desejo de dizer sim à essa experiência. Primeiro, o desejo de conhecer uma realidade nova, embora eu seja paraense e Chaves esteja dentro do estado.

Era uma realidade até então desconhecida. Havia em mim também o desejo de colaborar com essa população. De alguma forma colocar os meus dons a serviço e auxiliar aqueles que precisam”, revela Zanderson.

Renúncias

O médico também afirmou que teve que se organizar e trocar alguns plantões, adiantando trabalho para poder participar da experiência voluntária.

As atividades da equipe de saúde dividiam-se em triagem, consulta, realização de curativos, fornecimento de remédios, atendimentos odontológicos como aplicação de flúor e rastreamento de câncer bucal.

Durante os dias da Expedição, essas atividades foram realizadas no Espaço Educativo de Paz, que está sendo construído na cidade de Chaves para ser uma alternativa para crianças, adolescentes e jovens que no contra-turno escolar ficam ociosos e expostos à vulnerabilidade social.

Uma semente plantada

Futuramente, neste espaço, acontecerão oficinas de artesanato, apoio pedagógico, brinquedoteca, oficina de desenho e aulas de violão.

Durante os dias do Programa de Voluntariado, também foram feitas visitas médicas aos moradores da cidade que estavam impossibilitados de ir até o espaço de atendimentos.

“Sei que o nosso pouco dado nestes dias surtiu grande efeito na qualidade de vida da população”, afirmou Zanderson em relação ao trabalho realizado nos dias em que esteve em Chaves.

O jovem médico afirma que a experiência de ser voluntário acrescentou muito em sua vida profissional e animou outros médicos a também se “lançarem” nesta aventura.

Um convite

“O que tenho a dizer aos profissionais que sentem o desejo de uma experiência voluntária é, se lancem, não tenham medo de participar. É algo que vai vos enriquecer muito humanamente e profissionalmente. É uma realidade muito particular, que talvez não tenhamos dimensão de como é e nem tão pouco de vivenciar isso em outros locais.”

Por fim, Zanderson diz que hoje, após o Programa de Voluntariado, ele tem um novo olhar, e agora pequenos detalhes fazem toda a diferença.

Um povo que espera

Camila Almeida é uma jovem profissional da saúde que se dispôs a servir no Programa de Voluntariado.

Ela revela que ir para a expedição de Chaves como enfermeira a fez sair dos seus egoísmos e da sua própria vontade para tocar na dor do outro.

A jovem ainda motiva a outros profissionais da área a participarem do Programa de Voluntariado Shalom.

“Este povo espera por nós, espera pelo nosso serviço. Com isso, contribuímos com a melhora da qualidade de vida deles”, conclui.

Apoio do município

Um grande novidade desta expedição foi a Unidade Móvel cedida pela Secretaria de Saúde do município de Chaves, que possibilitou a cirurgiã dentista voluntária Taíse Renara, 28, de realizar procedimentos odontológicos que só seriam possíveis em um consultório.

Quanto à experiência, Taíse contou que ser voluntária é dispor do próprio tempo para alegrar o outro.

“Foi um abandono na providência de Deus que me fez desejar ofertar a minha profissão e o meu conforto para dar um novo sorriso e tratar das dores daqueles que talvez até já tenham se acostumado com ela”, conclui.


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