Formação

Valeu, Jesus!

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           Um dostestemunhos que mais tenho ouvido acerca do curso e livro “Tecendo o Fio deOuro” pode-se resumir na expressão de um jovem com um passado bastantedesacertado que, após testemunhar sua libertação exclamou, como fecho de ouro,dando um golpe no ar: “Valeu, Jesus!”

 Ostestemunhos, dados, em geral, no final do curso, referem-se, curiosamente, aalgo que é dito na primeira parte do mesmo: você não nasceu por acaso, sua vidafoi sonhada, desejada por Deus que a viveu com você e, mais que isso, em você,a cada milésimo de segundo. Nada de sua história, positivo ou negativo quetenha sido, foi vivido por você sozinho. Jesus em você, unido por suaencarnação à sua humanidade, à sua vida, à sua historia, viveu cada momento desua vida unido a você.

 Durante ocurso e no decorrer do livro, naturalmente, se dá a explicação acerca dainabitação da Trindade, da encarnação de Jesus, da ação do Espírito Santo nosbatizados e nos não batizados e tudo o mais. Nenhuma dessas explicações, porém,por primorosa e bela que seja, impressiona tanto quanto o fato de Jesus ter,voluntária, livre e amorosamente, unido sua vida à nossa história.

 O jovem aque me refiro, conversou comigo, logo após a palestra, semanas antes dotestemunho:

“O que a senhora está querendo dizer é que Jesus viveucomigo os raros momentos em que eu fui “bonzinho”…”, perguntou, sincero.

“A “senhora” não está querendo dizer nada”, respondi,tentando anular a distância entre nós, e continuei, entre risos: “mas “eu”estou querendo dizer que Jesus vive em você e viveu com você cada momento desua história de vida, quer você tenha sido “bonzinho”, quer tenha sido“mauzinho”…”

Como todos os que fazem a mesma pergunta, ele arregalou osolhos:

“Tem certeza!?!”

“Claro!”, disse eu, fingindo que não sabia qual seria apróxima pergunta. “Não há nada em sua vida que Jesus não tenha vivido em e comvocê. Para isso ele se fez homem e morreu por você…”, preparei a pergunta queveio, infalível:

“Quer dizer que quando eu errei, quer dizer, quando fiz oque fiz, quer dizer, quando me dei mal, quer dizer…”

“Pequei…”, ajudei, sabendo como este termo é difícil paraum jovem hoje.

“Isso aí, quando eu pequei, Jesus também pecou?”

“O que você acha?”, instiguei.

“Acho que não…”

“Claro que não, seu bobo. Jesus é Deus. Ele não peca e é aíque está a beleza: quando você errou, caiu, se deu mal, pecou, Ele viveu,perfeitamente, diante do Pai o que você viveu tão imperfeitamente e, talvez,até, tão pecaminosamente!”

“Ele…”, calou-se meu amigo, reticente, tentando enquadrarna lógica a carência de lógica do amor.

“Ele viveu aquele momento, aquela decisão, aquela dor,aquela alegria, aquele erro seu de forma perfeitíssima diante do Pai. Viveuassim no seu lugar, entende, do mesmo jeito que ele morreu no seu lugar, Eleviveu isso no seu lugar. Isso é salvação. Isso é fruto da Cruz. Isso éintercessão.”

“Minha avó é intercessora…”]

“Por isso você está aqui”, pensei. E, depois, em voz alta:“Então, fala isso para a sua avó. Ela vai entender. Acho até que ela vaientender melhor o ministério dela…”

“Ela reza terço em cima de terço…”

“Pois é. Ótimo! Mas a intercessão de Jesus é perfeitíssima.Ele não fica falando e falando diante do Pai. Ele vive. Está ressuscitadodiante do Pai e vive em você. De forma perfeita, Ele vive o que você viveu de formaimperfeita e, diante do Pai, sua própria vida em você e entregue por você,perfeitissimamente, intercede, coloca-se no seu lugar, como se dissesse: “Vê amim, Pai, olha a mim neste momento. Perdoa-o! Ele não sabe o que faz!”

O jovem tentou disfarçar com um carioca “Caraca!” seus olhosmarejados de lágrimas.

“Por isso, meu lindo, você tem chance. Por isso você searrependeu, por isso você está aqui hoje. Jesus tomou o seu lugar e viveu com aperfeição do amor o que você viveu no erro do desamor”, disse, pegandoamorosamente em sua mão e, depois, acrescentando com um leve tapinha no seurosto: “Mas isso não quer dizer que você pode sair por aí fazendo besteira não,seu cabra…”

Disse esta frase para que as coisas ficassem bem claras. Ofato de Jesus viver perfeitamente em mim não significa que estou livre parapecar. Disse isso, porém, por puro dever de consciência. A experiência meensinou que uma vez tocadas pela misericórdia gratuita de Deus, as pessoasaderem a Ele e ao Evangelho sem medo, por pura gratidão e com imensa alegria. Éisso que atestam testemunhos como o deste jovem, o de uma pessoa que convivecom o vírus da Aids e suas conseqüências, os de inúmeros adultos queentenderam, através de exemplos tão simples, o que é a salvação, o que é aintercessão, o que é, afinal, Jesus ser o único intercessor, o pontífice.

Por essas e por outras, não me canso de repetir, a cadapalestra: “Quando você ganhou aquela bicicleta vermelha, Jesus, em você,alegrou-se. Jesus pulou em você de alegria quando encontrou embaixo da cama aboneca dos seus sonhos. Em você – mais que com você – Jesus celebrou aformatura, encheu-se de ternura com o nascimento dos seus filhos, encheu-se dedor com a morte do parente querido. Jesus vive em você. Não lhe éindiferente. Não é indiferente à sua história. Jesus, em você, viveuperfeitamente o que você, em sua fraqueza, viveu imperfeitamente.” E, com meusbotões, lembro-me do testemunho do jovem e grito, de mim para mim mesma,enquanto aguardo a ação da graça no coração perplexo das pessoas acostumadas aomoralismo estéril: “Valeu, Jesus!”.

Em tempo: Teresinha, a do Menino Jesus, a que entendeu issomuito bem, faz-se minha cúmplice e sempre grita comigo.


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