Enquanto o palco do Festival Halleluya reúne grandes atrações da música católica e uma multidão celebra sua fé com alegria e muito louvor, um exército silencioso trabalha nos bastidores para que tudo aconteça com organização, acolhimento e espiritualidade. São os voluntários, jovens e adultos, que doam tempo, talento e coração para construir um evento que vai muito além do entretenimento.
O evento, que reúne milhares de pessoas ao longo de cinco dias, depende do esforço coletivo de cerca de 4 mil voluntários em diversas frentes: limpeza, segurança, engajamento, intercessão, liturgia, evangelização, saúde, comunicação, infraestrutura e outros. Muitos deles se preparam durante meses, participando de formações e treinamentos específicos para servir com excelência e espírito missionário.
Primeira vez no Halleluya
Servindo pela primeira vez no Halleluya, a jornalista Rafaela Duarte garante que a experiência vale muito a pena. “Estar aqui já é uma grande benção e poder servir a Deus no próximo é algo que toca o meu coração”. Recém – convertida e servindo no Halleluya Kids, ela destaca que chegou no evento com muitos desafios, mas que nada foi capaz de fazê-la voltar atrás. “Eu quero a vontade de Deus e não a minha. Se o meu serviço ajuda a transformar vidas, eis me aqui”, disse emocionada.
O sentimento é compartilhado pela psicopedagoga Thais Braga, que está no serviço do engajamento. Consagrada na Comunidade Católica Shalom há mais de 10 anos, ela diz que a cada evento o desejo de ofertar a sua vida é renovada. “Aqui é um dos lugares que mais amo servir. Vejo o quanto a fé está viva, o quanto as pessoas tem sede de Deus. Eu sou a primeira tocada e restaurada”, garantiu ela.
Serviço voluntário que renova a fé
Antes de participar da Comunidade Shalom, Maryana Ricarte vinha ao Halleluya e sempre ficava impressionada em ver a alegria dos servos. “Foi isso que me motivou a estar aqui hoje servindo. O mesmo serviço que me evangelizou lá atrás, hoje procuro doar o meu melhor, pois sei que o serviço evangeliza muito”, afirmou. Questionada sobre o cansaço, ela destacou:
“o cansaço é apenas físico, porque minha alma sai transbordando de alegria. Recebo aqui mil vezes mais de Deus”.
Além da atuação prática, os voluntários vivem uma intensa experiência espiritual. São momentos diários de oração, adoração e partilha em equipe, reforçando o sentido de missão. “O Halleluya não é só um evento, é um encontro com Cristo. E nós, voluntários, somos os primeiros a ser evangelizados”, afirma a organização do evento.
O trabalho voluntário é um dos pilares do sucesso do Halleluya. “Sem esses homens e mulheres que doam seu tempo e energia por amor, seria impossível realizar um evento dessa magnitude. Eles são testemunho vivo de fé, generosidade e serviço”, afirmou ainda a organização. A atuação dos voluntários também gera frutos fora dos limites do festival. Muitos levam para a vida pessoal uma nova esperança, alegria e desejo de ser sempre de Deus.
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Por Ana Beatriz Carvalho









