É chegada a hora. O filho do Homem está erguido no madeiro, a maior das provações,
a uma altura que permite ser visto pelos olhos da humanidade.
A oração no Getsêmani era um prenuncio. Quanta angústia e sofrimento.
De uma ponta a outra estão cravadas as mesmas mãos que deram de comer e
beber aos que tinham fome e sede de compaixão.
Por onde Jesus passou, muitas pedras caíram em seu nome,
inúmeros odres repletos de água viva, multidões alimentadas, trevas dissipadas.
Mas e o cumprimento da lei? Não são permitidas curas nos sábados diziam os fariseus.
Para amar não há dia, nem hora, o Amor é soberano, Ele nos ensinou pagando um preço alto por isso. Mas onde estão as multidões? Por que o abandonaram?
Silêncio, escute ao longe, o galo cantou três vezes.
Perseguições, intolerância, desamor, foram inúmeras as intempéries que
Jesus enfrentou em sua caminhada, “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1:11).
Mas nada o paralisou. Jesus conhecia o coração humano e suas limitações, “O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mc 14:38), disse. E escolhendo sofrer, não abandonou sua missão.
Transpassado pela insensatez humana, o coração do filho do Homem suportou livremente as dores do mundo e se entregando por inteiro, amou-nos até o fim.
Shalom
É chegada a hora do filho do Homem….
