“Ana concebeu e, no devido tempo, deu à luz um filho. Chamou-o Samuel. Eis o menino por quem eu pedi, e o Senhor ouviu a minha súplica. Por isso, eu o ofereço agora ao Senhor, a fim de que ao Senhor ele sirva, durante toda a sua vida’’ (1 Sm 1,20 . 27. 28).
Tornou-se Samuel o grande sacerdote, profeta e juiz de todo Israel.
O anjo, então disse: “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus. Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande; será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre e o seu reino não terá fim. Exclamou Isabel: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!’’ (Lc 1, 28-33.41.42).
Maria de Nazaré é Mãe do Eterno e Sumo Sacerdote, profeta e Rei, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Já foi dito com divina sabedoria que o primeiro Seminário é o coração materno e os mestres são os pais. O ventre da bendita Virgem Maria foi o primeiro Santíssimo Sacrário.
Foi pensando em sua santa mãe que o Papa São Pio X exclamou: Dai-me boas mães e eu salvarei o mundo decadente.
E Papa Pio XII, ao Congresso Nacional de São Paulo, disse: “A maior glória de uma mãe é ter dado a nosso Senhor um filho sacerdote. E em outra ocasião ele disse: Feliz e honrada sobre toda a família cristã da qual Jesus escolheu um ou mais filhos, para os enobrece-los e divinizar com a participação no seu divino sacerdócio”.
Dizia uma virtuosa mãe: Eu serei maior do que todas as rainhas do mundo se tiver um sacerdote. Deus ouviu suas preces e teve dois filhos sacerdotes.
O Cardeal francês Mermillod escreveu: “Senhoras cristãs! Os vossos corações de mãe não ardem bastante no amor de Deus para que seus anseios germinem um coração de sacerdote. Oh! Pedi a Deus que vossas famílias deem filhos à igreja. Mães cristãs, ter filhos bons, é uma grande bênção, mas ter um filho sacerdote é glória muito maior”.
Uma piedosa mãe tinha quatro filhos pequenos, aos quais se esmerava em educar no santo temor de Deus. Uma noite depois da oração lhes disse: Como seria feliz se Deus me concedesse a graça de ter um filho santo! Então o menor de todos pulando no colo da mãe exclamou: Eu serei santo, mamãe, eu serei santo… De fato o pequeno cresceu, foi Papa e é um grande santo: São Pedro Celestino.
O Papa Paulo VI usou o tecido do vestido de noiva materno para fazer a túnica com a qual se ordenou padre.
Afirmou o Santo Cura d´Ars: ‘‘O sacerdote, depois de Deus, é tudo. Oh! Como é grande o sacerdote!”
O sacerdote é o ministro de Deus que é usado pelo Senhor como instrumento santificador das almas pelos sacramentos, pela Palavra de Deus e pelo seu testemunho como santo homem de Deus.
‘‘O sacerdócio exige particular integridade de vida e de serviço; tal integridade condiz muito bem com nossa identidade sacerdotal. Nela se exprimem a grandeza da nossa dignidade e a ‘‘disponibilidade” que lhe é própria: a prontidão humilde para aceitar os dons do Espírito Santo e distribuir aos outros os frutos do amor e da paz (…)”, Papa João Paulo II, Carta da Quinta- Feira Santo, 08/04/1979.
O valor da vocação scerdotal
Carta de um neo-sacerdote à sua mãe
“Além dos parabéns, posso presenteá-la com algo mais este ano no seu aniversário.
Em primeiro lugar celebrarei a missa pela senhora e suas intenções. Em segundo lugar, tenho um presente especial que a senhora deve guardar até o fim da vida:
Quando o Bispo, na ordenação Sacerdotal, acabou de ungir minhas mãos, o cerimoniário me encaminhou até a senhora para que desatasse a fita que as envolvia. Guarde bem esta fita. Quando a senhora deixar esta vida, esta fita deve ser enrolada nas suas mãos. É assim que a senhora vai se apresentar diante de Deus: como mãe de um padre. Peça-lhe então misericórdia pelos seus pecados não em razão de seus méritos, mas ao menos por ter dado ao mundo um sacerdote.
A fita nos une, a nós e a Jesus Cristo! Que belo sinal!
Que coisa bonita! Nem eu mereço ser sacerdote nem a senhora ser mãe de um sacerdote. Mas Deus assim o dispôs. Bendito seja Deus e sua Mãe Santíssima que tanto nos tem protegido!
Consola-me muito que a senhora reza todos os dias, o terço por mim, pelos padres meus colegas e pelas vocações sacerdotais.
Peço-lhe a bênção maternal e envio-lhe minha bênção sacerdotal”.
Pe. Inácio José do Vale
Arquivo Shalom 2009
