“Eu pretendo, sim, sair do albergue. Mas o albergue não vai sair da minha vida”

Conheça a casa que abrigou ex-morador de rua aprovado em 4º lugar no Enem Foi em um 24 de outubro que o mineiro Helder Marques, 28 anos, chegou ao albergue. Ao fracassar nas vendas cuja renda lhe garantia o custeio das despesas em Fortaleza, sem conhecer ninguém na cidade, foi parar nas ruas. Morou na Praça do Ferreira por quase uma semana, até um amigo que conheceu ali lhe falar sobre a “casa do Shalom”. Um ano mais tarde, também em dias de outubro, ele faria a prova do Enem que lhe renderia o 4º lugar no curso de Economia da Universidade Federal do Ceará, a instituição mais procurada no País nas inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Pelo Albergue São Francisco já passaram cerca de 10 mil moradores. “Nosso primeiro foco é levar a pessoa a ter uma experiência com Jesus Cristo, com a misericórdia de Deus. O segundo é tentar reatar os laços familiares. Quando eles chegam aqui, a maioria já não consegue mais se relacionar com a família. E o terceiro é a reinserção no mercado de trabalho. Nós buscamos fazer com que através dessas três frentes eles sejam resgatados em sua dignidade”, afirma o coordenador, Antonio Pereira. Mantido através dos rendimentos da venda de vassouras feitas artesanalmente pelos albergados e de doações, a casa tem despesa mensal de R$ 15 mil. Abriga hoje 60 pessoas, dez a mais do que a estrutura permite. A instituição não tem convênio com nenhum órgão, nem mesmo apoio do governo. Hoje, há necessidade de aquisição de camas, colchões e armários. “Devido à grande demanda, estamos além da nossa capacidade. Improvisamos colchões no chão, pois não temos camas o suficiente. Como também não temos armários, os pertences deles ficam sem organização. Então, se alguém puder nos ajudar nessa área, será muito bem vindo”, afirma Pereira De finalidade também terapêutica, a oficina de vassouras não é a única atividade. Muitos dos albergados passam a trabalhar como monitores da casa. Missionário da Comunidade de Aliança Shalom, Pereira trabalhou como voluntário na casa durante oito anos e há quatro dirige a instituição, tempo suficiente para ter acompanhado muitas histórias de mudança de vida. Entre elas, a de Severino Ramos, hoje casado e representante comercial. “Jesus Cristo é o principal autor, é quem faz, através do Espírito Santo. Faz com que eles desejem uma vida nova, com que sintam que é possível mudar de vida. Então, quando começam a ver o testemunho dos outros, daqueles que já passaram e que hoje têm a sua vida resgatada, percebem que isso é possível. Então, eles acreditam, investem, e entregam a vida a Deus. Aí, sim, acontece o milagre”, destaca. O “milagre” é reconhecido por quem teve essa experiência. E promete: “Eu pretendo, sim, sair do albergue. Mas o albergue não vai sair da minha vida, porque eu sempre vou ter o Shalom na minha vida e os benfeitores que sustentam essa casa.” – conclui Helder. Contato Albergue São Francisco Rua Conselheiro Tristão,138, Centro, Fortaleza – CE. Email: jesusmeuabrigo@comshalom.org Telefone: (85) 3252 3530 Emanuele Sales

1 ano de falecimento da tia Nair

“Senhor, teu amor é tão grande para conosco que Tu não nos criastes somente para esta vida, mas nos criastes para a eternidade” (Moysés Azevedo) Com esperança no Cristo Ressuscitado, a Comunidade Católica Shalom informa que nesta terça-feira, 21 de janeiro, haverá missa de um ano de falecimento de Nair Rodrigues de Azevedo, mãe de Moysés Azevedo, fundador e moderador geral da instituição. A Santa Missa será às 19h30 no Shalom Projeto Família (Rua Dr. José Lourenço, 1451 – Aldeota – próximo ao cruzamento da Av. Barão de Studart com Av. Santos Dumont). Natural de Brejo Santo, interior do Ceará, Nair Rodrigues de Azevedo foi mãe de seis filhos, teve 13 netos e 20 bisnetos. Tia Nair acompanhou o nascimento da Comunidade Católica Shalom e ingressou em 1986 como membro da Aliança. Em 2012 fez suas promessas definitivas, comprometendo de modo perpétuo sua opção por Deus através do Carisma Shalom.   “Obrigado, Senhor, porque ela nos ensinou e nos educou na fé, obrigado porque ela nos ensinou a rezar, obrigado porque foi pelos lábios dela que nós te chamamos de Pai, sobretudo através do coração dela nós descobrimos o coração terno da tua mãe, a Virgem Maria.” (Ação de graças Moysés Azevedo na missa de falecimento de sua mãe Nair Rodrigues de Azevedo. Sábado, 19/01/13)  

Acamp’s – Quinta Feira

Vidas que se deixam transformar no Albergue São Francisco

O Albergue São Francisco existe há 13 anos, na cidade de Fortaleza, e já atendeu cerca de 10 mil pessoas. No início, 80% dos acolhidos eram idosos e 20% jovens. Hoje, os dados se inverteram. 80% são jovens e o principal motivo que os leva às ruas são as drogas, especialmente o crack. A instituição, que é administrada pela Comunidade Católica Shalom, acolhe 56 moradores de rua que livremente pedem ingresso na casa. Faz parte do projeto Jesus Meu Abrigo, da Promoção Humana Shalom.   Geraldo Vieira, que está há alguns meses na casa, afirma que demorou 63 anos para descobrir o verdadeiro sentido do Natal. “Antes o meu Natal era um bom whisky, uma bagunça, namoro. Hoje não, eu vejo que o Natal é isto: eu não conheço você, não conheço ele, mas estamos juntos, comemorando algo realmente importante”, afirma, ao olhar o albergue cheio de moradores e visitantes. A Comunidade Shalom oferece aos moradores a oportunidade de participar de momentos de oração, como o Seminário de Vida no Espírito Santo. “Grandes libertações, principalmente de perdão, e curas foram realizadas. Mais de 25 moradores se confessaram”, informa Daniel Landim, um dos organizadores do Seminário promovido em novembro passado. A meta anual do Albergue é que ao menos 20% dos moradores saiam da casa para retornar às suas famílias ou reinseridos no mercado de trabalho. Mas essa expectativa foi superada no mês de novembro de 2013, com o número de 63%. Ramos veio de São Paulo e pelos reveses da vida morou nas ruas por alguns meses. Orientado por uma pessoa, procurou e encontrou acolhimento no Albergue São Francisco. Encontrou também uma família. O ex-morador de rua viveu uma história de amor e hoje é casado com uma das voluntárias que servia no abrigo. Outra história que ganhou destaque na mídia foi a do ex-morador de rua Helder Marques, 28 anos, que conquistou uma vaga no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Ceará (UFC). O jovem se dedicou aos estudos sozinho, junto à humilde biblioteca do Albergue São Francisco. Helder deixou os familiares em Montes Claros (MG) e foi para Fortaleza para trabalhar, “mas as coisas não saíram como o esperado” e, de repente, viu-se sem dinheiro para as despesas de alimentação e aluguel. “Um amigo me falou de uma casa que abrigava pessoas em situação de rua, como eu me encontrava”, afirma.   Em entrevista ao jornal O Povo, o jovem declara que das 14 vagas ofertadas, ele conseguiu ficar em quarto lugar já na primeira chamada. “Mas apesar da conquista, os sonhos não param. “Vou tentar uma vaga no alojamento da Universidade, uma bolsa de estudos junto ao Governo Federal e, quando concluir a graduação, vou fazer um mestrado. O que eu quero mesmo é aprender”.   São Francisco e o Shalom O contato do fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo, com o livro “O Irmão de Assis”, presente do cardeal Aloísio Lorscheider, despertou no jovem um desejo por seguir o exemplo do “Pobrezinho de Assis”. No começo de sua experiência com Deus, Moysés viveu alguns meses no Pirambú, região de extrema pobreza, no início da década de 1980. Tendo a Comunidade se expandido, foi aberta casa naquele bairro. No Centro de Fortaleza, em 2000, foi fundado o Albergue São Francisco, uma homenagem ao santo baluarte da Comunidade Shalom, que tem como um dos ensinamentos principais “tornar o Amor amado”.   Contato Rua Conselheiro Tristão,138, Centro, Fortaleza – CE. Email: jesusmeuabrigo@comshalom.org Telefone: (85) 3252 3530    

Acamp’s – Quarta Feira

Acamp’s – Terça Feira

Você no Acamp’s – Terça feira

Impactos do aquecimento global na seca no Nordeste brasileiro

Um estudo do Banco Mundial aponta que a variabilidade das chuvas e a intensidade das secas no Nordeste continuarão aumentando até 2050, com graves efeitos para a população, caso os governos locais não invistam em infraestrutura e gestão hídrica. Pela análise de duas regiões – a bacia de Piranhas-Açu, no Rio Grande do Norte, e o rio Jaguaribe, no Ceará – o relatório “Impactos da Mudança Climática na Gestão de Recursos Hídricos: Desafios e Oportunidades no Nordeste do Brasil” analisa os efeitos do aquecimento global combinados com fatores como o crescimento populacional e o aumento da demanda por água. Em parceria com a Agência Nacional de Águas, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos e a Universidade Federal do Ceará, entre outras instituições, os pesquisadores avaliam que a bacia de Piranhas-Açu, por exemplo, deve sofrer uma maior perda de água no solo e nas plantas, um fenômeno que os especialistas chamam “evapotranspiração”. No entanto, se forem realizados constantes investimentos na modernização da irrigação, a demanda pela água na agricultura pode diminuir 40%, o que atenuaria o problema de gerenciamento da água da região. O relatório mostra que, embora futuras compensações sobre o uso da água vão existir e deverão ser negociadas e discutidas entre os usuários, estratégias de alocação mais flexíveis poderiam tornar o setor de água no Nordeste brasileiro menos vulnerável aos impactos da demanda e das mudanças climáticas. Agência da ONU auxilia na implementação de mudanças Um programa financiado pelo Banco Mundial já começa a implementar mudanças na região. Uma iniciativa que atenderá 23 pequenos agricultores – com lotes de cerca de cinco hectares cada – apoia os trabalhadores rurais na compra de equipamentos que economizam água, dá assistência técnica na gestão hídrica e auxilia a expansão da rede elétrica na área do projeto, reduzindo a necessidade de água para o cultivo. O agricultor Jean Azevedo acredita que o novo projeto ajudará os produtores que continuam procurando oportunidades no campo. Ele vive em Cruzeta (RN), uma região onde caem, em média, menos de 800 mm de chuva por ano – um volume de precipitação similar ao de países da África Subsaariana – e onde praticamente não chove entre julho e dezembro. Preservar esse recurso natural tão valioso é um dos principais objetivos de Vitoriano Alves dos Santos, colega do Azevedo na Associação de Produtores de Cruzeta. “Ainda tenho acesso a uma fonte de água, mas me aflige ver a quantidade gasta todos os dias com a irrigação.” Fonte: ONU

Reveillon da Paz em Fortaleza

Milhares de pessoas optaram em passar a “virada do ano” no Réveillon da Paz, evento promovido pela Comunidade Católica Shalom. O público pôde se divertir e louvar a Deus logo nos primeiros minutos de 2014. A noite começou com show de Suely Façanha, que apresentou canções do seu novo CD “Viver pela Fé”. Logo em seguida, teve início a adoração ao Santíssimo Sacramento, que se estendeu até os primeiros 15 minutos de 2014. “No início do novo [ano] é do Senhor que receberemos o primeiro abraço”, afirmou Moysés Azevedo, fundador e moderador da Comunidade Católica Shalom, ao coordenar a oração. A banda Missionário Shalom subiu ao palco e apresentou o show “180 Graus”, colocando o público pra dançar e pular. Gustavo Osterno, vocalista da banda,  comentou sobre o primeiro show do ano: “é como se Deus nos enviasse novamente em missão para irmos a todos os povos, a todas as nações, aos jovens que mais precisam de Deus. Então, o réveillon acontece, primeiramente com a grande graça de estar diante de Jesus, mas também nós nos sentimos enviados por Cristo novamente”. O forró de Naldo José e o pagode da banda Shalom God seguiram animando a madrugada. Para finalizar, o carioca Cosme cantou seus maiores sucessos para os participantes do evento que viram o sol raiar na Praia do Futuro. “É a segunda vez que participo do Réveillon da Paz. É um prazer enorme cantar pra essa turma que ficou até agora e tenho certeza que Deus falou muito nesta noite”, conta Cosme. Clique aqui e confira a galeria de imagens Assessoria de Imprensa

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