Em sua quinta edição, o Congresso de Cura, que este ano abordou o tema “Curados pelo perdão”, reuniu cerca de 650 pessoas durante dois dias de evento. O congresso, promovido pela Comunidade Católica Shalom em São Luís, no Colégio Liceu Maranhense, direcionou os participantes a viverem uma experiência com misericórdia de Deus, aprendendo a perdoar e se dispor a receber o perdão. “Nós, da Missão de São Luís, acreditamos que neste evento as pessoas tiveram de fato uma experiência com Jesus. A cura verdadeira, a cura que ouvindo o anuncio do evangelho, tendo uma experiência com Jesus, essas pessoas saem para se doar e amar. E isso nós vimos no evento. Gente que tem experiência com Deus nos momentos de oração, adoração, louvor, da Santa missa. Vimos as pessoas saindo revigoradas e desejosas de se doarem, amarem e assim contribuírem para um mundo melhor”, disse Adalberto Souto, responsável local da missão. As pregações feitas pelo escritor e Seminarista da Comunidade Católica Shalom, Rodrigo Santos, trouxeram a luz orientações para que as pessoas possam lidar consigo mesmas e acolher o perdão de Deus. Aprender a viver com o diferente, a aceitar seus limites e fraquezas, a perdoar aos outros e aprender a se perdoar. O seminarista explica que o congresso foi muito mais do que ele esperava. Superou as expectativas. “Deus sempre cumpre o que promete e constantemente ele faz mais do que prometeu. Tudo que Deus faz é intenso. Tudo que Deus faz é profundo. Tudo que Deus faz é abundante. É próprio de Deus sempre nos surpreender, ir além. Estou surpreso com tudo que Deus realizou aqui nesses dois dias. Tudo que Deus faz em nossa vida é em vista da vida de outras pessoas”, concluiu. Entre as pregações do evento, foram trabalhados temas como maturidade humana, perdão e crescimento no amor, reconciliação com Deus, feridas do passado e perdão e a virtude da esperança. Sobre esta última, Rodrigo Santos explicou que o perdão está extremante ligado a esperança e ao amor incondicional, pois somente aquela pessoa que ama, de modo incondicional, assim como Deus nos ama, é capaz de perdoar. “O perdão não é um ato superficial, mas um ato extremante profundo, que representa um amor incondicional da pessoa que perdoa em relação a outra. E também um ato de esperança, pois representa a esperança que você tem no próximo, a esperança de que ela realmente vai mudar e que aquele perdão vai contribuir para que o perdoado seja uma pessoa melhor”, exortou Rodrigo. Além das pregações, durante os dois dias de congresso os participantes puderam receber oração e aconselhamento, buscar o sacramento da confissão, fazer adoração ao Santíssimo Sacramento. Puderam viver ainda momentos de reconciliação, cura interior e finalizando a programação de cada dia, a celebração da Santa Missa. Para a universitária Juliana Santos, o congresso a ajudou entender que a falta de perdão nos aprisiona em nossas feridas. “Foi profunda a minha experiência com Deus. Pois às vezes achamos que o perdão é somente direcionado de Deus para nós. Às vezes maquiamos nosso passado e não conseguimos nos perdoar, perdoar o outro e aceitar o perdão. Isso nos torna presos em nossas feridas, o que reflete em nosso presente e no nosso futuro. Me marcou muito perceber isso”, contou. “O congresso foi totalmente diferente daquilo que eu esperava, pois eu vi para provar da misericórdia de Deus, em relação a minha pessoa, de forma exclusiva, mas a partir das pregações e vários momentos do evento, eu pude compreender verdadeiramente o sentido do perdão, que não é simplesmente o perdão de Deus em relação a mim, mas inclui sobre tudo o se perdoar e perdoar o próximo”, disse a universitária Keyciane Nunes. Para ver a galeria de fotos desta matéria clique aqui Aline Coelho