Gente que chega cedo e volta tarde.
Gente que planeja, projeta, organiza, negocia e confia que o Dono da festa não os abandona.
Gente que, ao concluir os expedientes de trabalho comuns, ousa, por alguns dias, abrir mão do justo descanso para abraçar o labor sobrenatural na vinha do Divino Agricultor.
Gente que, mesmo em meio à poeira e à correria para acolher dezenas de motoristas que chegam minuto a minuto no estacionamento, não tira o sorriso do rosto nem o terço das mãos.
Gente que maquia, penteia, veste, prepara, alimenta, cuida, ensaia, ajusta, apresenta, encanta e evangeliza.
Gente que não assiste aos shows, mas não tira os olhos daqueles que lotam as filas em busca de oração e aconselhamento.
Gente que sustenta um festival inteiro rezando com fé cada conta do terço, e fecunda com sacrifícios escondidos as ofertas de tantos outros.
Gente que ministra a reconciliação para tantos que já não acreditavam ser possível voltar ao caminho da esperança.
Gente que monta e desmonta altar, prepara os mais belos arranjos de flores, cuida de alfaias, estolas e casulas, enche lamparinas de óleo e acende a chama do zelo pelo Sagrado.
Gente que limpa, protege, ordena e pesquisa para descobrir como alcançar ainda mais corações.
Gente que cuida de gente pequena, que canta, reza e brinca com um coração gigante.
Gente que passa despercebida, mas escreve, fotografa, filma e anuncia a voz do Ressuscitado.
Gente que transmite cada momento e leva a Paz para todos os povos.
Gente que testemunha com a própria vida, que contempla, evangeliza e se entrega.
Gente que chora e ri, que partilha alegrias e desafios, que erra, mas se reconcilia, e com humildade recomeça.
Gente oblação.
Gente intensa.
Gente louvor.
