Halleluya Teresina: artes, música e muita espiritualidade
Quatro anos depois da primeira edição do evento em Teresina, a capital piauiense recebe, mais uma vez, o maior festival de artes integradas da América Latina.
Quatro anos depois da primeira edição do evento em Teresina, a capital piauiense recebe, mais uma vez, o maior festival de artes integradas da América Latina.
A missão de Mossoró realizou durante os dias 16, 17 e 18 de novembro, a Jornada de evangelização, que precedeu o Dia Mundial dos Pobres, celebrado no dia 19 de novembro. Que teve como tema neste ano: «Nunca afastes de algum pobre o teu olhar» (Tb 4, 7) As ações de evangelização foram realizadas no bairro Santa Delmira, no Parque das Rosas, no período da tarde. E na sexta-feira, ocorreu uma Noite de Louvor na Praça Sara Cavalcante (Praça das cobras), como um convite para a população participar da ação social que aconteceria no próximo dia, sábado, a partir das 08h30, na Casa São João Paulo II. O dia começou com um café da manhã, logo após, um momento de louvor e oração, e em seguida uma ação social, que contou com atendimentos de profissionais da área da Saúde: Médico; Dentista; Fisioterapeuta; Psicólogo. E da área jurídica: Advogado. Ocorreu também um momento com as crianças, onde elas participaram de atividades de pintura, e brincadeiras. Quem também esteve presente neste momento foi a Jeovana Freitas, Assistente da Promoção Humana, que nos contou um pouco sobre como foi viver esse dia na nossa missão: “Pude tocar e encontrar Jesus nas crianças e famílias do bairro Santa Delmira, e também pude encontrá-Lo nos irmãos pobres que ficam na praça em frente à Catedral, que infelizmente vivem em situação de rua. É sempre muito bom encontrar Jesus nessas pessoas, e poder se comprometer com Ele. E fico ainda mais feliz em saber que a missão de Mossoró vive esse compromisso também, e que irá dar um passo muito largo para abrir o Espaço de Paz.” O Responsável Local pela missão, Állan Patrick, nos falou sobre a importância que este Dia Mundial dos Pobres teve para a missão, tendo em vista a abertura do Espaço de Paz: “O Dia Mundial dos Pobres na verdade é um marco dentro do ano para renovar nossa oração, nosso ânimo e empenho missionário em vista das necessidades do próximo que não está tão próximo do nosso dia a dia. Mas que não deve ficar apenas neste dia, deve transbordar e colocar o fluxo da caridade mais dinâmico. O evento em si foi uma excelente oportunidade de retomar e renovar nossa oferta no serviço aos irmãos mais necessitados, de com atos concretos não enterrar nossos talentos que o Senhor nos confiou com tanta generosidade na comunidade. “(…) Quando se pensa nesta multidão imensa de pobres, a mensagem do Evangelho resulta clara: não enterremos os bens do Senhor! Ponhamos em circulação a caridade, partilhemos o nosso pão, multipliquemos o amor!” – Homilia do Santo Padre, em ocasião do DMP, 19 de novembro Que toda comunidade Shalom de Mossoró possa desejar circular a caridade, partilhar nossos dons e bens e multiplicar o amor no meio de nós, para que os jovens e as famílias entrem nessa dinâmica em vista dos nossos irmãos pobres.” Ainda no dia 18, foi realizada uma ação na praça em frente à Catedral de Santa Luzia, com os nossos irmãos em situação de rua, onde foi realizado um jantar para mais de 40 pessoas, encerrando com um momento de oração e partilha. Finalizando o Dia Mundial dos Pobres, no domingo (19/11), vivenciamos no CEV Santa Teresinha, a Santa Missa. Onde nós como Comunidade pudemos louvar e agradecer ao Senhor pelas graças derramadas durante esse tríduo, e interceder por aqueles ao qual não conseguimos alcançar fisicamente, mas que Deus conhece e Ama. Comunicação | Missão Mossoró
Meu nome é Leila, tenho 28 anos, um filho e sou vocacionada na missão de Santo André (SP). Participei da Expedição Chaves no início deste ano. Chaves é uma Ilha do Marajó (PA). É um lugar lindo e que possui muita riqueza de açaí, por exemplo. Os moradores são simples e trabalhadores. Não são pobres que vivem apenas na miséria, mas pessoas que precisam de esperança, fé e empatia. Há, sim, algumas realidades e histórias que chocam os nossos olhos e ouvidos, mas são pessoas acolhedoras que precisam conhecer o amor de Deus. Uma nova percepção e olhar sobre os pobres Eu não conhecia Chaves. Fui para lá com a intenção de ajudar os “pobres marginalizados”. Aqui em casa eu sempre tive essa influência de ajudar. Minha família fazia marmita para entregar na rua… e então eu decidi ir além, fora da minha zona de conforto, e ajudar pessoas mais necessitadas e distantes. Quando cheguei no local, percebi que não era apenas ajudar os pobres. Significa muito mais do que isso. Os pobres são pessoas, gente de carne e osso, que têm alma. Eles são crianças, idosos, mulheres, adolescentes… São pessoas que perderam a sua esperança, e muitas até mesmo perderam a sua dignidade. Então é muito mais do que ajudar, é preciso dar novamente a fá e esperança, devolver dignidade. Evangelização que transforma Quando saímos para evangelizar, eu pensei: “Ah, agora vamos evangelizar como evangelizamos em São Paulo!” Imagina! No primeiro dia, eu já pude notar que não. Aquelas pessoas precisavam muito de mim, mas não precisavam da minha dó. Precisavam do meu amor, do meu coração, de oração, e especialmente que apresentássemos Deus a elas. Acredito que ir para Chaves me fez olhar o ser humano com um olhar diferente. O olhar de misericórdia, de amor pelo meu próximo, de cuidado, de prestar atenção às necessidades dos pobres que estão ao meu redor. Pobreza que, muitas vezes, não significa a necessidade fisiológica e monetária, mas espiritual. Os pequeninos e a Face de Cristo O que mais tocou meu coração em Chaves foi a questão das crianças. Tive muito contato com elas por ter ficado no Seminário Kids. Pude ver Jesus Cristo na face de cada uma delas. Muitas ficam muito na rua, não vão para casa, não tomam banho, não comem… Às vezes, vão comer apenas o lanche que oferecemos no evento. Elas sabem que os missionários estão lá para ajudar e estão acostumados com a expedição, mas tem sempre algo novo. Cuidar delas naqueles poucos dias transformou a minha vida. Que o Senhor nos dê visão para enxergar os perdidos Esse mês eu peço a Deus que coloque não só em meus olhos, mas no de todos nós a visão da misericórdia! Para enxergar os pobres de outra forma, ver que eles são seres humanos, gente como a gente, mas que precisam conhecer Deus, que precisam resgatar a sua fé e sua esperança. Nós podemos mudar a vida do outro com pequenos atos. Eu só pude ficar 15 dias em Chaves, enquanto outros voluntários puderam ficar meses. Mesmo assim, eu dei o meu melhor. Ainda que seja pouco, que possamos enxergar os pobres como eles merecem ser vistos. Sem serem marginalizados. Desejo que também você possa ajudar a trazer de volta o amor de Deus para a vida deles. Leila Morais Vocacionada Shalom Missão Santo André (SP) Neste mês, participe de uma ação concreta pelos pobres com a Missão de Santo André (SP). Dia 29.11.2023, às 20h. Em breve, teremos mais informações no Instagram @shalomsantoandre. Esperamos por você!
Foi quando no fim da oração uma pessoa da Comunidade veio até a mim e disse que Deus estava me entregando uma graça e essa graça era uma gestação na qual Ele mesmo cuidaria de tudo. No primeiro instante veio no pensamento que já não queria mais me aprisionar nesse desejo, mas eu acolhi no meu coração e falei para a missionária com o restinho de fé que me sobrava: ” eu acolho”.
Confira abaixo a programação da Missão do Rio de Janeiro da Comunidade Católica Shalom para o mês de outubro.
A missão do Rio de Janeiro celebra a inauguração do novo Centro de Evangelização da Comunidade Shalom em Jacarepaguá, marcando um novo tempo.
Neste texto, aborda-se o desafio de responder ao chamado de Deus para anunciar seu nome. Muitas vezes, quando somos impelidos por esse chamado, surge uma luta interna entre o desejo de seguir a vontade de Deus e o medo de não saber como fazê-lo ou de nos expor. O medo é considerado uma limitação humana, mas também apresenta duas realidades distintas.
Confira abaixo a programação da Missão do Rio de Janeiro da Comunidade Católica Shalom para o mês de setembro.
Continuando a nossa série sobre os ministérios que compõem o serviço na Obra Shalom, trazemos nesta semana a Evangelização.
Entrevista de Adriane Valente, Comunidade de Aliança No julho da Paz, aniversário de 41 anos da Comunidade Católica Shalom, a Missão de Santo André celebra a vocação com uma entrevista mais que especial da consagrada Adriane Valente, com promessas definitivas na Comunidade de Aliança. Acompanhe abaixo os relatos e testemunho da nossa irmã, que compartilha conosco suas experiências na vocação. Quais os fatos mais marcantes da sua consagração na Comunidade de Aliança? Acredito que a consagração em si, a preparação para esse momento, quando está para ter a missa e você vai se arrumando. Passa um filme na cabeça… o vocacional, o postulantado, o discipulado… Você vai dando “sim’s” até chegar a consagração. As minhas primeiras promessas foram ainda mais fortes para mim porque ocorreram com a viagem agendada para o Reconhecimento Pontifício definitivo da Comunidade, em 2012. Fui à Roma como consagrada, unida à Missão, no meio da convenção. Já foi em missão alguma vez? Como foi? Em Roma, nessa mesma época, eu senti o chamado para ir em missão. A partir dali eu já sabia que ia ser algo rápido porque, acho que quando Deus chama, Ele prepara. Então a Comunidade, através da assessoria missionária, fez o convite para eu ir em missão. Assim que eu cheguei, tinha tanta certeza que ia ser rápido que eu fui pagando tudo, resolvendo a vida, e foi muito breve mesmo. Em poucos dias então fui em missão para o Rio de Janeiro nos preparativos da Jornada Mundial da Juventude em 2013, que foi uma experiência vocacional. Na Jornada, como vinha muita gente de outras paróquias, então se via a realidade de muitas delas. Esse foi um momento muito forte de me sentir Igreja. Tive também oportunidade de conhecer o Papa Francisco. Qual a evangelização que você mais gosta de recordar como Comunidade de Aliança? A evangelização que eu mais gosto de recordar como comunidade está ligada às Artes. Sempre fui envolvida com esse ministério. Apresentamos o espetáculo “O Canto das Írias”, que a gente fez como se fosse uma turnê num mês inteiro no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo. Havia uma senhora que foi logo na primeira e ficou encantada. O “Canto das Írias” é um espetáculo querigmático que fala muito profundo ao coração de todos que o assistem. E essa mulher ficou tão encantada, tão maravilhada! Então eu disse assim a ela: “Olha esse é o seu convite, traga os seus amigos”. Ela foi o mês inteiro ao espetáculo, e a cada apresentação ela mudava um pouco. Deus é sempre atual e falava com ela de forma nova a cada dia. Até os amigos! Ela realmente levou pessoas diferentes e todos eles saíram maravilhados também. Conte um pouco sobre as graças e desafios que valem a pena compartilhar. As graças, eu acredito que são as mudanças: como você era antes, e como você está agora. Não tem como isso não acontecer… as reciclagens, as orações, adorações, evangelizações, você muda! Outra graça também foi oportunidade de ir a Roma. Para mim são recordações eternas que eu guardo na memória e no coração…Também ver os irmãos e irmãs crescendo, se tornando homens e mulheres maduros, seguindo o caminho de Deus. Isso também é uma grande graça. Sobre os desafios… a fidelidade. Você conseguir ser fiel a tudo é um desafio muito grande e é uma graça também. Quando eu comecei o meu vocacional, fazíamos em Santo Amaro, muito distante, dependia de carona, foi um desafio. Outro ponto importante foi na Comunidade de Vida, quando estive em missão. Foi desafiante viver diariamente uma forma de vida na qual não sou chamada a viver. Como é para você vivenciar o “para sempre” dos definitivos? Algum conselho para quem está neste caminho de discernimento? Vivenciar o “Para Sempre” é uma graça, outra resposta na qual Deus vai resgatando muitas coisas que foram ditas no vocacional, que ficam ali meio que perdidas no meio desse trajeto todo. O Senhor vai falando de uma forma mais clara, eu acho que por estarmos mais maduros. Um conselho que dou é este: pessoas vêm e vão, autoridades vêm e vão. Se você não tiver o olhar fixo n’Aquele que te chamou, fixo no que você tem que viver, você acaba se perdendo. É aquela velha história dos cachorros que correm atrás da lebre. Você precisa olhar a lebre porque, se você vai no embalo só dos cachorros, acaba se cansando, pois você perde o sentido e já não sabe mais a razão de estar correndo. Então mantenha o olhar fixo em quem te chamou.