Cardeal membro da Cúria Romana alerta sobre leis que estão deteriorando o matrimônio e a família

O Cardeal canadense Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, advertiu nesta quinta-feira, 27, sobre a “grave deterioração” que sofrem há décadas o matrimônio e a família por “uma legislação contrária aos valores tradicionais da instituição familiar, promovida por grupos de pressão aproveitando a mentalidade relativista predominante”. O Cardeal Ouellet pronunciou a lição magistral do ato de abertura do Ano Judicial Eclesial de Valência (Espanha), que foi presidido pelo Arcebispo de Valência, Dom Carlos Osoro. Do mesmo modo, assistiram autoridades institucionais, judiciais, acadêmicas e eclesiais, entre outras. O Prefeito destacou que a Igreja “não deixou de acompanhar com crescente preocupação uma evolução de costumes e modos de vida que se afastam da vivência transmitida pela revelação bíblica e a tradição cristã”. Nesta linha, ressaltou a importância de que os “pastores” da Igreja realizem “uma reflexão e iniciativas inovadoras”. Para o Cardeal, “tradição não significa imobilismo”, mas “progresso e mudança” e, a respeito, advogou por “uma pastoral renovada do matrimônio e da família”. Assim, considera que se deve “repensar toda a pastoral da Igreja a partir da família”. O Cardeal, que se referiu à família como “Igreja doméstica”, destacou que “os casais que permaneceram fiéis apesar de todos os ventos contrários devem curar as pessoas feridas pelos fracassos no amor e ajudar as famílias em situação irregular que agora sim aspiram a uma vida de graça autêntica”. Entre estas pessoas, citou os divorciados que voltaram a se casar que “são ainda numerosos, mas vão diminuindo devido aos acontecimentos atuais que afetam o matrimônio como um valor social e a perda do significado mesmo do matrimônio como a união de um homem e uma mulher”. Assim, quanto aos divorciados recasados, o presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina considera que a Igreja deve “acolher calorosamente sua disponibilidade para um caminho de conversão, penitência e crescimento espiritual”. Acredita que “deve ajudar-lhes a restabelecer sua vida de união com Cristo, mas com o limite imposto pela verdade dos sacramentos da Igreja”. Também fez referência a que atualmente “muitas pessoas não se casam, limitam-se a conviver” e, sobre este assunto, indicou que “uma pastoral da misericórdia deve preocupar-se, em primeiro lugar, em salvar os homens e as mulheres do medo a entregar-se”, já que considera que “isto obstaculiza em grande medida qualquer busca de felicidade”. Fonte: ACI Digital

Papa no Angelus: o encontro com Jesus muda a nossa vida. A misericórdia é maior que os preconceitos

Ao meio dia deste domingo (23) o Papa Francisco assomou à janela do apartamento Pontifício para rezar, com os cerca de 40 mil de fiéis reunidos na Praça São Pedro, a tradicional oração mariana do Angelus. A “água viva da misericórdia que jorra até a vida eterna”, representada pelo encontro de Jesus com a Samaritana junto ao poço em Sicar, esteve no centro da reflexão do Pontífice neste terceiro domingo da Quaresma. Partindo do Evangelho do dia, Francisco observou que o pedido de Jesus à Samaritana – “Dá-me de beber“, “supera todas as barreiras de hostilidade entre judeus e samaritanos e rompe os esquemas de preconceito em relação às mulheres”: “O simples pedido de Jesus é o início de um diálogo sincero, mediante o qual Ele, com grande delicadeza, entra no mundo interior de uma pessoa à qual, segundo os esquemas sociais, não deveria nem mesmo dirigir uma palavra. Jesus se coloca no lugar dela, não julgando-a, mas fazendo-a sentir-se considerada, reconhecida, e suscitando assim nela o desejo de ir além da rotina cotidiana”. Ao pedir água à Samaritana, Jesus queria “abrir-lhe o coração”, “colocar em evidência a sede que havia nela”. “A sede de Jesus – disse o Papa, não era tanto de água, mas de encontrar uma alma sequiosa”. “A Quaresma – recordou Francisco – é o tempo oportuno para olharmos para dentro de nós, para fazer emergir as nossas necessidades espirituais mais verdadeiras e pedir a ajuda do Senhor na oração”. E observou, que a exemplo da Samaritana, também nós temos muitas perguntas a serem feitas a Jesus, “mas não encontramos a coragem” para fazê-las. O Evangelho diz que os discípulos ficaram maravilhados que o seu Mestre tenha falado com aquela mulher. Mas, “o Senhor é maior do que os preconceitos. E isto devemos aprender bem” – exortou Francisco -, pois a misericórdia é maior do que os preconceitos”. E o resultado do encontro junto ao poço foi o de uma mulher transformada”: “Deixou o seu jarro com o qual ia buscar água e correu à cidade para contar a sua experiência extraordinária. ‘Encontrei um homem que me disse todas as coisas que eu fiz. Era o Messias? Estava entusiasmada. Foi buscar água no poço, e encontrou uma outra água, a água viva da misericórdia que jorra para a vida eterna. Encontrou a água que sempre procurou! Corre ao vilarejo, aquele vilarejo que a julgava, a condenava e a rejeitava, e anuncia que encontrou o Messias: alguém que mudou a sua vida. Pois cada encontro com Jesus nos muda a vida, sempre. É um passo em frente, um passo mais próximo a Deus”. Ao concluir sua reflexão, Francisco recordou que no Evangelho de hoje “encontramos também nós o estímulo para ‘deixar o nosso jarro’, símbolo de tudo aquilo que aparentemente é importante, mas que perde valor diante do ‘amor de Deus’, e todos temos um, ou mais de um jarro: “Eu pergunto a vocês e também a mim: ‘Qual é o teu jarro interior, aquele que te pesa, aquele que te afasta de Deus? Deixemo-lo um pouco de lado e com o coração escutemos a voz de Jesus que nos oferece uma outra água, uma outra água que nos aproxima do Senhor”. “Somos chamados a redescobrir a importância e o sentido de nossa vida cristã, iniciada no Batismo – disse o Papa – e, como a Samaritana, testemunhar aos nossos irmãos a alegria do encontro com Jesus e as maravilhas que o seu amor realiza na nossa existência”. Mas testemunhar o que?: “Testemunhar a alegria do encontro com Jesus, pois cada encontro com Jesus muda a nossa vida, e também cada encontro com Jesus nos enche de alegria, aquela alegria que vem de dentro. Contar quantas coisas maravilhosas sabe fazer o Senhor no nosso coração, quando nós temos a coragem de deixar de lado o nosso jarro”. Após a reflexão e a oração do Angelus, o Papa Francisco dirigiu sua saudação aos fiéis de diversas proveniências reunidos na Praça São Pedro e adjacências. Em particular, ao recordar o Dia Mundial da Tuberculose celebrado nesta segunda-feira (24), pediu orações por todas as pessoas atingidas pela doença e por todos que de alguma maneira se ocupam delas”.   Fonte: news.va

Salvador celebra patrono da Vocação Shalom | São José

A Comunidade Shalom de Salvador celebrou ontem 19.03, a solenidade de São José, patrono da vocação Shalom. A Missa foi presidida pelo Pe. José Maria que nos relembrou a vida e história deste santo tão importante na vida da Igreja, na história da salvação da humanidade e em nossas vidas como Shalom. Na ocasião rezamos em ação de graças pelos benfeitores da paz e pela providência divina em toda obra Shalom. São José, providenciai! Confira as fotos na galeria: https://comshalom.org/galleries/solenidade-de-sao-jose-2/

Café de São José – Parquelândia

Retiro Regional Sul II – CNBB

Papa Francisco anuncia alegremente a boa notícia

  Marcado por sua proximidade com os pobres, o diálogo com a sociedade e a alegria de anunciar o Cristo, o pontificado do Papa Francisco completou o primeiro ano nesta quinta-feira, 13 de março. Para celebrar a data, o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, presidiu missa em ação de graças. A celebração eucarística foi realizada na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro. A linguagem de Francisco expressa a alegria de quem dá uma boa notícia à humanidade, de acordo com Dom Orani na homilia da missa. “Uma Igreja chamada a anunciar o Evangelho. Alegremente dar uma boa notícia para a humanidade cansada, sofrida”, definiu. O arcebispo lembrou que o Papa também é um homem de profunda oração e isso transparece em seus atos . “Quando alguém dá o seu SIM ao Senhor, na confiança, Ele realiza sua obra. Assim foi com o Papa Francisco”, ressaltou. Dom Orani relembrou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) e os frutos trazidos para o povo do Rio. “Nós tivemos a alegria e a oportunidade de ter sido o primeiro povo visitado pelo Papa”, celebrou. Vivemos o ano da caridade arquidiocesano, lembrou o arcebispo. “É preciso transmitir alegremente essa boa notícia para a sociedade”. É preciso ainda ter acolhimento pastoral. “O primeiro anúncio é dizer o quanto Jesus ama as pessoas. Viemos dar uma boa notícia”, ressaltou. Confiança em Deus A palavra de Deus nesta quinta-feira nos fala da confiança em Deus. “Aquilo que queremos receber, façamos também aos outros”, ponderou Dom Orani. Um ano atrás os católicos estavam na expectativa da eleição do Papa. “O Senhor no seu devido tempo vem com sua resposta”, destacou o arcebispo. O Senhor responde às orações da Igreja. “Mesmo quando passamos pelas dificuldades, pelas cruzes, vemos que o Senhor realiza maravilhas”,ressaltou. Oração O Santo Padre voltou a pedir oração por seu pontificado em sua conta do twitter na manhã desta quinta-feira, 13. Dom Orani destacou que é importante seguir com as orações. Os fiéis da arquidiocese do Rio já promovem momentos de oração desde setembro de 2013. A cada semana, uma paróquia conduz o encontro que acontece aos sábados, das 11h às 12h no Santuário de Nossa Senhora da Penha. A programação conta com terço, ladainha de Nossa Senhora, adoração ao Santíssimo Sacramento e oração do Ângelus, na intenção de Francisco. Por Teresa Fernandes

É tempo de aprender a namorar

Em unidade com o pastoreio Jovem, o Centro de Formação da missão de Natal organizou  o curso ‘De Repente Nós Dois’.  Abordando temas como: afetividade, sexualidade, caminhada e namoro,o curso, que aconteceu nos dias 8 e 9 de março, adotou a metodologia de pregações, partilhas, adoração, louvor e até uma dança litúrgica revelando a beleza do corpo ordenado para o amor.  O curso lotou as dependências do Shalom na casa do bairro de Petrópolis. O curso teve início na tarde de sábado com uma parte mais “técnica” que expôs os direcionamentos da igreja sobre a vivência da integridade humana e dos relacionamentos interpessoais, abordando desde o coleguismo até o namoro. Em três pregações, os missionários da comunidade de aliança Cynthia Andrade, Emily Araújo e Thiago Alexandre, abordaram temas como o conhecimento do próprio ser, teologia do corpo e os pontos chaves que diferenciam os nossos relacionamentos de amizade e namoro. No domingo,  a manhã foi coordenada por outro missionário da Comunidade de Aliança, Igor Daniel, que partilhou sobre a experiência da caminhada e do namoro vivendo a castidade e a amizade. A tarde, a mesa redonda composta por um casado, uma celibatária, uma namorada e uma noiva tirou as duvidas do público. O curso foi finalizado com um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento  e oração de cura ministrada pelo núcleo do Centro de Formação da missão de Natal. Juan Bruno, de 15 anos,  participa de grupo de oração na obra Shalom há dois anos e partilhou um pouco sobre o curso: “eu acho que formações assim deveriam ser dadas com mais frequência pois os jovens de hoje precisam se conhecer mais. As pregações me ajudaram muito: a me conhecer e também saber o que Deus e a Igreja me chamam a viver”, conta. Para a coordenadora do Centro de Formação, Cynthia Andrade “a sede dos jovens de serem formados foi o que mais chamou atenção”.  Segundo ela, o curso não só atingiu seu objetivo principal de despertar os jovens para a importância de se conhecerem para assumirem um relacionamento fundamento em Deus como também, já deixou “um gostinho de quero mais” tanto que no final já foi confirmada a realização de uma segunda etapa, em data a ser definida. Por Raul Victor Confira as fotos clicando: https://comshalom.org/galleries/de-repente-nos-dois/ No livro “Belo é o amor humano”, a cofundadora da Comunidade Católica Shalom, Emmir Nogueira, aborda a vivência dos estados de vida (matrimônio e celibato), tendo por base o magistério da Igreja. Adquira seu exemplar aqui.

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