Haverá mais alegria nos céus por um pecador que se arrepende do que 99 justos

Como é difícil acordar cedo. Sair da cama que está especialmente preparada para nós, quentinha e aconchegante. Tomar a decisão de sair dela, tomar um banho, se vestir para um lugar que provavelmente é longe de casa. E assim são as pessoas que estão aqui. Pessoas que decidiram sair de si, do seu mundo e até mesmo sacrificar suas vontades para estar nesse grande encontro que é o Renascer. E, em busca de um novo, de uma vida nova, de um novo folego. Nessa manhã de domingo (7), ao chegar aqui no Renascer, cada um se deparou com um grande momento de animação. Logo neste primeiro encontro, Deus veio nos saudar de braços abertos e aquecer os nossos corações ao ponto de incendiar nossas almas com o Seu imenso Amor e Misericórdia. Inflamar os corações sedentos de algo novo em suas vidas, angustiados, agitados pela as tribulações, sem paz para o encontro e abraço com o Pai. E como não sentir o carinho e a misericórdia de Deus com a galera da Trupe do Renascer? Eles encenaram de maneira divertida a parábola da Ovelha Perdida e do Filho Pródigo. O jeito alegre e jovem de Deus, por meio deles, nos fez lembrar de que O temos, e, que Ele estará a nossa espera mesmo nos momentos mais difíceis, de dor, raiva e rejeição. Ele busca e deseja nos resgatar e amar, independente de onde tivermos ou do jeito que estamos ou o que fizemos. O Senhor, nesta manhã, veio nos convidar “A contemplar o rosto da misericórdia”, tema da primeira pregação do Renascer, dirigida pelo pregador Douglimar Estevam, consagrado da Comunidade Vida do Shalom e seminarista. Por meio dele o Senhor revelou Sua Misericórdia. Misericórdia é sinônimo de fonte de alegria, serenidade e paz. Misericórdia também é o encontro de Deus com o miserável. A Misericórdia revela o mistério da Santíssima Trindade e sua relação de amor. “Caminho que une Deus aos homens porque abre a esperança do amor de Deus apesar das limitações”, palavras do seminarista Douglimar. Mas para quem é a Misericórdia? Para, nós, os pequeninos que reconhecemos que somos fracos e pecadores que, por muitas vezes, não conseguimos e não temos a força necessária para corresponder ao amor de Deus. Apesar de nossas fraquezas, Deus, no Seu infinito Amor, quer revelar a todos o rosto da Misericórdia, que é o seu Filho Amado, Jesus. Misericórdia, revelada para Zaqueu, o cego Bartimeu e a mulher adúltera. Pessoas que não foram julgadas pelos seus atos, mas amadas e perdoadas dos seus erros pela Misericórdia do Pai que transborda na humanidade de Jesus. Por meio da experiência do novo, como eles tiveram e nós podemos ter, Ele quer nos dá a plenitude nas nossas vidas. O espetáculo O Canto das Irias, realizado após a pregação, é uma peça teatral da Comunidade Católica Shalom, em que é retratada a relação entre a vontade de Deus em nossas vidas e a vontade e anseios dos homens. Por meio do lúdico, narra como o homem caiu no pecado e as consequências dessa escolha. Em contrapartida, mostra os planos de Deus para conosco por meio da verdade e liberdade com o objetivo de felicidade plena em Deus para todos. Apesar de nossos erros, tropeços e de nossas fraquezas, Deus, por meio de Seu Filho Amado ensina o caminho de verdade e salvação. Mais um grande exemplo da Misericórdia, Amor e Bondade de Deus. Para que essa Misericórdia invada nossos corações e o nosso ser, basta que nos deixemos ser conduzidos por Deus, que não se cansa de nos perdoar e amar. Por Raíra Oliveira

A alegria do Carnaval

O Carnaval está se tornando o tempo propício para tocar a Deus, para experimentá-Lo, para convencer-se de que Ele, Jesus, está vivo, para testemunhar que o Evangelho é de verdade. Não afirmo isto por uma teoria, mas por experiência. Tenho visto neste tempo Deus agindo de uma forma tão poderosa que brota de nosso interior uma alegria que supera toda aquela alegria que seria experimentada em bailes, desfiles, trios elétricos, blocos carnavalescos. Onde encontramos esta alegria? No Brasil inteiro, graças a Deus, paróquias congregações, dioceses e comunidades estão realizando retiros de Carnaval e propiciando a todos aqueles que desejarem uma experiência nova, algo que nunca puderam ver antes. E isto acontece de fato? Sim, E como! Vou contar apenas alguns acontecimentos que me marcaram muito. Certa vez, em um ginásio de esportes, estávamos eu e alguns amigos num grande encontro de Carnaval. Ali rezávamos bastante e nos sentíamos bastante felizes. Como nunca Deus fez-se presente. Pessoas eram curadas, vidas eram transformadas. Pessoas de vida tortuosa passavam a desejar mudança e ajuda para tanto. Dentre vários acontecimentos neste ginásio que mostraram como Deus estava operando ocorreu o seguinte: o ginásio era inteiramente fechado, de maneira que não havia como o ar circular em seu interior. No entanto, após a oração de um padre, passou a ser perceptível a todos os participantes do encontro uma brisa, brisa essa que gerou uma grande comoção em todos. Em outro encontro de Carnaval, desta vez promovido pela Comunidade Shalom em Santo Amaro, presenciei pessoalmente um milagre. Era um dia de sol muito quente, abafado e seco. O sol estava realmente nos castigando. O céu estava completamente azul e sem qualquer nuvem. Eu estava naquela ocasião servindo de acólito, junto a outros irmãos, esperando apenas o momento de adentrarmos à quadra em que estava sendo realizado o evento, juntamente com o padre, que segurava o ostensório com Jesus Sacramentado. Antes que nos pedissem para entrar o padre se virou para nós e disse: “Está muito quente. Vamos dar uma bênção no céu para que caia uma chuva”. E assim fez: deu uma bênção com o Santíssimo Sacramento, traçando uma cruz em direção ao céu. Que ousadia! Depois de o Santíssimo Sacramento ter passado na quadra e o padre ter abençoado o povo, fomos para a sacristia montada para o evento. Ao sentar-se, o padre disse tranquilamente: “Vai chover”. E não passado muito tempo depois, choveu! Choveu tanto que tivemos que mudar os equipamentos de som de lugar, porque começavam a se molhar com a água que já estava invadindo a própria quadra. E agora, o que fazer? Faça como eu fiz. Vá ao Renascer / Reviver mais próximo de você e tenha um grande Carnaval de Graças! Não perca esta oportunidade. Que Deus o abençoe! Aurélio Francisco Lopes   .: Participe dos retiros de Carnaval que a Comunidade Católica Shalom realiza em todo o Brasil

A alegria do Carnaval

Nos próximos dias celebraremos o Carnaval. É bom, portanto, fazermos, desde já, uma reflexão sobre a alegria, este dom maravilhoso de Deus que restaura nossas forças e nos lembra a dignidade de nossa criação e de nossa redenção. A tristeza leva-nos às profundezas da terra, a um lugar inóspito, como lamentava Jô, onde não há ordem e habita o eterno horror. (Cf Jó 10,22) O coração do homem, do cristão, deve sempre transbordar de alegria pelo reatamento da união entre a humanidade e o Deus que nos criou à sua imagem e semelhança, pela salvação que nos foi dada em Cristo Jesus. A alegria e a festa devem ser pessoal e coletiva. Pessoal, enquanto sabemos que Deus nos ama e sempre nos acolhe, mesmo quando deixamos de lhe ser fiéis. Mas também coletiva, enquanto povo santo pela redenção realizada por Cristo. Já os profetas proclamavam para abrir nosso coração ao júbilo. E mesmo para o povo que jazia na escravidão e deportado para longe de sua terra, apontavam a alegria do retorno, porque o Senhor vira a sua aflição e o alimentava na esperança. Isaías clamava: “Rejubila, Jerusalém, e vós todos que a amais. Uni-vos para partilhar do seu júbilo (Cf Is 66,10). O cristão que vive na esperança não pode ser triste. Já assim falava São Francisco de Sales: “Um santo triste é um triste santo” condenando aqueles que não se rejubilavam com a graça. São Paulo, igualmente, concitava os evangelizados à alegria: “Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo alegrai-vos.”(Cf Fl 4,4) Os dias de Carnaval deveriam nos conduzir à alegria do corpo e do espírito, pois se fomos criados do limo da terra, temos também em nós insuflado o Espírito de Deus e recebemos este mesmo Espírito pelo qual podemos chamar a Deus de Pai. Quando o povo hebreu foi reconduzido do cativeiro de Babilônia, o sacerdote Esdras depois de lhe ter exposto a lei, convida-o à festa: “Hoje é dia consagrado a Javé vosso Deus… Não vos entristeçais nem choreis… Ide e comei carnes gordas, tomai bebidas doces e mandai porções a quem não a preparou, porque hoje é um dia consagrado a nosso Senhor”.(Cf. Ne8,10). Esse é o espírito que nos deveria animar nos dias de Carnaval: a alegria que se traduz nas festas e danças a que todos são convidados, ricos e pobres, porque nossa salvação está próxima, como confirma São Paulo na complementação do texto acima. Estes dias não nos deveriam afastar de Deus, com excessos, que deturpam nossa própria natureza e levam-nos àqueles extremos a que o mesmo Apóstolo Paulo se refere na sua Carta aos Romanos e que atraem a ira de Deus. (Cf Rm 1,1ss) Infelizmente o Carnaval se tornou uma festa pagã, onde o que vale é o luxo e a luxúria, no incitamento ao pecado e no completo esquecimento da miséria que se abate sobre grande parte do povo, até mesmo daqueles que, à falta de opções, só lhes oferecem o “circo”. Os dias de Carnaval deveriam e poderiam ser dias de alegria, de dança e festas, mas também de partilha com os que nada têm, e com aqueles que tem o coração vazio. Repartir o pão sabendo conter os gastos excessivos e repartir a esperança para todos aqueles que, perdida a fé, se entregam aos excessos da bebidas e das drogas e à dissolução moral. Voltamos a dizer com o Apóstolo: “Alegrai-vos. Mais uma vez vos digo, alegrai-vos.” E que a vossa alegria seja completa extravasando de vossos corações, celebrando nossa completa libertação. Dom Eurico Veloso dos Santos Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora (MG) Formação: Agosto/2004 * Participe dos retiros de Carnaval que a Comunidade Shalom realiza pelo Brasil

Renascer Itinerante – a caminho da Localidade de Jurupucu | Chaves • Fevereiro 2015

Carnaval: dois caminhos, uma escolha

Como passar o carnaval? Pra onde ir, onde ficar, o que fazer? Normalmente, dois grupos tomam caminhos bem opostos. O primeiro dá vazão à carne e cai na folia, aproveita para passear, assiste aos desfiles, come, bebe, diverte-se segundo os desejos próprios da carne. Outro grupo costuma tomar um rumo bem oposto: deixa tudo e retira-se para encontros e retiros espirituais. Participa de retiros abertos ou fechados, assiste ou ouve as pregações de retiros pelo rádio ou TV. De sexta a quarta-feira de cinzas dedica-se a estar com o Senhor: ouvindo a sua Palavra, louvando e adorando-O. Para este, aplica-se e torna-se realidade esta palavra de Neemias: “não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força”. (Ne 8,10). Trata-se, porém, de uma festa e alegria bem diferente daquela que o mundo oferece. Nos retiros espirituais não há preocupação com droga, camisinha ou contaminação com doenças. O único contágio que geralmente acontece com este grupo é o da alegria. Uma alegria que só o Senhor Deus pode oferecer. Há dois caminhos totalmente opostos. Mas, você pode escolher apenas um deles. Jesus lembrou: “não podeis servir a dois senhores” (Mt 6,24). Uma escolha que cada um de nós deverá fazer, sabendo que: “os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que queríeis”. (Gl 5,17). Cada caminho leva a um destino e final diferente. Por isso Jesus nos preveniu: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram”. (Mt 7,13-14) E quanto a você? Qual dos dois caminhos escolherá? Há outros alternativos, mas estes dois são os mais marcantes no carnaval. Jesus falou e nos alertou sobre as festas que o mundo oferece: um dia elas seriam parecidas com o que já aconteceu na face da Terra, nos tempos de Noé: “Como ocorreu nos dias de Noé, acontecerá do mesmo modo nos dias do Filho do Homem. Comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Veio o dilúvio e matou a todos”. (Lc 17, 26 – 27) É importante que estejamos bem atentos e procuremos fazer como Maria “que escolheu a melhor parte” (Lc 10, 42): ficou aos pés de Jesus. O efeito de cada uma das escolhas aparecerá claramente na quarta-feira de cinzas. Todos podem até estar cansados. Mas, o estado de ânimo será bem diferente. Enquanto uns estarão curtindo a ressaca e o vazio, outros estarão com o coração exultante da alegria do Senhor. Sejamos espertos: escolhamos a melhor parte, como Jesus mesmo afirmou: “Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada”. (Lc 10,42). Bom retiro!   Padre Alir Sanagiotto, SCJ Paroquia Bom Jesus da Penha-RJ Formação: Fevereiro/2009 * Participe dos retiros de Carnaval que a Comunidade Shalom realiza pelo Brasil

Como surgiu o Carnaval?

Na vida, as coisas parecem já existir desde sempre e para sempre, e se acaba por viver tudo o que acontece ou que aparece na moda, no “auge”. Porém, cada coisa tem seu princípio e seus momentos de transformação. É sempre bom que as perguntas surjam, como aquelas da criança que está descobrindo o mundo: Quem criou isso?, por que isso existe? E que tal, como se diz na era da informação, navegar um pouco e descobrir como surgiu o carnaval? História Sua origem vem de uma manifestação popular anterior à era cristã, tendo se iniciado na Itália com o nome de saturnálias, festa em homenagem a Saturno, divindade da mitologia greco-romana, Baco (deus do vinho) e Momo (deus da graciosidade). Esses dividiam as honras dos festejos, que aconteciam nos meses de novembro e dezembro. Em Roma, era marcada por uma aparente quebra de hierarquia da sociedade, já que escravos, filósofos e tribunos se misturavam em praça pública. Na época ocorriam verdadeiros bacanais. Com o advento do cristianismo, esses festejos foram remanejados para antes quaresma. Por que Carnaval? Uma das versões mais aceitas para a origem do termo carnaval está no Dicionário de Frei Domingos Vieira, que define a palavra carnaval como provinda do italiano carne e vale. No dialeto milanês tem carnelevale, do baixo latim, e Carnelevamen de carne e levamen ação de tirar, assim, tempo em que se tira o uso da carne, pois a festa do carnaval é exatamente um dia antes da quarta-feira de cinzas. A origem no Brasil Rio de janeiro No Rio de Janeiro colonial existia uma festa chamada congada do rosário, organizada pelos negros da Igreja Nossa Senhora do Rosário, para homenagear os príncipes do Congo que tornaram-se escravos, ocorria próximo ao Natal, sendo proibida no ano de 1820 pela polícia, pois o desfile acabava em sérios conflitos entre os negros e os capoeiras. Os negros, não se deixando abater, foram-se misturando nos ranchos de reis (festa religiosa em que se celebra a adoração dos reis magos a Jesus Menino), transplantados de Portugal. No final do século XIX, passaram do Natal para o carnaval. É o princípio do carnaval carioca. Aí, se desdobraram em ranchos tradicionais e escolas de samba, sobrevindo o rei e a rainha do Congo, sempre com seus trajes de antigas eras, o que se chama hoje de mestre-sala e porta-bandeira. Os embaixadores e os capoeiras e a música, formaram a bateria, que ainda consta do mesmo instrumental de percussão de origem Anglo-Congolesa. Na Bahia O primeiro carnaval de rua de Salvador aconteceu cinco anos antes da Proclamação da República. Era uma festa com grande influência européia, como quase tudo o que existia no Brasil naquela época, com muito luxo, requinte. O ano de 1884 é considerado o primeiro carnaval no estilo de hoje, inclusive com o forte apoio da publicidade utilizada pelos comerciantes da época. Entre 1895 e 1896 surgem os primeiros AFOXÉS, organizados por negros. Representavam casas de culto de herança africana e saíam às ruas cantando e recitando seqüências de músicas e letras. Em 1938 surgiu a idéia do trio elétrico, quando Dodô (rádio-técnico, músico e estudioso de eletrônica) e Osmar (inventor e músico), se conheceram tocando em programas de rádio, ao lado de Dorival Caymmi, entre outros nomes já famosos na época. Em 1939, em um Ford – o fobica – equipado com dois alto-falantes, eles se apresentaram nas ruas da cidade como a “dupla elétrica”. Em Recife Os festejos, sobretudo a festa de reis, eram organizados pelas chamadas Companhias de Carregadores de Açúcar e as Companhias de Carregadores de Mercadorias, isso no século XVII, que constava de cortejos com caixões e bandeiras. O frevo, que significa ferver, provém das antigas marchas, maxixes e dobrados; as bandas militares do século passado, bem como as quadrilhas de origem européia. Uma forte característica do carnaval pernambucano é o Maracatu, que surgiu por volta do século XVIII, dito Maracatus de Baque Virado ou Maracatus de Nação Africana. Entre os clubes que eram a expressão carnavalesca no período de 1904 a 1912, destacam-se os seguintes: Cavalheiros de Satanás, Caras Duras, Filhos da Candinha e U.P.M., o último como piada aos homens que não tinham mais virilidade. No mundo O atual carnaval é uma mescla entre o carnaval de Veneza e da cidade francesa de Nice, onde ocorrem desfiles de pessoas fantasiadas sobre carros enfeitados, exibindo-se para a platéia, enfeita-se a cidade toda por grandes painéis luminosos com temas carnavalescos; à beira do mar, ocorre o desfile mais importante e diferente: a Parada das Flores. Cerca de vinte carros alegóricos, repletos de flores frescas formando arranjos e mosaicos variados, passam pela avenida e são saudados pela platéia. Todas essas comemorações duram até o mardi gras – a “terça-feira gorda”. O nome francês da data serviu para batizar uma comemoração americana que só acontece nesse dia, na cidade de Nova Orleans. A festa começou no século XVIII, quando a cidade ainda estava sob o domínio da França. Mantendo muitas de suas características originais, como o desfile de mascarados em carros alegóricos. No entanto, à semelhança do que ocorreu no Rio de Janeiro, ela se contagiou com elementos da cultura negra, muito forte na região. Outra presença da festa são os krewe, blocos de mascarados que dançam a pé pelas ruas. Personagens do carnaval MÁSCARAS: O uso das máscaras vem desde o tempo em que se pensava que elas protegiam os foliões de maus espíritos ou transformavam as pessoas em personagens diferentes. Já em Veneza, na Itália, o uso de fantasias no Carnaval surgiu por causa de uma proibição. No século XIII era comum as pessoas andarem mascaradas o tempo todo, aproveitando para fazer o que quisessem, inclusive crimes, sem serem reconhecidas. Por isso, foi decretado que o uso de máscaras seria permitido apenas durante o Carnaval. Se alguém fosse pego fantasiado em qualquer outro dia, seria punido com prisão e chicotadas. MOMO: Segundo a Mitologia Greco-Romana, o Filho do Sono e da Noite, ocupava-se unicamente em examinar as ações dos deuses

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