Outubro, mês missionário na revista Shalom Maná

A edição de outubro da revista Shalom Maná traz no Assunto do Mês uma partilha profunda de quem deu o seu sim a Deus e decidiu anunciar o Evangelho em terras distantes. Na Palavra do Papa, o Santo Padre nos apresenta a Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2013. Ele nos ensina que “devemos ter sempre a coragem e a alegria de propor, com respeito, o encontro com Cristo, de fazer-nos portadores do seu Evangelho. Na seção Espiritualidade, Pe. Rômulo dos Anjos apresenta uma reflexão sobre o tema da Campanha Missionária: “Juventude em missão”, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O tema está em sintonia com a Campanha da Fraternidade (CF/2013) e a Jornada Mundial da Juventude. A cofundadora da Comunidade Shalom, Emmir Nogueira, em artigo baseado em uma de suas pregações, fala sobre a entrada de São Francisco de Assis e de Santa Teresa de Ávila na Vocação Shalom. No mês de Santa Teresinha, Célio Lourenço, na seção Papo Jovem, nos apresenta esta querida santa, patrona do Projeto Juventude para Jesus. Confira ainda artigos das seções Orando com a Palavra, Arte e Espiritualidade, Entrelinhas, notícias da Igreja e da Comunidade Shalom e muito mais. Que o Senhor no guie nesta caminhada da vida missionária e nos faça fiéis anunciadores do Seu Evangelho. A revista Verdadeiro alimento espiritual para o homem de hoje, a Shalom Maná surgiu em 1986, comprometida com a verdade do Evangelho e preparada para ser um instrumento de evangelização e catequese. Traz formação espiritual, doutrinária e humana, matérias exclusivas, entrevistas, reportagens, testemunhos, notícias da Igreja e muito mais. Para assinar ligue: (85) 3308.7402 / 3308.7465 E-mail: assinaturas1edicoes@comshalom.org Ou acesse www.edicoesshalom.com.br

“Canto das Írias” encena distanciamento e reaproximação entre o homem e seu criador

Uma mistura de teatro, dança e música para revelar, de maneira lúdica, o processo de desfiguração do homem contemporâneo, fortemente afetado pelo egoísmo, pela dor e, principalmente, pela falta de sentido de viver. É este universo que o espetáculo o “Canto da Írias leva para o palco desde 2008, quando se apresentaram pela primeira vez, no município de Natal, capital do Rio Grande do Norte. No dia 09 de novembro de 2013, o grupo da Missão Shalom Salvador, que possui 22 membros fixos, junto com os 20 integrantes do corpo de baile da edição 2013 do Festival Halleluya Salvador – A festa que nunca acaba – fará apresentação única, preparada especialmente para o evento. Em suas apresentações o “Canto da Írias” demonstra as transformações do homem ao longo dos anos, principalmente na sua relação com Deus. “Ao nascer, o homem é somente a pureza da criação e sua relação com Deus baseia-se somente na imagem semelhante ao criador, que faz do homem aquilo que é em suas capacidades”, pontua Amanda Santos, coordenadora das artes na Missão Shalom Salvador. Dada a compreensão da passagem do tempo, esse mesmo homem, até então dotado de pureza, encontra-se e deixa-se dominar por sentimentos e ações, como a inveja, o egoísmo, a droga, a avidez pelo ter, entre outros, que o distancia das condições de sua criação. “ É neste momento que o homem é interpelado por Jesus, que o leva de volta à verdade, devolvendo-lhe a beleza da vida”, completa Amanda. Idealizado por Wilde Fábio dos Santos, consagrado na Comunidade Católica Shalom, ao longo de seus cinco anos de existência, o espetáculo “Canto das Írias” já visitou diversos estados do Brasil, apresentando-se em eventos religiosos e não religiosos. Em julho deste ano, encantou milhares de jovens que participavam da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. Além da missão Salvador, o grupo tem representações nos estados de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Ceará (CE) e no Distrito Federal (DF). O Festival Halleluya Salvador 2013 acontecerá entre os dias 08 e 10 de novembro, no Parque Jardim dos Namorados. A programação do evento integra shows de artistas e grupos católicos, locais e nacionais, como Rosa de Saron, Adriana, Tony Allisson, Hadrom Kyrie, Missão Paráclito e muito mais. A estrutura conta ainda com praça de alimentação, espaço da misericórdia, bazar, livraria etc. A entrada é gratuita. Marilucia Leal – Jornalista Registro profissional 4550/BA

Jovem paranaense conhece a Comunidade Shalom através comshalom.org

Janaina Teixeira, de 19 anos, é natural de Marialva, no interior do Paraná. A jovem dá aulas de espanhol e trabalha com televendas. Em sua paróquia, serve no setor de comunicação. Janaina descobriu a Comunidade Shalom através do portal comshalom.org. “Eu comecei a perceber em minha vida de oração que queria ser missionária, comecei a pesquisar no Google comunidades em missão, já fui em várias para conhecer, mas não era realmente o que eu queria. Foi ai que encontrei o portal da Comunidade Shalom. Entrei e comecei a ler, fui me apaixonando. Eu falei: é isso que quero”, afirmou. Janaina viu a divulgação do Congresso de Jovens Shalom (CJS) no portal e ficou muito motivada a participar. Mas não tinha condições, devido à distância e à questão financeira. “Conversei com um padre amigo meu e falei pra ele que queria muito participar do congresso para conhecer realmente a minha vocação e ele disse que eu iria” contou. No dia seguinte à conversa com o sacerdote, ele havia conseguido sua passagem para Fortaleza. Janaina ficou muito feliz. “Cheguei no Shalom da Paz e senti que realmente ali era minha casa. Cheguei e comecei a olhar, fui na capela e falei: nossa eu estou aqui, não acredito!”. A jovem comentou que sua vinda a Fortaleza tem uma razão maior do que ela mesma possa compreender: “Eu vim com a intenção de descobrir realmente a minha vocação. Eu dei o meu sim para estar aqui”. Janaina revelou que, no momento da comunhão, na Missa de Abertura do CJS percebeu algo de magnífico: “Na hora da comunhão, era como se eu visse realmente Cristo em mim”. A jovem teve uma profunda experiência com Deus através do CJS: “Eu abri mão da minha vida lá no Paraná para vir para cá, acho que foi um passo muito grande para mim. Mas eu creio muito no poder do Espírito Santo e em tudo que Ele realizou e mim nestes dias”. Ao partilhar a sua experiência, ela declarou que “Deus providencia tudo em nossas vidas, basta a gente dar um sim, mas um sim verdadeiro”. Após o CJS, Janaina pediu para trilhar o Vocacional por Carta na Comunidade Shalom e foi aceita. A jovem vocacionada pretende partilhar em sua paróquia tudo o que viveu no congresso. Ela acredita que é importante transbordar as graças que Deus realiza. “É preciso ser como uma esponja que se encharca do amor de Deus e transborda na vida daqueles que nunca experimentaram esse amor”, declarou. “O jovem está na internet, então, ter uma ferramenta como o comshalom.org é muito bom. O portal vai ajudar a muitos jovens a conhecerem a vocação deles. O que me chamou bastante atenção, além de ser bem explicado e dividido, foi a organização do portal que é muito bem estruturada para quem não conhece a Comunidade”, concluiu. por Jonas Viana

É careta ser beato? Então se liga no “Anjo Surfista”

Quem acha careta ser beato, nunca conheceu Guido Schaffer, jovem surfista, formado em medicina e apaixonado por Deus, deixou o noivado e a medicina para se tornar padre. Viver intensamente assim não é para caretas. Ah o artigo é um pouco grande, mas deixa um pouco a timeline do seu facebook. Vai valer a pena! Talvez não aconteça com você, mas chega um dia na vida de um jovem que sofreu uma virada de 180 graus ao se encontrar com Deus, que as pessoas começam a dizer: Pronto, vai virar beato? Como se ser beato fosse algo careta! (SQN), só que não!  (do latim beatum, que dizer”feliz”, “bem-aventurado” ), Se você passa por isso, esse artigo é pra você. Seja bem-vindo! Para falar bem desse assunto, como um jovem conectado que sou, fui ao bom e velho Google para ver a definição de careta, (entre tantas mil que aparecem) escolhi essa: “Pessoa antiga, fora da moda, antiquada. Aquele que sempre segue os padrões antigos, que não arrisca coisas novas e diferentes” Bem, acho que a vida do carioca Guido, futuro beato da Igreja Católica não tem nada haver com isso, bora ver? Surfista, médico e quase padre, ele se chamava Guido Vidal França Schaffer. Carioca, nascido em Copacabana, pegava onda no Arpoador. De sorriso fácil e muito simpático, foi um jovem que invadiu festas, pulou muro para entrar sem ter sido convidado. Era ousado e gostava de uma boa brincadeira, usava roupa de marca, curtia o som de metálica e Pearl Jeam, malhava todos os dias na academia e curtia dançar nas boates. Um cara normal e alegre, amava o mar e o surf. Teve os mesmos desejos e desafios que os outros jovens, como eu e você, e também fez muita besteira. Uma pequena pausa: aposto que tem pessoas já se identificando com ele. #antesdo180graus! Ele teve suas namoradas e admiradoras, passou pela curiosidade de provar um baseado com os amigos, mas percebeu que aquilo não o preenchia. Para Guido, a experiência foi como aquela onda que vai crescendo e depois estoura deixando um vazio a solta. Você deve estar pensando que até agora não tem nada de careta, mas nada de beato também, não é mesmo? Calma, o melhor está por vir. Se liga aí: Esse cara, que sempre viveu muito intensamente, provou de uma parada capaz de fazer qualquer jovem viver mais radicalmente uma vida. Um dia, Guido participou de um seminário de vida no Espírito Santo, (igual ao que você já tenha participado ou se não participou ainda, deixa de ser careta e participa!) Daí pra frente, o surfista do Arpoador sofreu uma virada de 180 Graus na sua vida. Engajado em grupo de oração, começou a surfar cada vez mais nas ondas do amor de Deus. Em 1997, o papa João Paulo II visitou o Rio de Janeiro e Guido fez parte do coral que cantou nessa ocasião. De perto pôde sentir no olhar do Papa o olhar de um pescador de homens. Quando João Paulo II falou “Temos que ir para águas mais profundas”, tudo fez sentido para o surfista que com muita alegria dizia para o seu grande amigo padre Jorjão: “É isso que eu quero”. #ficaadica: É preciso como o Guido desejar mergulhar de cabeça na vida com Cristo, não só postando coisas do Evangelho nas redes sociais, isso são águas rasas. Precisamos postar o Evangelho no fundo da nossa vida. Desafiado pelo seu amigo padre a formar um grupo de oração para jovens, Guido teve que aprender a conciliar os estudos de medicina com o grupo de oração. Aos poucos, centenas de jovens foram sendo atraídos pelo testemunho e unção que ele passava, (já quando seminarista, também criou com uma amiga um grupo na praia, onde também ensinavam muitos a surfarem). O cuidado pelos pobres foi marca na sua vida. Trabalhava nos hospitais cuidando dos doentes e saía nas ruas para amar os mais necessitados. Como ser careta é não ter coragem de fazer coisas novas e se arriscar, ele foi começando a viver uma vida de beato, ou seja, feliz! Ele também tinha uma noiva, também muito de Deus, juntos formavam um casal perfeito. Mas um dia, em oração, a voz de Deus o chamou: “Levanta-te e serás sacerdote da Minha Igreja”. E agora? Guido tinha tudo, tinha noiva, estava na residência médica e já “fazia muito” na evangelização, mas Deus queria mais. Sem dúvidas, ele dropou a onda da voz de Deus e deixou tudo! Isso mesmo: tudo! E entrou para o seminário! (se garantiu Guido! Uhuu!). Ele não abandonou o surfe, onde ele mesmo dizia se encontrar diversas vezes com Jesus. Sempre ia quando podia. Após entrar para o seminário, crescia em humildade e pregava nas paróquias onde muitas pessoas até hoje lembravam as ações do Espírito através dele: profecias, repousos no Espírito, muitos dons. Com mais ardor continuou sua missão com os pobres e doentes. Onde chegava, Guido era sinal de esperança e alegria. Com certeza já mostrava que era um beato que não tinha nada de careta. Sua última surfada aconteceu na despedida de solteiro do seu amigo Dudu, na praia do recreio. Antes de entrar no mar seus amigos fizeram junto com ele uma oração. Já no mar, apareceu uma serie de ondas e inesperadamente os amigos de Guido o encontraram se afogando. Ele foi levado ao hospital, onde foi confirmada  sua morte. Guido morreu surfando e assim nasceu para o céu. Hoje em dia, muitos testemunhos são contados de milagres que aconteceram e acontecem até hoje pela intercessão de Guido Schaffer. Um livro intitulado “O Anjo surfista”, do escritor Manuel Arouca, que conta sua história foi a fonte que usei para escrever este artigo. Não vou mentir que em certas partes da leitura as lágrimas apareceram em meus olhos.  Espero que, assim como em mim, nasça em você uma vontade maior de ser beato como foi o Guido, e sem medo de ser careta! Fala-se da beatificação de Guido Schäffer desde maio de 2009, o

Precisamos de um ‘sacode’

Na sociedade, hoje, alguns se dizem diferentes, outros indiferentes, e tudo passa a ser relativo. Vivemos no tempo de uma cultura do ‘normal’, e nada mais é diferente. O ‘ser’ e o ‘viver’, para alguns, são palavras sinônimas que implicam em um só significado na vivência individual. No entanto, não é sempre que consigo viver aquilo que sou. O ser faz parte da minha identidade, não são números do meu RG, mas aquilo que é íntimo, essência, como Deus me conhece. Não caiamos no relativismo, em uma “cultura” que nega Deus, em uma cultura de morte que faz apologia ao aborto e ao suicídio, no relativismo também com relação à religião e à fé (achar que se pode professar duas ‘fés’ ao mesmo tempo) e à própria identidade de homem ou de mulher. Você é aquilo que Deus lhe fez! Só assim encontrará a verdadeira felicidade. Quando descobrimos nossa vocação, descobrimos nossa identidade, algo íntimo que Deus fez para cada um de nós, que somos chamados a ter. Assim, precisamos optar pela vivência total daquilo que Deus nos chama, cada um em sua forma de vida. Viver sem nada reter. Só vale a pena se a oferta for total, e só quem ama é capaz de se ofertar em serviço. Todos acham normal tudo no mundo, menos um jovem escolher deixar tudo para viver a radicalidade do Evangelho ou, em seu próprio dia-a-dia, testemunhar isso. Não acham normal alguém encontrar sua vocação e, assim, vivê-la, sendo celibatário, sacerdote ou optando por um matrimônio santo. Precisamos encontrar a Verdade da nossa vida. Lembro que precisamos ser firmes e persistentes no que Deus tem para nós e o único caminho é a vida de oração. Agora precisamos “ir contra a correnteza” – como disse o Papa Francisco – e não esquecer quem nos chama. Se um dia achar que sua fé está pouca lembre da experiência que Deus lhe deu com Seu amor. Só não podemos nos render aos clamores da carne e do mundo, ao mero prazer hedonista, que não tem uma fonte contínua que lhes sustentem. Deus nos dá a Fonte que nunca seca. Agora passo a ser diferente do mundo, e posso ser considerado louco em ir contra o que a sociedade apresenta como “grandes valores”. Graças a Deus, podemos ser vistos assim pois, quando pararem de nos ver dessa forma, haverá algo de errado com a vivência de nossa vocação, que implica em testemunho do Evangelho vivo e atual de Cristo. Como nos disse o Beato João Paulo II, sejamos “jovens que bebem Coca-cola, (…) jovens de calça jeans”. Devemos ser felizes por sermos católicos, professarmos nossa fé, por viver os ensinamentos da Igreja que é mãe. Felizes por ter conhecido o Ressuscitado que passou pela cruz. E sempre precisaremos de um “sacode” para poder acordar, ver que o mundo está a nossa espera e anunciar a Boa Nova: o verdadeiro “Shalom do Pai!”. Eduardo Chaves Postulante da Comunidade de Vida Shalom Garanhuns (PE)

Homilia: o espírito do bom discípulo

O Evangelho de hoje (25) remete ao mandato missionário de Jesus aos seus discípulos. Nesta homilia, o sacerdote e missionário da Comunidade de Vida padre Karlian Vale propõe reflexão sobre a relação que o bom discípulo deve ter com o mestre e com a Igreja.  Sobre isso, o papa Francisco alerta para o risco de acabarmos comparando a Igreja com uma ONG. “É Jesus quem nos convoca e nos envia. A missão da Igreja nunca poderá ser vivida como iniciativa meramente humana”, afirma o padre. Ouça a homilia:

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