Formação

Ele não estava lá

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Estavam todos reunidos, mas em um ímpeto, saiu! Coração ansioso foi a procura do Mestre em algum lugar … já não se conformava com sua ausência, afinal, foram três anos de amizade e convivência fraterna, viu de perto os milagres. Tinha ouvido rumores de que o Nazareno havia ressuscitado, precisava encontrá-lo, saiu nada avisou e tudo esqueceu. Ficou incomunicável, fechado em si, perdido sem o Caminho, uma alma vazia e sem internet.

Não soube esperar, saiu, não tocou e nem foi tocado, incansável, rodou, queria pistas, pelo menos uma. Isolado e cansado, retornou. Quanta alegria, estranhou… no lugar que havia deixado, já não habitava mais a desesperança! Muito perguntou, que pena! Ele duvidou, “Ele esteve aqui? ”, mas não o encontrei, não creio. “Só se eu tocá-Lo”, afirmou!

Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Sem internet, não foi possível Pedro passar um whatsapp, ou com o bônus extra, Mateus fazer uma ligação e chamá-lo, muito menos, João registrou em selfies a presença do Ressuscitado que passou pela cruz. Não havia nenhuma prova palpável que o convencesse, nem mesmo a palavra e fatos narrados por seus próprios  amigos apóstolos. Tomé realmente não estava no lugar certo, na hora certa… estava incomunicável!! Coração fechado, ele quis “ver para crer”.

De fato, após alguns dias, tocou, pôs a mão no lado esquerdo de Jesus, “Meu Senhor e meu Deus! ”, uma experiência inigualável, pessoal e única. No lugar das dúvidas e desconfianças, agora, o coração pacificado, era pleno do Espírito Santo. Com o conselho, “Não sejas incrédulo, mas homem de fé”, partiu! Evangelizar, pois assim como ele não acreditou nos seus amigos, agora tinha a missão de que muitos por meio de sua experiência com Cristo, acreditassem no Salvador, em seu testemunho.

 A memória de São Tomé, que comemoramos hoje, está fortemente relacionada não somente ao fato de ele ter duvidado de seus companheiros, mas da necessidade que o santo teve de viver esse encontro com Jesus. A força deste encontro foi tamanha, que o levou a pregar o Evangelho e vencer os desafios onde Deus o levasse. Sabe-se que ele anunciou a Boa Nova em vários lugares e que foi ele quem levou o Evangelho pela primeira vez à Índia, onde foi perseguido por líderes religiosos.

Na Índia, a tradição cultua São Tomé como evangelizador há dois mil anos na cidade de Malabar.  Conservam também a história de seu martírio através dos hindus, que o feriram mortalmente com lanças por causa do poder de sua pregação que converteu a muitos na região nascendo ali uma fervorosa comunidade cristã.

Como Tomé, assim também nós necessitamos de um encontro especial com Jesus, de estarmos no lugar certo, na hora certa. Não somente para tirar de nós as desconfianças e a falta de fé, mas para que possamos como ele, alcançar tantas outras pessoas pela força da palavra, tocar para que sejam tocados pelo Mestre, que um dia se dispôs a acreditar no incrédulo.

São Tomé, rogai por nós!

Angela Barroso

 


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